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	<title>Alarme &#8211; Logique Sistemas</title>
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	<description>Inteligência em Sistemas</description>
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		<title>OPC A&#038;E: Entenda porque você deveria saber mais a respeito</title>
		<link>https://logiquesistemas.com.br/blog/opc-ae/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[contato@logiquesistemas.com.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jun 2018 15:42:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerenciamento de Alarmes]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Alarme]]></category>
		<category><![CDATA[Otimização de Processos]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema de gerenciamento de alarmes]]></category>
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					<description><![CDATA[Visando a integração entre diversos dispositivos em uma indústria de forma segura, foi criado em 1995 o protocolo OPC (Ole...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Visando a integração entre diversos dispositivos em uma indústria de forma segura, foi criado em 1995 o protocolo </span><a href="https://opcfoundation.org/"><span style="font-weight: 400;">OPC (Ole for Process Control)</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mais tarde, em 1999, uma especificação direcionada a disciplinar a comunicação de dados de alarmes e eventos foi lançada, o OPC A&amp;E ou simplesmente OPC AE.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como já falamos em nosso artigo sobre </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/opc-ua/"><span style="font-weight: 400;">OPC UA</span></a><span style="font-weight: 400;">, o padrão OPC foi desenvolvido pela</span><span style="font-weight: 400;"> OPC Foundation e consiste basicamente em um protocolo que permite a conectividade entre diversos dispositivos em um chão de fábrica, independente do fornecedor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do <b>OPC A&amp;E (Alarm and events) </b>que iremos tratar neste artigo, vale a pena destacar que em conjunto com outras duas outras especificações formam o conjunto que ficou conhecido como OPC Classic,  são eles:  <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/opc-da/">OPC DA (Data Access)</a> e <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/opc-hda/">OPC HDA (Historical Data Access)</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui você irá entender pontos importantes sobre OPC A&amp;E, como:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O que é OPC A&amp;E?</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Funcionamento do OPC A&amp;E;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Tipos de eventos e informações contidas no OPC A&amp;E;</span></li>
</ol>
<p><b>Continue lendo</b><span style="font-weight: 400;"> e aprenda mais sobre o protocolo.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que são alarmes e eventos?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de irmos direto ao tema, vamos retomar importantes definições: Você sabe o que são </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/alarme-industrial/"><span style="font-weight: 400;">alarmes e eventos</span></a><span style="font-weight: 400;">?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a norma da </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/norma-isa-18/"><span style="font-weight: 400;">ANSI/ISA 18.2</span></a><span style="font-weight: 400;">, um </span><b>alarme</b><span style="font-weight: 400;"> é </span><b>qualquer meio auditivo ou visual que indique uma condição inesperada no processo, equipamento, sistema ou instrumento que exige uma ação corretiva em um tempo restrito</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já um</span><b> evento</b><span style="font-weight: 400;">, ainda de acordo com a mesma norma, é uma </span><b>mudança nas condições da planta, de um equipamento ou de uma variável.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Perceba que, ao contrário do alarme, o evento não necessita de uma ação corretiva. Sua finalidade é apenas de indicar a ocorrência de alguma mudança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso queira ainda se aprofundar no tema, confira nosso post sobre </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/alarme-industrial/"><span style="font-weight: 400;">alarmes industriais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e se aprofunde no tema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora que já vimos conceitos importantes, vamos voltar para o assunto principal: OPC AE.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é OPC AE?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 1999, o protocolo OPC AE (ou OPC A&amp;E) permite a recepção, rastreio e reconhecimento de alarmes e eventos em uma indústria. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale salientar que o OPC A&amp;E não possui a capacidade de gerar nenhum alarme ou evento no chão de fábrica. Sua finalidade se sustenta na aquisição de dados dos equipamentos conectados ao servidor e que tiveram seus alarmes e eventos previamente configurados.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Funcionamento do OPC AE</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os alarmes e eventos ocorrem de forma aleatória, ou seja, não podemos prevê-los. Dado esta característica, não seria eficiente ter um protocolo onde o cliente necessita realizar requisições para a leitura do estado de um determinado alarme ou evento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o alarme/evento possui uma série de informações que só fazem sentido em conjunto, como por exemplo o instante que ocorreu, sua prioridade, mensagem descritiva, dentre outras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, o OPC AE foi projetado para lidar com essas características. Por isso, o protocolo utiliza uma comunicação assíncrona, baseada em <em>callback</em>. Ou seja, o cliente realiza uma assinatura para receber notificações quando qualquer alarme e evento ocorrer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adicionalmente, o protocolo permite configurar filtros para que o cliente posse especificar um subconjunto dos eventos de interesse.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Confira agora o fluxo do dado e os tipos de eventos mais detalhadamente.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Fluxo de comunicação</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiramente é importante destacar que o OPC AE é um protocolo baseado na arquitetura cliente/servidor que utiliza como base a tecnologia <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/dcom/">COM/DCOM</a> da Microsoft. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O COM/DCOM é uma das primeiras implementações para o que ficou conhecido como “chamada remota de procedimentos” (RPC).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a comunicação, nesse caso, ocorre pela chamada de procedimentos que estão em outros processos e até sistemas operacionais distintos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou seja, o OPC AE nada mais é do que uma padronização das funções dos objetos COM. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para uma melhor compreensão, observe a seguinte figura onde resumimos a sequência de funções a serem chamadas para  o início da assinatura para o cliente receber notificações de alarmes e eventos.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-847 aligncenter" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/opc-1-2.png" alt="" width="486" height="382" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/opc-1-2.png 911w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/opc-1-2-300x236.png 300w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/opc-1-2-768x604.png 768w" sizes="(max-width: 486px) 100vw, 486px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, por ser uma arquitetura de cliente/servidor, o cliente que tem o papel de iniciar a comunicação e para isso chama o procedimento </span><i><span style="font-weight: 400;">connect</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seguida, o cliente solicita a criação de uma assinatura, através do procedimento </span><i><span style="font-weight: 400;">CreateEventSubscription</span></i><span style="font-weight: 400;">, para permitir ser notificado sempre que eventos ocorrerem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, invertendo a responsabilidade da comunicação em um mecanismo conhecido como </span><i><span style="font-weight: 400;">callback</span></i><span style="font-weight: 400;">. Após esta chamada, o cliente passa a ser notificado sempre que alarmes e eventos ocorrerem no servidor. A comunicação pode ser encerrada pelo cliente a qualquer momento através do procedimento disconnect que tem a função de liberar os recursos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Certamente existem várias outras opções durante esse processo simplificado. Diante destas opções é importante destacar o papel dos filtros.</span></p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-848 aligncenter" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/opc-2-1.png" alt="" width="487" height="383" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/opc-2-1.png 911w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/opc-2-1-300x236.png 300w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/opc-2-1-768x604.png 768w" sizes="(max-width: 487px) 100vw, 487px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os filtros permitem que o cliente selecione o grupo de eventos que está interessado. Neste momento, é possível escolher uma categoria, uma área do processo ou até mesmo uma faixa de prioridades. Para criar um filtro o cliente deverá chamar o procedimento </span><i><span style="font-weight: 400;">setFilter</span></i><span style="font-weight: 400;"> após a criação da assinatura.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Tipos de eventos e informações </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o protocolo OPC AE, os eventos são divididos em três categorias: simples (<em>Simple</em>), de rastreamento (<em>Tracking</em>) e de condição (<em>Condition</em>), este último é o que conhecemos como ‘alarmes’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada categoria, possui um conjunto específico de informações que são fornecidas e padronizadas pelo  OPC AE. </span><span style="font-weight: 400;">Listamos abaixo as principais informações que estão contidas de acordo com sua categoria.</span></p>
<h3><b>Eventos simples</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Eventos simples consistem basicamente em mensagens informativas que não necessitam de ação corretiva do operador. Exemplo disso são as mensagens do sistema, como inicialização ou desligamento de um equipamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Informações contidas nos eventos simples:</span></p>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><b>Source </b><span style="font-weight: 400;">- referência ao objeto que gerou o evento, gerando sua identificação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Time </b><span style="font-weight: 400;">- informa quando o evento ocorreu;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Type </b><span style="font-weight: 400;">- tipo do evento ocorrido, podendo ser simples, rastreamento ou condição;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Event Category</b><span style="font-weight: 400;"> - agrupamento de eventos semelhantes de acordo com uma determinada característica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Severity </b><span style="font-weight: 400;">- Severidade do evento. Possui como métrica uma escala de 1 a 1000, onde 1 é a menor severidade, como simples informações, e 1000 a maior severidade, como eventos de natureza catastrófica geradoras de grandes perdas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Message <span style="font-weight: 400;">-</span> <span style="font-weight: 400;">mensagem que descreve o evento;</span></b></li>
</ul>
</li>
</ul>
<h3><b>Evento de rastreamento</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Eventos de rastreamento são semelhantes aos simples, porém indicam que alguma ação específica foi executada por algum ator.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como nos eventos simples, os eventos de rastreamento são informativos e não necessitam de alguma ação específica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de apresentar as mesmas informações dos eventos simples, os eventos de rastreamento ainda contém o seguinte dado:</span></p>
<ul>
<li><b>ActorID <span style="font-weight: 400;">- identifica o usuário que iniciou a ação resultante do evento, podendo se tratar tanto de um operador quanto de uma aplicação;</span></b></li>
</ul>
<h3><b>Evento de condição (Alarmes)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Eventos de condição  dizem respeito à detecção de condições que requerem algum tipo de resposta ou reconhecimento do evento pelo operador. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, essas condições possuem alguma informação de </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/norma-isa-18/"><span style="font-weight: 400;">estado do alarme</span></a><span style="font-weight: 400;"> associada (ACK - Reconhecido, UNACK - Não Reconhecido, RTN - Retorno ao Normal). Um novo evento de condição é gerado sempre que houver qualquer alteração nesse estado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de apresentar as mesmas informações dos eventos simples, os eventos de condição ainda contém os seguintes dados:</span></p>
<ul>
<li><b>ConditionName <span style="font-weight: 400;">- o nome atribuído à condição. Ex: Limite;</span></b></li>
<li><b>SubConditionName <span style="font-weight: 400;">- o nome atribuído à sub-condição. Ex: HIHI/LOLO/LOW.HIGH;</span></b></li>
<li><b>Change Mask</b><span style="font-weight: 400;"> - indica quais propriedades da condição foram alteradas;</span></li>
<li><b>NewState <span style="font-weight: 400;">- indica o novo estado da condição;</span></b></li>
<li><b>Quality <span style="font-weight: 400;">- </span><span style="font-weight: 400;">qualidade e confiabilidade do dado que foi transmitido pelo evento, podendo ser </span><i><span style="font-weight: 400;">good, bad, uncertain ou unknown</span></i><span style="font-weight: 400;">;</span></b></li>
<li><strong>AckRequired</strong> <span style="font-weight: 400;">- indica se uma confirmação (reconhecimento) é necessária ou não;</span></li>
<li><strong>ActiveTime</strong><span style="font-weight: 400;"> - o instante de tempo que ocorreu a ativação do alarme</span><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li><strong>Cookie</strong> <span style="font-weight: 400;">- Identificador únido definido pelo servidor associado à notificação de eventos;</span></li>
<li><strong>ActorID</strong> <span style="font-weight: 400;">- colaborador responsável por reconhecer o evento.</span></li>
</ul>
<h2><span style="font-weight: 400;">Estados dos alarmes</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Como vimos, os eventos de condição (alarmes) geram notificações ao cliente sempre que há qualquer transição em seu estado.  </span><span style="font-weight: 400;">Logo, o cliente precisa interpretar o estado adequadamente para o correto entendimento da mensagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, o OPC AE padroniza todos os estados e transições possíveis em um diagrama de estado detalhado na especificação.  </span><span style="font-weight: 400;">A figura abaixo apresenta uma simplificação destes estados e suas transições.</span></p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-849 aligncenter" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/estados01.png" alt="" width="629" height="411" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/estados01.png 950w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/estados01-300x196.png 300w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/estados01-768x502.png 768w" sizes="(max-width: 629px) 100vw, 629px" /></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Filtros de eventos</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguma vezes o cliente pode estar interessado em apenas um subconjunto específico de eventos. Para isso, como já mencionamos, existem os filtros onde o cliente pode informar qual conjunto de eventos está interessado. </span></p>
<p>Sendo assim, o OPC A&amp;E, disponibiliza os seguintes atributos como passíveis de filtros, são eles:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><b>Type of event </b><span style="font-weight: 400;">- o tipo de evento que se deseja observar, podendo ser simples, de rastreamento ou de condição;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Event categories</b><span style="font-weight: 400;"> - combinação de categorias, agrupando eventos semelhantes em determinada característica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Lowest severity</b><span style="font-weight: 400;"> - permite a seleção dos eventos com níveis de severidade acima de um determinado valor;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Highest severity</b><span style="font-weight: 400;"> - permite a seleção dos eventos com níveis deseveridade abaixo de um determinado valor.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Através desses filtros o processo de análise dos alarmes e eventos torna-se mais simples, visto a obtenção apenas dos que são de interesse imediato.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Considerações finais</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse artigo pudemos compreender melhor o conceito de OPC AE e seu funcionamento, tratando de pontos importantes como sua arquitetura e o fluxo de informações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E então, ficou tudo claro? Esperamos que esse artigo tenha te proporcionado um melhor entendimento acerca do OPC AE, bem como uma reflexão sobre o tema dentro do contexto da sua indústria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda restou alguma dúvida? Fique a vontade para entrar em contato comigo através do </span><a href="mailto:paula.andrade@logiquesistemas.com.br"><span style="font-weight: 400;">debora.silva@logiquesistemas.com.br</span></a><span style="font-weight: 400;">, ficarei feliz em te ajudar!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, caso tenha lembrado de alguém que se interessa pelo tema, compartilhe este post em suas redes sociais e dissemine conhecimento!</span></p>
<p><a href="http://logiquesistemas.rds.land/glossario-de-gerenciamento-de-alarmes" class="broken_link"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-1134 " src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Glossário-de-GA.jpg" alt="Glossário de gerenciamento de alarmes - OPC AE" width="597" height="336" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Glossário-de-GA.jpg 560w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Glossário-de-GA-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 597px) 100vw, 597px" /></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como gerenciar seu sistema de alarmes com a ISA 18.2</title>
		<link>https://logiquesistemas.com.br/blog/norma-isa-18/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[contato@logiquesistemas.com.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jun 2017 18:43:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sendo Como iniciar um texto sobre a norma ISA 18.2... Então, vou te lançar um questionamento. Você já pensou como...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sendo Como iniciar um texto sobre a norma ISA 18.2... Então, vou te lançar um questionamento.</p>
<p>Você já pensou como seria um mundo sem leis? Certamente tudo seria uma bagunça! Dessa forma, leis e normas têm grande importância para manter tudo funcionando corretamente, em vários aspectos das nossas vidas.</p>
<p>Pois bem, no universo industrial as coisas não são muito diferentes. Existem assim certas normas regulamentadoras criadas para nortear alguns âmbitos das indústrias de processo.</p>
<p>Nesse sentido, uma destas normas é a ANSI/<a href="https://www.isa.org/standards-and-publications/isa-standards/">ISA</a> 18.2 de gerenciamento de alarmes. O objetivo desse texto é então esclarecer tudo que você precisa saber sobre essa norma. E isso será feito com base na publicação mais recente, feita em 2016. Além disso, como ela pode ser uma ajuda e tanto para a gestão de um sistema de alarmes industriais.</p>
<p>Então, se você sempre quis saber mais sobre a ANSI/ISA 18.2, <strong>continue lendo </strong>esse artigo e tire todas as suas dúvidas!</p>
<h2><strong>Afinal, do que se trata a ISA 18.2?</strong></h2>
<p>A ISA 18.2 trata-se de uma norma produzida por uma sociedade sem fins lucrativos de nome <a href="https://www.isa.org/"><strong>I</strong>nternational <strong>S</strong>ociety of <strong>A</strong>utomation</a> (Sociedade Internacional de Automação). A norma foi publicada pela primeira vez em 2009 e atualizada em 2016.</p>
<p>Dessa forma, seu objetivo principal é abordar o desenvolvimento, projeto, instalação e gerenciamento do sistema de alarmes nas indústrias de processo. A norma foi então escrita seguindo os padrões ISA já existentes, como uma extensão destes.</p>
<p>A gestão do sistema de alarmes abrange diversos processos. Estes se distribuem ao longo do que se chama “ciclo de vida do gerenciamento de alarmes”.</p>
<p>Além disso, a ISA 18.2 define também a terminologia e modelos para o desenvolvimento de um sistema de alarme. Define ainda os processos de trabalho recomendados e obrigatórios para manter eficazmente esse sistema de alarme ao longo de todo o processo de seu ciclo de vida.</p>
<p>Podemos dizer, portanto, que a ISA 18.2 visa fornecer uma metodologia que trará como resultados a melhoria da segurança nas indústrias de processo.</p>
<div id="attachment_249" style="width: 449px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-249" class="wp-image-249" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/ISA-Logo_1-2.png" alt="Logo da Sociedade ISA (sociedade responsável pela ISA 18.2)" width="439" height="268" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/ISA-Logo_1-2.png 483w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/ISA-Logo_1-2-300x183.png 300w" sizes="(max-width: 439px) 100vw, 439px" /><p id="caption-attachment-249" class="wp-caption-text">Logo da sociedade ISA</p></div>
<h2><strong>A quem se destinam as diretrizes da ANSI/ISA 18.2?</strong></h2>
<p>A norma destina-se então aos indivíduos e organizações que:</p>
<ul>
<li>Fabricam ou implementam sistemas de alarme;</li>
<li>Fabricam ou implementam softwares de sistema de alarme de terceiros;</li>
<li>Concebem ou instalam sistemas de alarme;</li>
<li>Operam e/ou mantém sistemas de alarme;</li>
<li>Auditam ou avaliam o desempenho de um sistema de alarme.</li>
</ul>
<h2><strong>A norma ISA 18.2 é importante? E como! </strong></h2>
<p>Como muitos de nós sabemos, sistemas de alarmes ineficazes são frequentemente citado em relatórios de investigações de grandes incidentes em industrias. Principalmente como importantes fatores contribuintes para a ocorrência destes. Além disso, são também responsáveis pelo excesso de paradas não-programadas, grandes vilãs da produtividade industrial.</p>
<p>Você não sabia disso? Então confira a importância de um alarme bem configurado, as consequências de uma má configuração e muito mais em nosso texto sobre <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/alarme-industrial/">alarmes industriais</a>.</p>
<p>A partir disso, podemos afirmar que a norma ANSI/ISA 18.2 têm sua importância pautada em prover melhorias em quesitos como segurança, qualidade e produtividade para o ambiente industrial.</p>
<h2><strong>Alguns esclarecimentos sobre sistema de alarmes...</strong></h2>
<p>Como toda a norma ANSI/ISA 18.2 gira em torno desse assunto, vamos falar brevemente a respeito para que tudo faça mais sentido para você.</p>
<p>De acordo com norma, uma parte fundamental do gerenciamento de alarmes é a definição do que é um alarme. Afinal, não podemos gerenciar algo que não sabemos o que é, certo?</p>
<p>A ISA 18.2 define um alarme como um meio audível e/ou visível de indicar ao operador sobre mau funcionamento de algum equipamento. Além disso, é responsável também por informar desvios ou condições anormais no processo, que requerem uma resposta no tempo adequado.</p>
<p>Estes conceitos estão diretamente relacionados com a definição adequada de todas as etapas envolvidas na configuração de um alarme.</p>
<div id="attachment_250" style="width: 459px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-250" class="wp-image-250" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarm.jpg" alt="Sirene vermelha representando um alarme industrial, tema sob a qual a ISA 18.2 se pauta." width="449" height="337" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarm.jpg 960w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarm-300x225.jpg 300w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarm-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 449px) 100vw, 449px" /><p id="caption-attachment-250" class="wp-caption-text">Um alarme industrial representa um sinal de alerta.</p></div>
<h3><strong>Estados de um alarme</strong></h3>
<p>Quando um alarme ocorre, ele passa por uma série de etapas, desde o acionamento até ser finalizado. O diagrama de transição dos estados do alarme, mostrado abaixo, identifica os estados e transições de alarmes típicos.</p>
<p>Embora existam exceções, esse diagrama descreve a maioria dos tipos de alarmes e é uma referência muito útil para o desenvolvimento dos princípios do sistema de alarme e funções HMI (Interface Homem-Máquina).</p>
<div id="attachment_262" style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-262" class="wp-image-262" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/fluxo-estado-alarme-final.png" alt="Fluxo de estados do alarme, um dos assuntos mais importantes presentes na ISA 18.2" width="502" height="416" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/fluxo-estado-alarme-final.png 862w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/fluxo-estado-alarme-final-300x248.png 300w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/fluxo-estado-alarme-final-768x636.png 768w" sizes="(max-width: 502px) 100vw, 502px" /><p id="caption-attachment-262" class="wp-caption-text">Fluxo de estados do alarme</p></div>
<p>Na tabela abaixo temos um pequeno resumo sobre os estados de um alarme mostrados na figura anterior:</p>
<table class="pi-table pi-table-hovered">
<thead>
<tr>
<th width="112">Abreviação</th>
<th width="140">Nome do estado</th>
<th colspan="2" width="126">Condição do processo</th>
<th width="108">Estado do alarme</th>
<th width="112">Anunciação</th>
<th width="159">Reconhecimento</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td width="112">NORM</td>
<td colspan="2" width="143">Estado Normal</td>
<td width="123">Normal</td>
<td width="108">Inativo</td>
<td width="112">Não anunciado</td>
<td width="159">Reconhecido</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">UNACK</td>
<td colspan="2" width="143">Não reconhecido</td>
<td width="123">Anormal</td>
<td width="108">Ativo</td>
<td width="112">Anunciado</td>
<td width="159">Não reconhecido</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">ACKED</td>
<td colspan="2" width="143">Estado reconhecido</td>
<td width="123">Anormal</td>
<td width="108">Ativo</td>
<td width="112">Anunciado</td>
<td width="159">Reconhecido</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">RTNUN</td>
<td colspan="2" width="143">Retorno ao estado normal não reconhecido</td>
<td width="123">Normal</td>
<td width="108">Inativo</td>
<td width="112">Anunciado</td>
<td width="159">Não reconhecido</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">SHLVD</td>
<td colspan="2" width="143">Estado “<em>shelved</em>” (tipo de supressão)</td>
<td width="123">Normal ou anormal</td>
<td width="108">Inativo ou ativo</td>
<td width="112">Suprimido</td>
<td width="159">Não se aplica</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">DSUPR</td>
<td colspan="2" width="143">Supressão pelo projeto (<em>suppressed-by-design</em>)</td>
<td width="123">Normal ou anormal</td>
<td width="108">Inativo ou ativo</td>
<td width="112">Suprimido</td>
<td width="159">Não se aplica</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">OOSRV</td>
<td colspan="2" width="143">Fora de serviço (<em>out-of-service</em>)</td>
<td width="123">Normal ou anormal</td>
<td width="108">Inativo ou ativo</td>
<td width="112">Suprimido</td>
<td width="159">Não se aplica</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A tabela destaca aspectos como a condição do processo, no caso de cada estado dos alarmes, se estes são anunciados naquele caso ou se foram reconhecidos pelo operador ou não.</p>
<p>Agora sim, após ter vistos esses conceitos, podemos partir para os estágios do ciclo de vida do gerenciamento de alarmes, presentes na ISA 18.2.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://conteudo.logiquesistemas.com.br/ebook-guia-completo-gerenciamento-de-alarmes"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-663" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes.png" alt="guia gerenciamento de alarmes" width="500" height="374" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes.png 500w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes-300x224.png 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<h2><strong>Estágios do ciclo de vida do gerenciamento de alarmes segundo a ISA 18.2</strong></h2>
<p>Chegamos agora em um tópico de grande relevância, em que a norma ISA 18.2 dedica grande parte de seu conteúdo. São os estágios do ciclo de vida do gerenciamento de alarmes, ilustrados na figura abaixo.</p>
<p>O esquema mostra a relação entre os estágios, descritos ao longo da norma ISA 18.2.</p>
<div id="attachment_263" style="width: 560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-263" class="wp-image-263" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/ciclo-vida-isa-final.png" alt="Ciclo de vida do gerenciamento de alarmes, um dos tópicos mais importantes abrangidos pela ISA 18.2" width="550" height="397" /><p id="caption-attachment-263" class="wp-caption-text">Ciclo de vida do gerenciamento de alarmes</p></div>
<p>O ciclo de vida da gestão de alarmes abrange as atividades desde a concepção inicial do sistema. Dessa forma, esse modelo é útil na organização dos requisitos e responsabilidades para a implementação de um sistema de gerenciamento de alarmes.</p>
<p>O ciclo de vida é então aplicável para a instalação de novos sistemas de alarme ou o gerenciamento de um sistema existente.</p>
<p>Vamos agora aprender mais sobre cada um desses estágios do ciclo de vida do gerenciamento de alarmes. Leia atentamente e aprenda tudo sobre o assunto!</p>
<h3><strong>Filosofia </strong></h3>
<p>Quando se fala em filosofia, podem vir diversas coisas a mente. Porém, dificilmente você irá associar essa palavra ao ambiente industrial. Eu te entendo! E é por isso que irei explicar por que esse tópico é o primeiro e também um dos mais importantes passos do ciclo de vida do gerenciamento de um sistema de alarmes industriais.</p>
<p>A filosofia do alarme fornece a estrutura para estabelecer os critérios, definições, princípios e responsabilidades de todos os estágios do ciclo de vida do gerenciamento do alarme. Mas tudo isso só é possível por meio da especificação de itens como: identificação do alarme, racionalização, monitoramento, gestão de mudanças e audição.</p>
<p>Nesse sentido, a produção de um documento contendo a filosofia do alarme é de extrema importância para facilitar pontos como:</p>
<ul>
<li>Consistência em todo o sistema de alarme;</li>
<li>Consistência nos objetivos e metas presentes no gerenciamento de risco.</li>
<li>Acordo com boas práticas de engenharia;</li>
<li>Concepção e gerenciamento do sistema de alarme que ajuda em uma resposta eficaz do operador.</li>
</ul>
<p>A ISA 18.2 se utiliza de uma tabela para ilustrar os conteúdos obrigatórios e recomendados da filosofia do alarme. Você pode conferi-la abaixo.</p>
<h4>Conteúdos da filosofia do alarme</h4>
<table class="pi-table pi-table-hovered">
<thead>
<tr>
<th width="288">Conteúdos</th>
<th width="333">Classificação (obrigatório ou recomendado)</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td width="288">Propósito de um sistema de alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Definições</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Referências</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Papéis e responsabilidades do gerenciamento de alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Princípios do projeto de um alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Determinações do ponto de ajuste (<em>setpoint</em>) do alarme</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Método de priorização</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Definição da classe de um alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Alarmes altamente gerenciados</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Racionalização</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Documentação dos alarmes</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Orientações para projeto de alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Considerações específicas para o projeto do alarme</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Orientações do projeto da Interface homem-máquina (HMI)</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Técnicas de alarme aprimoradas e avançadas</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Orientação de implementação</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Procedimentos de resposta do alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Treinamento</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Supressão “<em>shelving</em>” do alarme</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Manutenção do sistema de alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Testes dos alarmes</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Monitoramento da performance do sistema de alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Preservação do histórico do alarme</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Gestão de mudança</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Auditoria da gestão do alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Procedimentos do site relacionados</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>É a partir da filosofia do alarme que o ciclo de vida do gerenciamento se inicia e se manterá. Devido à grande variedade de equipamentos utilizados nas indústrias de processos, os detalhes no conteúdo da filosofia podem variar entre indústrias e de um local para outro.</p>
<h3><strong>Identificação</strong></h3>
<p>A norma ISA 18.2 aponta que "identificação" seria um termo genérico para os diferentes métodos que podem ser utilizados na determinação da possível necessidade de um alarme ou da mudança deste.</p>
<p>Ou seja, é nesta etapa onde são geradas as listas de alarmes potenciais a serem monitorados no processo. Os diferentes métodos são usados inicialmente para identificar as necessidades de alguns alarmes.</p>
<p>A norma não define ou exige nenhum método específico para a identificação de alarmes. De acordo com ela, os alarmes podem ser identificados a partir de uma variedade de boas práticas de engenharia e requisitos reguladores.</p>
<p>Certas combinações de métodos de identificação podem ser usadas para determinar potenciais alarmes. Temos como exemplo atividades de <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/hazop">Hazop</a>, que podem servir como ponto de partida para a identificação dos alarmes de um processo industrial.</p>
<p>O pessoal responsável pode utilizar qualquer que seja o método para identificar alarmes, desde que seja treinado de acordo com a filosofia do alarme e com os critérios definidos para avaliar os mesmos.</p>
<p>O estágio de identificação é o ponto de entrada (<em>input</em>) do ciclo de vida do gerenciamento de alarme. Após identificados, os alarmes seguem para a etapa de racionalização.</p>
<p>As informações relacionadas aos potenciais alarmes devem ser capturadas durante a identificação e usadas na etapa de racionalização de alarmes.</p>
<p>Um ponto importante é que o método de identificação pode afetar a classificação de um alarme. Assim, se for o caso, a identificação do alarme pode ser feita durante a racionalização.</p>
<h3><strong>Racionalização</strong></h3>
<p>Durante a racionalização, alarmes potenciais (identificados na etapa anterior) e já existentes são sistematicamente comparados aos critérios documentados na filosofia do alarme.</p>
<p>Se o alarme proposto atender aos critérios, seu ponto de ajuste (<em>setpoint</em>), consequências, ações operacionais e demais itens relevantes são documentados e classificados de acordo com a filosofia.</p>
<p>A racionalização produz informações detalhadas do projeto, que são documentadas no banco de dados principal do alarme, e são necessárias para a fase do projeto em si, que representa um outro estado no ciclo de vida.</p>
<p>As atividades de racionalização são:</p>
<ul>
<li>Documentar a justificativa do alarme;</li>
<li>Determinação do ponto de ajuste (<em>setpoint</em>) do alarme;</li>
<li>Definir priorização do alarme;</li>
<li>Classificação do alarme;</li>
<li>Revisão da racionalização.</li>
</ul>
<p>A ISA 18.2 ainda aborda aqui certos itens que a racionalização deve determinar e documentar (no mínimo) para cada alarme racionalizado. Tudo de acordo com a filosofia do alarme e para cada estado da planta aplicável. São eles:</p>
<ul>
<li>Tipo de alarme;</li>
<li>Prioridade do alarme;</li>
<li>Classe do alarme;</li>
<li>Ponto de ajuste <em>(setpoint)</em> do alarme ou condição lógica (por exemplo, fora do normal);</li>
<li>Ação do operador;</li>
<li>Consequência da inação.</li>
</ul>
<p>Atributos adicionais do alarme podem ser determinados durante a racionalização deste. Tudo deve sempre estar de acordo com a necessidade de cada caso e tipo de processo/indústria, e em consonância com a filosofia.</p>
<h3><strong>Projeto detalhado</strong></h3>
<p>Como não poderia faltar, há um tópico destinado a detalhar o projeto de um sistema de alarmes. Esta seção da norma também trata das considerações para implementação dentro de um sistema de controle e supervisão específico, conforme especificado pela racionalização. Além de conter também todas as considerações relacionadas à apresentação dos alarmes aos operadores.</p>
<p>Nesta seção são descritos os recursos comuns da funcionalidade de um alarme no sistema de controle e supervisão, e como eles se relacionam com o diagrama de estado do alarme.</p>
<h4><strong>Projeto básico do alarme</strong></h4>
<p>A ISA 18.2 aborda aqui os estados dos alarmes e seus usos. Inicialmente, com o estado de ativação do alarme. Destaca-se a importância de documentar a fonte para cada alarme no sistema. Isso se deve à possibilidade de ocorrerem mudanças no estado do alarme a partir de várias fontes, dentro do sistema de controle e supervisão.</p>
<p>Devem ser fornecidas orientações claras do projeto, principalmente quanto ao uso dos estados dos alarmes junto de outras funções lógicas (ações de bloqueio, por exemplo). Além disso, o impacto da modificação dos atributos de um alarme, bem como o uso da supressão projetada (<em>suppressed-by-design</em>) devem ser claramente identificados e documentados.</p>
<p>O projeto básico ainda inclui uma listagem dos principais tipos de alarme. A ISA 18.2 cita os tipos mais comuns a serem utilizados. A lista é extensa, mas alguns deles são apresentados a seguir.</p>
<h5>Principais tipos de alarme</h5>
<ul>
<li><strong>Alarme absoluto:</strong> gerado, simplesmente, quando o ponto de ajuste <em>(setpoint)</em> é excedido;</li>
<li><strong>Alarme de desvio: </strong>gerado quando a diferença entre dois valores analógicos excede um limite (ex: um desvio entre a variável do processo e o ponto de ajuste do controlador);</li>
<li><strong>Alarme de discrepância: </strong>gerado pelo erro entre a comparação de um estado esperado (da planta ou equipamento) para o seu estado real;</li>
<li><strong>Alarme calculado: </strong>gerado a partir de um valor calculado em vez de uma medição direta de processo.</li>
</ul>
<p>Os alarmes podem ser de um único tipo ou de uma combinação de diversos tipos. Estes devem ser selecionados com cuidado, com base no julgamento da engenharia.</p>
<p>Durante o projeto básico, os atributos de alarme padrão devem ser selecionados para cada alarme que foi racionalizado e configurado com base no julgamento da engenharia. Atributos como <em>setpoint</em> e <em>deadband</em> podem ser diferentes dependendo do tipo de alarme específico que será implementado.</p>
<p>Definir os atributos apropriados do alarme pode ajudar a minimizar o número de alarmes causadores de incômodos, gerados durante a operação. De acordo com a ISA 18.2, cada alarme deve conter os seguintes atributos.</p>
<h5>Atributos dos alarmes</h5>
<ul>
<li>Descrição do alarme;</li>
<li><em>Setpoint</em> do alarme ou condições lógicas;</li>
<li>Prioridade de alarme;</li>
<li>“Banda morta” do alarme (<em>deadband</em>);</li>
<li>Atraso de ativação e atraso de normalização (<em>on-delay / off-delay</em>)</li>
<li>Agrupamento de alarmes;</li>
<li>Mensagem do alarme.</li>
</ul>
<p>A filosofia do alarme é quem deve detalhar o uso de cada tipo e suas limitações. Para cada alarme, o usuário deve identificar e documentar claramente quais programas do sistema terão acesso para modificar seus atributos durante a operação.</p>
<p>Um sistema de controle e supervisão típico fornece ao usuário a capacidade de implementar vários tipos de alarme diferentes para uma única variável de processo. Para minimizar a carga de alarmes por operador, os resultados básicos do projeto do alarme devem ser revisados. Isso deve ocorrer para que o projeto corresponda aos alarmes presentes no banco de dados mestre.</p>
<h4><strong>Interface homem-máquina para sistemas de alarme</strong></h4>
<p>Neste subtópico, ainda dentro da seção que trata do projeto detalhado, a ISA 18.2 descreve as funcionalidades desejadas para indicar os alarmes ao operador. A norma é considerada intencionalmente limitada nesse ponto, tendo em vista a existência de um padrão ISA atual que trata especificamente das <a href="https://www.isa.org/isa101/">HMI’s</a>.</p>
<div id="attachment_251" style="width: 479px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-251" class="wp-image-251" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/3536364253_28114b272f-.jpg" alt=".Operador em sala de controle de alarmes, comum em indústrias de processo. A ISA 18.2 visa melhorar a forma como o operador verá os alarmes em seu painel." width="469" height="312" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/3536364253_28114b272f-.jpg 550w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/3536364253_28114b272f--300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 469px) 100vw, 469px" /><p id="caption-attachment-251" class="wp-caption-text">É de grande importância a maneira como os alarmes serão apresentados ao operador.</p></div>
<p>Aqui, a norma aborda questões como:</p>
<ul>
<li>Representação de estados de alarme (prioridades e tipos);</li>
<li>Silenciamento e reconhecimento do alarme;</li>
<li>Supressão <em>shelving</em> do alarme, supressão projetada, condições e descrição de serviço;</li>
<li>Funcionalidade de exibição de resumo de alarme;</li>
<li>Outras telas e funcionalidades similares relacionadas ao alarme;</li>
<li>O som do alarme;</li>
<li>Informações e mensagens de alarme;</li>
<li>Anunciadores de alarme.</li>
</ul>
<p>Alguns itens de funcionalidade são listados como obrigatórios ou recomendados. Os principais itens obrigatórios são para a descrição específica de várias condições relacionadas ao alarme. Esses itens geralmente estão dentro das capacidades da maioria dos sistemas de controle modernos. O quadro a seguir mostra com maior clareza as indicações de estado de alarme recomendadas pela ISA 18.2.</p>
<h5>Indicações de estado de alarme</h5>
<table class="pi-table pi-table-hovered">
<thead>
<tr>
<th rowspan="2">Estado do alarme</th>
<th rowspan="2">Indicação Audível</th>
<th colspan="3">Indicações visuais</th>
</tr>
<tr>
<th>Cor</th>
<th>Símbolo</th>
<th>Luz piscando</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Normal</td>
<td>Não</td>
<td>Não</td>
<td>Não</td>
<td>Não</td>
</tr>
<tr>
<td>Alarme não reconhecido</td>
<td>Sim</td>
<td>Sim</td>
<td>Sim</td>
<td>Sim</td>
</tr>
<tr>
<td>Retorno ao normal não reconhecido</td>
<td>Não</td>
<td>Sim</td>
<td>Sim</td>
<td>Não</td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="2">Alarme "shelved" (tipo de supressão)</td>
<td rowspan="2">Não</td>
<td colspan="2">Combinação</td>
<td>Não se aplica</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2">Opcional</td>
<td>Não se aplica</td>
</tr>
<tr>
<td>Suprimido pelo projeto (suppressed-by-design)</td>
<td>Não</td>
<td colspan="2">Opcional</td>
<td>Não se aplica</td>
</tr>
<tr>
<td>Fora de serviço (out-of-service)</td>
<td>Não</td>
<td colspan="2">Opcional</td>
<td>Não se aplica</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A tabela apresenta os estados mais comuns de um alarme, e como estes irão se apresentar ao operador. Pode-se observar que o alarme "não reconhecido" <em>(unacknowledged)</em> é o único a possuir indicação audível (som), ao contrário de todos os outros estados. Essa indicação sonora também pode ser usada para indicar a prioridade, a área de processo ou o grupo de alarme, dependendo da filosofia do alarme.</p>
<p>Em ambientes onde uma indicação audível de um alarme não reconhecido não é efetiva (por exemplo, ambientes de alto nível de ruído ambiente), deve ser usada uma indicação visual clara e que esteja sempre visível ao operador.</p>
<p>Todos os locais marcados com "não se aplica" e "opcional", representam que a indicação não se faz necessária e/ou não é considerada relevante para o estado. Onde a tabela apresenta "combinação", significa que a indicação possui tanto cores quanto símbolos.</p>
<p>É parte imprescindível de um sistema de alarmes, que o operador consiga realizar os procedimentos necessários. Bem como observar com clareza toda a situação, para que assim tenha uma melhor resposta diante do sistema como um todo.</p>
<h4><strong>Métodos aprimorados e avançados de alarme</strong></h4>
<p>Esta seção se dedica a falar sobre recursos do alarme que estão, geralmente, além da capacidade padrão de um sistema de controle e supervisão comum.</p>
<p>A norma fornece aqui as orientações para implementação de técnicas adicionais de gerenciamento de alarme. Estas, geralmente, fornecem funcionalidades adicionais ao longo do projeto básico do sistema de alarme. Além disso, são bastante úteis para orientar a ação do operador durante condições anormais no processo.</p>
<p>A ISA 18.2 não especifica nenhuma listagem dos métodos a serem implementados nesse sentido. Porém, guia por meio de caminhos que podem levar cada indústria a definir seus próprios métodos avançados.</p>
<p>Os métodos de alarme aprimorados e avançados são definidos como camadas adicionais de lógica e programação, utilizadas para modificar atributos de um alarme já existente. A maioria dos métodos de supressão pelo projeto <em>(suppressed-by-design)</em> estão inclusos em alarmes avançados.  Além das técnicas avançadas de alarme, os aprimoramentos no sistema de alarme fornecem informações adicionais ao operador ou redirecionam o alarme ao funcionário designado.</p>
<p>Os métodos básicos de projeto de alarme podem não ser suficientes para reduzir inundações de alarme ou diminuir seus efeitos. E é com base nisso que as técnicas avançadas podem ser necessárias.</p>
<h3><strong>Implementação</strong></h3>
<p>Esta etapa representa a transição do projeto para a operação. A ISA 18.2 aborda nesse tópico os requisitos e atividades gerais para implementar ou modificar um sistema de alarme ou para mudanças em um já existente.</p>
<p>As áreas discutidas nesta seção são:</p>
<ul>
<li><strong>Planejamento de implementação:</strong> Afirma o que deve ser considerado na implementação. Como testes de validação funcional, treinamento do operador, interrupção da operação e verificação da documentação do projeto;</li>
<li><strong>Treinamento para novos sistemas e modificações:</strong> Esta parte da implementação destaca que, os operadores devem ser devidamente treinados no que concerne as respostas dos alarmes novos e modificados, sempre seguindo a filosofia. Esse treinamento deve conter requisitos apropriados para a natureza da mudança detalhados pela ISA 18.2;</li>
<li><strong>Testes e validação de novos sistemas e modificações: </strong>Os testes e a validação presentes na etapa de implementação, possuem certos requisitos determinados pela classe detalhada na filosofia do alarme, e também pelo procedimento MOC (<em>Management of change</em>). Todos os testes devem ser devidamente documentados, principalmente no caso dos alarmes altamente gerenciados;</li>
<li><strong>Documentação de</strong> <strong>implementação:</strong>  São diversos documentos obrigatórios como informações de racionalização e procedimentos de resposta ao alarme. E, também documentações recomendadas, como tipo do alarme, prioridade, setpoint do alarme ou condição lógica, dentre outros.</li>
</ul>
<h3><strong>Operação</strong></h3>
<p>Esse tópico aborda os requisitos para que os alarmes permaneçam e retornem ao estado operacional. Esse estado operacional, é basicamente quando um alarme é capaz de indicar uma condição anormal para o operador. Ou seja, quando ele é capaz de cumprir sua função devidamente, seguindo os passos que explicamos até aqui.</p>
<p>O uso de ferramentas específicas para manipulação de alarmes no estado operacional também é outro tema descrito nesta seção. Além disso, a operação abrange os procedimentos de resposta ao alarme, mostrando os requisitos obrigatórios e também as recomendações. Procedimentos relacionados à supressão <em>shelving</em> também são comentados neste tópico, como mudança e revisão do alarme.</p>
<p>Ao final da seção, é levantada, novamente, a importância do treinamento e atualização dos operadores. Afinal a ISA 18.2 não poderia deixar passar esse assunto, dedicado aos operadores, em um tópico com esse nome, não é mesmo?</p>
<h3><strong>Manutenção</strong></h3>
<p>Na seção da ISA 18.2 que trata da manutenção, são abordados requisitos para testes, substituição e reparos no sistema de alarmes. Aspectos de grande importância, tendo em vista que, a indústria depende em grande parte do bom funcionamento desse sistema.</p>
<p>Procedimentos como os testes periódicos são detalhados nessa seção. Tendo em vista que, estes tipos de testes garantem que o alarme continue a ser executado conforme planejado anteriormente.</p>
<p>Esta seção descreve também, a transição de alarmes para o estado “<em>out of service</em>” (fora de serviço), que é quando a manutenção está ocorrendo. E, posteriormente o retorno para o serviço, quando estes voltam a operar normalmente.</p>
<p>Quando se fala em “fora de serviço” é enfatizado que, os alarmes colocados nesse estado por longos períodos (por exemplo, dias, semanas ou meses) devem ser examinados para determinar se um outro alarme ou procedimento provisório é necessário.</p>
<p>A seção ainda destaca que, informações relacionadas a um mau funcionamento do alarme devem estar sempre disponíveis para o operador. Os alarmes afetados por equipamentos que não funcionam devem ser colocados fora de serviço. Isso deve ser feito se a condição não for resolvida dentro de um prazo razoável conforme especificado na filosofia do alarme.</p>
<p>Além disso, o procedimento MOC <em>(management of change)</em> deve abordar, sempre, equipamentos de substituição que alterem os atributos de alarme. Se uma substituição for feita, a validação do alarme pode ser necessária dependendo da classe do alarme conforme especificado na filosofia do mesmo.</p>
<h3><strong>Monitoramento e avaliação</strong></h3>
<p>Como tudo que é implementado deve ser monitorado, no ciclo de vida do gerenciamento de alarmes não seria diferente. Nessa etapa são verificados aspectos do projeto, implementação, racionalização, operação e manutenção, e se estes são satisfatórios.</p>
<p>Esta seção fornece orientações sobre a análise do sistema de alarme, tanto para monitoramentos contínuos quanto para avaliações periódicas de desempenho. Essas atividades fazem grande uso dos mesmos tipos de medidas. Várias dessas medidas de desempenho são recomendadas para inclusão na filosofia do alarme.</p>
<p>É notável que o monitoramento do desempenho é fundamental para o gerenciamento e melhoria do sistema. Isso se deve ao fato de que um sistema de alarme muito provavelmente experimentará deterioração e perderá desempenho ao longo do tempo. Isso ocorrerá à medida que a idade dos sensores aumentar e as condições dos processos mudarem, ou mesmo se uma política de gerenciamento de mudança de alarme não estiver em vigor.</p>
<p>A medição contínua do desempenho é quem pode determinar quando são necessárias ações corretivas, para cada situação específica. Para tanto, vários tipos de análises, indicadores de desempenho chave e métodos são possíveis. A lista de análise escolhida deve corresponder à filosofia do alarme.</p>
<p>A ISA 18.2 afirma ainda que o monitoramento de alguns aspectos do desempenho do sistema de alarme baseia-se na medição contínua. Sendo assim, a intenção de monitorar é justamente identificar problemas e tomar medidas corretivas para corrigi-los. Além disso, o foco do processo de avaliação é aplicar julgamento de engenharia e revisão para determinar se o sistema está funcionando bem.</p>
<p>A norma apresenta uma tabela com um resumo das principais métricas de desempenho e valores-alvo como exemplo. Você pode conferi-la abaixo.</p>
<h5>Resumo de métricas e valores-alvo</h5>
<table class="pi-table pi-table-hovered">
<thead>
<tr>
<th>Métrica</th>
<th colspan="2">Valor Alvo</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Alarmes anunciados por tempo</td>
<td>Valor alvo: Muito provável que seja aceitável</td>
<td>Valor alvo: Máximo gerenciável</td>
</tr>
<tr>
<td>Alarmes anunciados por hora (por operador)</td>
<td>~6 (média)</td>
<td>~12 (média)</td>
</tr>
<tr>
<td>Alarmes anunciados a cada 10 minutos (por operador)</td>
<td>~1 (média)</td>
<td>~2 (média)</td>
</tr>
<tr>
<td>MÉTRICA</td>
<td colspan="2">VALOR ALVO</td>
</tr>
<tr>
<td>Porcentagem de um período de 10 minutos contendo mais de 10 alarmes</td>
<td colspan="2">~&lt;1%</td>
</tr>
<tr>
<td>Máximo de alarmes em um período de 10 minutos</td>
<td colspan="2">≤10</td>
</tr>
<tr>
<td>Porcentagem de tempo com o sistema de alarme em condição de “inundação” (excesso de alarmes)</td>
<td colspan="2">~&lt;1%</td>
</tr>
<tr>
<td>Contribuição percentual dos 10 principais alarmes mais frequentes para a carga geral de alarmes</td>
<td colspan="2">&lt;1% a 5% no máximo. - Planos de ação para enfrentar as deficiências</td>
</tr>
<tr>
<td>Quantidade de alarmes “<em>chattering</em>” e alarmes “<em>fleeting</em>”</td>
<td colspan="2">Zero. - Planos de ação para corrigir qualquer ocorrência.</td>
</tr>
<tr>
<td>Alarmes obsoletos</td>
<td colspan="2">Menos de 5 presentes em qualquer dia.</td>
</tr>
<tr>
<td>Distribuição de prioridade anunciada</td>
<td colspan="2">
<div><strong>3 prioridades:</strong><br />
~ 80% baixo,<br />
~ 15% médio,<br />
~ 5% alto ou<br />
<strong>4 prioridades:</strong><br />
~ 80% baixo,<br />
~ 15% médio,<br />
~ 5% alto,<br />
~&lt;1% mais alto</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Dois conceitos apresentados na tabela e explicados na norma são os alarmes <em>"chattering"</em> e <em>"fleeting":</em></p>
<ul>
<li><em>Chattering</em>: Alarme que transita rapidamente entre o estado ativo e inativo em um curto período de tempo.</li>
<li><em>Fleeting</em>: São alarmes semelhantes e de curta duração, mas que não se repetem imediatamente.</li>
</ul>
<p>Em ambos, a transição (do ativo para inativo) não é resultado da ação do operador. É possível que um alarme "<em>chattering"</em> gere milhares de registros em algumas horas, resultando então em uma grande distração. Por isso, estes estão sempre na listagem dos alarmes mais frequentes. Os comportamentos de alarme <em>chattering</em> e <em>fleeting</em>  são considerados incômodos e devem ser eliminados. Além disso, não existe uma quantidade aceitável a longo prazo para eles.</p>
<p>Uma grande notícia é que existe um sistema que é capaz de monitorar com excelência o sistema de alarmes. Estou falando do BR-AlarmExpert e você pode conferi-lo <a href="https://logiquesistemas.com.br/br-alarmexpert/">aqui</a>!</p>
<h3><strong>Gestão de mudança</strong></h3>
<p>Nesta seção são abordados os requisitos para mudanças no sistema de alarme. São então tratados aspectos relacionados à adição de novos alarmes, remoção de alarmes existentes, modificação de atributos de alarme, mudanças nas funções do sistema de alarme, autorização e documentação.</p>
<p>Dessa forma, o objetivo do gerenciamento de mudanças é garantir que as alterações sejam autorizadas e sujeitas aos critérios de avaliação descritos na filosofia do alarme. O processo MOC <em>(management of change)</em> garante que as ações adequadas do ciclo de vida sejam aplicadas às mudanças no sistema de alarme.</p>
<p>Algumas das alterações sujeitas à gestão de mudanças, comentadas pela norma, se referem à adição ou remoção de alarmes. Além disso, dizem respeito à modificação de atributos especificados, que devem exigir autorização através de um procedimento MOC.</p>
<p>As mudanças permanentes que resultam em uma diferença dos valores autorizados do <em>setpoint </em>(ponto de ajuste) do alarme devem exigir avaliação através do procedimento MOC, que deve garantir diversas considerações nesta etapa. Algumas destas mudanças no alarme são, por exemplo:  classe, prioridade, consequência, lógica do <em>setpoint</em>, lógica de supressão e tempo de resposta do operador.</p>
<h3><strong>Auditoria</strong></h3>
<p>De acordo com a ISA 18.2, esta etapa do ciclo de vida é conduzida periodicamente visando manter a integridade do sistema de alarmes e dos processos de gerenciamento de alarmes.</p>
<p>Dessa forma, a auditoria de desempenho do sistema pode revelar lacunas não evidentes no monitoramento. A execução é então analisada junto da filosofia do alarme. Após isto, é auditada para identificar quaisquer requisitos visando melhorias do sistema, como, por exemplo, modificações na própria filosofia ou no processo de trabalho nela definido.</p>
<p>Uma auditoria analisa as práticas gerenciais e de trabalho associadas ao sistema de alarme. Sendo assim, ela determina se essas práticas são suficientes para administrar adequadamente o sistema.</p>
<p>Lembra da seção anterior que falava do monitoramento e avaliação? Neste caso, a frequência do processo de auditoria é bem menor.</p>
<p>A ISA 18.2 também destaca que todos os aspectos da gestão de alarmes devem ser auditados sempre que se iniciar algum esforço de melhoria. A norma também fala sobre uma auditoria inicial, que é chamada nesse ponto de “<em>benchmark</em>”. Esta deve ser feita então contra um conjunto de práticas documentadas (tem-se como exemplo as práticas da própria ISA 18.2). Os resultados da auditoria inicial podem ser utilizados no desenvolvimento de uma filosofia.</p>
<p>Ao final da auditoria devem ser desenvolvidos planos de ação para os problemas identificados durante os processos anteriores. Após isto, cronogramas, responsabilidades e revisão dos resultados obtidos devem ser atribuídos a cada item contido no plano.</p>
<h2><strong>Considerações finais</strong></h2>
<p>Por fim, imagino que a essa altura você já esteja se sentindo um especialista na norma ISA 18.2! Sendo assim, fico bem feliz em saber que, após esta leitura, você conseguiu compreender do que se trata a norma, sua importância, e a quem se destinam suas diretrizes. Mas, principalmente, se conseguiu aprender direitinho sobre as etapas do ciclo de vida do gerenciamento de alarmes.</p>
<p>Quer conhecer ainda mais a ISA 18.2, de forma totalmente visual e descomplicada? Então baixe agora mesmo o Infográfico da norma e fixe todos os conceitos!</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1143 size-full aligncenter" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Ciclo-de-G.A-ISA-18.2.jpg" alt="Ciclo de G.A ISA 18.2" width="560" height="315" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Ciclo-de-G.A-ISA-18.2.jpg 560w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Ciclo-de-G.A-ISA-18.2-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /></p>
<p>Mas se ainda restou alguma dúvida sobre a ISA 18.2 ou como todos esses conceitos podem ser aplicados na prática, pode entrar em contato comigo através do <a href="mailto:debora.silva@logiquesistemas.com.br">debora.silva@logiquesistemas.com.br</a>. Será um enorme prazer te ajudar!</p>
<p>Imagino que se você leu até aqui é porque realmente se interessou pelo conteúdo. Então, aproveite para compartilhá-lo com quem você acredita que vai gostar de lê-lo. Continue atento ao nosso blog para ler mais conteúdos gratuitos relacionados!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que é Gerenciamento de Alarmes?</title>
		<link>https://logiquesistemas.com.br/blog/gerenciamento-de-alarmes/</link>
					<comments>https://logiquesistemas.com.br/blog/gerenciamento-de-alarmes/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[contato@logiquesistemas.com.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 May 2017 21:45:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerenciamento de Alarmes]]></category>
		<category><![CDATA[Alarme]]></category>
		<category><![CDATA[Automação Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia de Processos]]></category>
		<category><![CDATA[Otimização de Processos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.logiquesistemas.com.br/?p=115</guid>

					<description><![CDATA[Às vezes acontecem coisas conosco que não podemos controlar, não é mesmo? Imagine a dor de um fazendeiro na região...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">Às vezes acontecem coisas conosco que não podemos controlar, não é mesmo? Imagine a dor de um fazendeiro na região rural ao perder suas terras, queimadas pela força do Sol?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou até mesmo imagine se um raio caísse na sua indústria/empresa e do nada você perdesse tudo que construiu com muito esforço? Eu mesmo não saberia nem por onde começar… </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Você deve estar se perguntando então o que isso tem a ver com Gerenciamento de Alarmes, acertei?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inusitadamente, um raio também foi o ponto de partida para a preocupação mundial em relação ao gerenciamento de alarmes, pois ele caiu sobre a </span><a href="http://www.hse.gov.uk/comah/sragtech/casetexaco94.htm"><b>refinaria da Texaco em Milford Haven, País de Gales, e causou uma enorme explosão, em Julho de 1994.</b></a><span style="font-weight: 400;"> E isso gerou então um custo estimado em 48 milhões de euros para reconstrução.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ninguém gostaria de, um dia para o outro, ter que desembolsar 48 milhões de euros para reconstruir a própria empresa, não é verdade?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Preocupados com tamanho acidente, a comunidade decidiu então estudar ainda mais sobre as causas dessa tragédia. Descobriram então que diversos outros acidentes tinha uma causa em comum: </span><b>a dificuldade em identificar falhas através dos sistemas de alarmes e monitoramento.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a comunidade percebeu a necessidade em melhorar esses sistemas. E, consequentemente, gerou o que mais tarde ficou conhecida como a atividade de </span><b>gerenciamento de alarmes</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com esse post, nós da Logique queremos explicar para vocês os seguintes pontos sobre o gerenciamento de alarmes:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Do que se trata;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Porque as grandes indústrias começaram a se preocupar com isso;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Como identificar se a sua indústria possui problemas;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Principais problemas tratados;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Como reconhecer um bom alarme;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">As etapas do processo;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Como mensurar seu desempenho;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Quais os seus benefícios.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>A Nova Era</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do raio ter sido o ponto de partida para o acidente, ele não foi a causa principal da explosão. A série de eventos que ocorreram durante as 5 horas anteriores à explosão foi uma combinação de falhas em gerenciamento, equipamentos e sistemas de controle.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A explosão foi causada pelo fluido inflamável de </span>hidrocarbonetos. O mesmo<span style="font-weight: 400;"> era bombeado continuamente em um reservatório do processo e que, devido à um mau funcionamento da válvula, estava com a saída fechada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O único meio de escapar desse fluido, já que o reservatório estava cheio, era através do sistema de alívio de pressão e depois ser alinhado para o flare para ser queimado. O sistema não foi ligado e, devido ao avanço de líquido, ocorreu então uma falha na tubulação de saída.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, um total de 20 toneladas desse fluido inflamável foi liberado. O fluido acabou encontrando uma fonte de ignição em 110 metros que causou a explosão.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-134 size-full" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/explosão-milford-haven.png" alt="Acidente por Falha no Gerenciamento de Alarmes" width="559" height="368" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/explosão-milford-haven.png 559w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/explosão-milford-haven-300x197.png 300w" sizes="(max-width: 559px) 100vw, 559px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após esse acontecimento, o instituto </span><a href="http://www.hse.gov.uk/"><b>HSE (Health and Safety Executive)</b></a><span style="font-weight: 400;"> investigou o acidente. A investigação concluiu então que houveram duas causas principais:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Divergência entre a posição da válvula reportada pelo sistema de supervisão e sua posição real.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O painel gráfico de supervisão não ofereceu a visão geral necessária do processo, pois o excesso do número de alarmes em situação de emergência reduziram a efetividade de resposta do operador.</span></li>
</ul>
<p>Veja o nosso artigo completo sobre as <a class="pi-link-dark" title="Clique para ler o post completo" href="https://logiquesistemas.com.br/blog/seguranca-em-gerenciamento-de-alarmes/"><strong>5 Lições aprendidas de segurança em gerenciamento de alarmes com o incidente de Milford Haven.</strong></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi então a partir desse acontecimento que o mundo começou a se preocupar sobre o tema gerenciamento de alarmes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E agora? Como podemos projetar sistemas de alarmes mais eficientes que indiquem de forma correta a causa de uma anormalidade?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>O que é Gerenciamento de Alarmes? </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois dessa imersão na história, o que de fato caracteriza o gerenciamento de alarmes? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário do que o nome nos leva a pensar, o gerenciamento de alarmes não é apenas a parte de monitoramento. O gerenciamento de alarmes cuida de todo o ciclo de vida de um sistema de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, ele atua definindo regras para projetos de alarmes, atributos mínimos de um alarme, métricas para monitoramento e até estratégias avançadas em monitoramento de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já existem normas que regulamentam o processo de gerenciamentos de alarmes. Internacionalmente nós temos a </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/norma-isa-18/"><b>ISA 18.2</b></a> <span style="font-weight: 400;">e a</span> <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/eemua-191/"><b>EEMUA-191.</b></a><span style="font-weight: 400;"> Aqui no Brasil, a Petrobras criou uma norma que pode servir como apoio para qualquer indústria, assim como as anteriores, a N2900-A.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Como saber se possuo problemas com Gerenciamento de Alarmes?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos realizar um breve diagnóstico da sua indústria agora! Pense sobre os pontos listados abaixo e perceba se pelo menos um deles se aplica:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Existem alarmes que se repetem com frequência?</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Existem alarmes que não possuem ação corretiva definida?</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Os operadores frequentemente ignoram os alarmes ou reconhecem eles sem tomar nenhuma medida correspondente?</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Uma porcentagem alta de todos os alarmes disparados são frutos de uma pequena minoria da quantidade total de alarmes?</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Se pelo menos um desses quatro pontos listados ocorrem na sua indústria, então você provavelmente possui um problema no sistema de alarmes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, nós recomendamos fortemente que leia o restante do texto a fim de saber como tratar esse tipo de problema e o que você tem a ganhar com isso.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Principais problemas que o Gerenciamento de Alarmes resolve</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O gerenciamento de alarmes possui grande importância na segurança das indústrias. Entretanto, queremos ir além. Queremos mostrar também que um bom gerenciamento de alarmes não só evita gastos, mas permite ainda ter ganhos através de benefícios relacionados a produtividade da planta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, vamos apresentar a seguir os quatro problemas mais comuns encontrados nas indústrias.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>1- Falha no Projeto dos Alarmes</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, é muito comum existirem alarmes desnecessários. Porém, um alarme só deve existir se tiver uma ação operacional associada. Então, os que não necessitam de ação devem ser removidos! Entenda melhor <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/alarme-industrial/"><strong>o que é um alarme industrial</strong></a>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>2- Alarmes Falsos</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os falsos alarmes são um dos problemas mais comuns e que desvalorizam os sistemas de alarmes. Isso porque eles chamam atenção do operador, através de alertas, para situações que não necessitam de sua atenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os falsos alarmes possuem diversas causas, que podem variar desde instrumentos fora de operação, necessidade de calibração, equipamentos em manutenção ou até mesmo erros de ajuste de parâmetros dos alarmes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um efetivo gerenciamento de alarmes ajuda a identificar e tratar a causa dessas anormalidades, diminuindo assim vigorosamente a taxa de alarmes falsos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>3- Ausência de Informações para Operação</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já vimos que todos os alarmes devem estar associados a uma ação operacional. Na prática, as ações e possíveis causas raízes devem estar documentadas e visíveis ao operador através do sistema de alarmes ou de um sistema auxiliar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, a implementação do gerenciamento de alarmes permite que o operador tenha conhecimento das possíveis causas dos alarmes, consequências, ações corretivas recomendadas e como confirmar sua validade. Logo, o operador pode reconhecer e responder as anormalidades mais rápido e consistentemente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>4- Problemas na Priorização dos Alarmes</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagine agora que na sua tela está notificando mais de um alarme ao mesmo tempo. E agora? Como saber qual deve ser tratado com maior prioridade? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, digamos que em um mesmo intervalo de tempo você deve escolher entre um alarme. Caso não sejam realizadas suas ações corretivas, um irá afetar a qualidade da produção e o outro pode causar danos em um colaborador da indústria. Nesse caso, qual deverá ser a prioridade? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não precisamos nem falar que a segurança dos colaboradores vem em primeiro lugar, não é? Mas existem também outros casos que não são tão simples de definir. Por isso, é importante se ter uma regra bem definida para configuração das prioridades dos alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, cada alarme deve ser associado à uma prioridade para que o operador saiba como reagir em momentos de sobrecarga. Porém, ainda é muito comum encontrar indústrias que não utilizam priorização ou possuem priorizações ineficientes.</span></p>
<p>Saiba <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/priorizacao-de-alarmes/"><strong>como priorizar corretamente o seu sistema de alarmes</strong></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Como reconhecer um bom alarme</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora você já compreende os principais problemas que o gerenciamento de alarmes pode resolver. Mas antes de implementar o processo é necessário entender o cerne da questão. O que de fato caracteriza um bom alarme? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensando nisso, listamos as características de um bom alarme a seguir:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><b>Relevante:</b><span style="font-weight: 400;"> Não ter baixo valor operacional (Sem credibilidade).</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Único:</b><span style="font-weight: 400;"> Não ser duplicado.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Conveniente:</b><span style="font-weight: 400;"> Não muito antes da resposta necessária, ou tarde demais para ação corretiva.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Priorizado:</b><span style="font-weight: 400;"> Indicar a importância que o operador deve lidar com o problema.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Compreensível:</b><span style="font-weight: 400;"> Ter uma mensagem clara e fácil de entender.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Diagnóstico:</b><span style="font-weight: 400;"> Identificar o problema que está ocorrendo.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Consultivo:</b><span style="font-weight: 400;"> Indicar a ação que deve ser tomada.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><b>Focalizar:</b><span style="font-weight: 400;"> Extraindo a atenção para os problemas mais importantes.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Saber o que é um bom alarme é o primeiro passo para aplicar o gerenciamento de alarmes. Por isso, vamos agora explicar como você pode implementar o processo na sua indústria.</span></p>
<p><a href="http://conteudo.logiquesistemas.com.br/ebook-guia-completo-gerenciamento-de-alarmes"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-663" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes.png" alt="guia gerenciamento de alarmes" width="500" height="374" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes.png 500w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes-300x224.png 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<h2><b>Como implementar um processo de gerenciamento de alarmes de alta credibilidade</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para você ter uma melhor compreensão, vamos trabalhar em cima da imagem abaixo, que mesma representa as etapas do ciclo de vida de um gerenciamento de alarmes e explica como funciona cada uma delas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lembramos que o mesmo processo também serve para modificar um sistema já existente, se for o seu caso. Explicaremos isso melhor durante o decorrer do tópico.</span></p>
<h3><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-145 size-full aligncenter" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/ciclo-gerencimanto-alarmes-1.png" alt="Processo Gerenciamento de Alarmes" width="650" height="522" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/ciclo-gerencimanto-alarmes-1.png 650w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/ciclo-gerencimanto-alarmes-1-300x241.png 300w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></h3>
<h3>1- Defina sua filosofia de alarme (A)</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, é o planejamento básico inicial que sustentará seu novo projeto de sistema de alarmes. O primeiro passo é então desenvolver essa <strong><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/filosofia-de-alarmes/">filosofia de alarmes.</a></strong> É ela que documenta os objetivos que se pretende alcançar com o sistema e os processos para atingi-los.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A filosofia começa com as definições básicas e vai até as operacionais, como regras para priorização dos alarmes,  grupos, requisitos de relatório, métricas de acompanhamento de performance do sistema de alarmes e limites de desempenho. Todos são determinados com base nos objetivos, definições e princípios do sistema.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>2- Identifique potenciais alarmes (B)</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta etapa, você deverá identificar possíveis pontos candidatos a serem monitoradas através de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dependendo da indústria, isso poderá ser feito de mais de uma maneira. Em indústrias de processo, normalmente os alarmes são identificados e definidos em um </span><strong><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/hazop">estudo de análise de risco (HAZOP)</a>,</strong><span style="font-weight: 400;"> que levanta pontos que precisam de salvaguarda para o processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas independentemente de como, o importante nessa etapa é levantar possíveis alarmes a fim de realizar o correto monitoramento do processo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>3- Racionalize os potenciais alarmes (C)</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na etapa de Racionalização de Alarmes, depois que identificar todos os potenciais alarmes, verifique se cada um está de acordo com os requisitos e princípios da sua filosofia de alarme previamente definida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após isso, documente e detalhe as configurações dos alarmes. É nessa etapa onde são definidos, por exemplo, os </span><em>setpoints</em><span style="font-weight: 400;"> dos alarmes, sua prioridade, possíveis consequências, causas raízes, justificativa, classificação, ações corretivas e todas as outras informações relevantes ao alarme.</span></p>
<p>Veja o nosso <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/racionalizacao-de-alarmes/"><strong>guia completo para uma racionalização de alarmes eficiente</strong></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>4- Projeto detalhado do gerenciamento de alarmes (D)</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na etapa do projeto detalhado, os alarmes são especificados de acordo com os requisitos determinados na racionalização. Existem três áreas de projeto: alarme básico, </span><a href="https://inductiveautomation.com/what-is-scada"><b>human-machine interface (HMI)</b></a><span style="font-weight: 400;"> e técnicas avançadas de alarme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O básico é de acordo com as orientações do tipo de alarme e especificação do sistema de controle. O HMI é onde se encontra a exibição e anunciação dos alarmes, incluindo indicadores de priorização. Por fim, o avançado possui funções adicionais para melhorar a eficiência do sistema de alarme.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>5- Coloque em prática! (E)</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui na etapa de implementação estão inclusas todas as atividades necessárias para implementar e configurar os alarmes e o sistema de alarmes, inclusive a parte lógica e a verificação funcional do sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale lembrar que, como o operador é uma parte essencial do processo, o treinamento deles é indispensável durante a implementação. Assim como teste de novos alarmes também são uma parte desta etapa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>6- Monitore e avalie os resultados do gerenciamento de alarmes (F)</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tudo funcionando, essa é a principal etapa para garantir que o sistema de alarme está desempenhando bem seu papel para alcançar os objetivos definidos previamente na filosofia do alarme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim sendo, é o ponto de partida para o trabalho de manutenção ou identificar necessidades de mudança ou procedimentos operacionais. Sem um monitoramento, o sistema de alarme tende a degradar e perde sua eficiência.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>7- Gerencie as mudanças no processo (G)</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O gerenciamento de alarmes é uma atividade contínua. Por isso, todas as sugestões de modificações que venham a surgir precisam ser identificadas e passar por todo o processo, desde a identificação até sua implementação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, toda mudança deve ser analisada por uma equipe multidisciplinar e aprovada para seguir adiante no processo de gerenciamento de alarmes. Nenhuma mudança deve ocorrer de forma imperativa e sem um estudo, análise e documentação das mudanças.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>8- Realize auditorias no gerenciamento de alarmes (H)</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa etapa, revisões periódicas são conduzidas para manter a integridade do sistema e do processo de gerenciamento alarmes como um todo. Esse processo permite revelar possíveis lacunas não encontradas na monitoração cotidiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até a sua filosofia de alarme também deve ser auditada a fim de identificar possíveis formas de aperfeiçoar o sistema, ou até modificações. A auditoria também é importante para aumentar a disciplina da organização em seguir a filosofia de alarme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, seguindo esse guia para implementação, você pode tanto implementar tudo do zero quanto modificar um já existente na sua indústria. O próprio processo já garante essa disciplina de estar constantemente monitorando e auditando resultados para aperfeiçoamento do sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conseguiu ter um entendimento maior de todo o processo? Então aqui já conseguimos perceber que o gerenciamento de alarmes não é tão simples como se pensa, não é? Agora vamos entender quais são as</span> <span style="font-weight: 400;">melhores métricas para medir o desempenho do sistema de alarmes de um processo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Como garantir um alto desempenho no gerenciamento de alarmes</b></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-132 size-full" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/graph-163509_1280-e1494011894111.jpg" alt="desempenho" width="648" height="365" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem várias métricas que ajudam a garantir uma alta performance do sistema de alarmes. A seguir, vamos apresentar 5 das principais métricas para você monitorar seu processo hoje mesmo!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os índices quantitativos devem ser normalizados pela quantidade de operadores do processo. Caso sua indústria esteja fora do padrão aceitável ou da meta, você precisa tomar medidas de mudança urgentemente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O recomendado é medir o desempenho baseado em um </span><b>período de pelo menos 30 dias</b><span style="font-weight: 400;">, então vamos tomar esse dado como referência. </span></p>
<ul>
<li><b>Número aceitável de alarmes anunciados por dia por operador:<span style="font-weight: 400;"> entre 144 e 288.</span></b></li>
<li><b>Número de alarmes anunciados por hora por operador (em média):<span style="font-weight: 400;"> entre 6 e 12.</span></b></li>
<li><b>Número de alarmes anunciados por período de 10 minutos por operador (em média):<span style="font-weight: 400;"> máximo de 2.</span></b></li>
<li><b>Percentual de tempo que o sistema de alarmes permanece em condição de avalanche: <span style="font-weight: 400;">máximo de 1% do tempo total de funcionamento. </span></b>A ISA SP 18.2 define como <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/avalanche-de-alarmes/"><b>Condição de avalanche</b></a> quando se tem 10 ou mais alarmes por operador em um período de 10 minutos.</li>
</ul>
<ul>
<li><b>Contribuição percentual dos 10 alarmes mais frequentes em relação ao total de alarmes: <span style="font-weight: 400;">máximo de 5%, mas com planos de ação para correção das deficiências.</span></b></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso em mente, com certeza agora você já é capaz de observar anormalidades que podem surgir na sua empresa. Além disso, com o conhecimento adquirido sobre gerenciamento de alarmes você conseguirá tomar os planos de ações necessários para alcançar alta performance.</span></p>
<p>Veja o nosso guia completo para os <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/sistema-de-gerenciamento-de-alarmes/"><strong>KPIs e as métricas indispensáveis para ter uma alta performance no sistema de gerenciamento de alarmes</strong></a>.</p>
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<h2><b>Benefícios do Gerenciamento de Alarmes</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de toda essa leitura, quais os benefícios e as transformações que de fato a implementação do processo de gerenciamento de alarmes pode trazer para uma indústria? Iremos listar agora as cinco principais vantagens e o que acontece exatamente para que elas apareçam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, vamos ter como base um estudo realizado pela </span><a href="https://www.honeywellprocess.com/en-US/pages/default.aspx"><b>Honeywell Process.</b></a> O mesmo<span style="font-weight: 400;"> analisou várias empresas e comparou o antes e depois da implementação do processo de gerenciamento de alarmes. Vamos então aproveitar alguns dados e apresentá-los aqui nesta parte do artigo.</span></p>
<h3>1- Aumento da credibilidade dos alarmes</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Observem agora a figura abaixo que apresenta como é, em média, a priorização de alarmes nas indústrias.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-126 size-full" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/priorizacao-antes-depois.png" alt="priorização" width="648" height="283" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/priorizacao-antes-depois.png 648w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/priorizacao-antes-depois-300x131.png 300w" sizes="(max-width: 648px) 100vw, 648px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À esquerda temos a média da priorização dos alarmes antes da aplicação do processo de gerenciamento e à direita depois da mudança. Percebe-se uma grande diminuição nos alarmes classificados como urgentes e altos, enquanto a grande maioria passa agora a ser visto como apenas um alerta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso contribui então para um melhor tratamento dos alarmes e consequentemente diminui a sobrecarga e o estresse sobre o operador, melhorando assim a credibilidade do sistema de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Com uma maior credibilidade do sistema, o operador tem mais facilidade em tomar as medidas necessárias com maior precisão. Em virtude disso, essa melhora é a base que proporciona uma série de outras vantagens que serão apresentadas a seguir.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>2- Menos situações de anormalidade</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo também apresenta que após a implementação do gerenciamento de alarmes, foi observado uma redução média de 30% no número de paradas não programadas em unidades industriais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa redução ocorre devido a maior facilidade dos operadores em identificar as anormalidades de maneira mais rápida e precisa. O que, consequentemente, evita que sistemas automáticos de segurança intervenham na planta causando sua parada por segurança.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>3- Aumento do rendimento da planta</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Após realizar uma pesquisa com os operadores, nas indústrias em que o gerenciamento de alarmes estava em atividade eles relataram se sentirem mais confiantes para fazer com que a refinaria operasse mais próximo do limite de restrição, em virtude de um sistema de alarme de alta credibilidade.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>4- Diminuição de incidentes anormais</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando erros humanos causam incidentes anormais, manutenção não planejada é requerida e toda manutenção requer custos. Dessa forma, é possível reduzir esses custos em virtude da diminuição de incidentes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>5- Economia de material para reparo de equipamentos</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando esses incidentes ocorrem, também são necessários equipamentos para realização da manutenção, os quais possuem um certo custo para serem adquiridos. Portanto, com a evidente diminuição de incidentes também é possível economizar em cima destes custos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para vocês que se interessaram mais pelo estudo realizado pela Honeywell Process, é possível vê-lo na íntegra, em inglês, através deste</span> <a href="https://www.honeywellprocess.com/library/marketing/article-reprints/HP%20-%20Quantifying%20Benefits%20of%20Alarm%20Management.pdf"><b>link</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>Se você gosta de números, <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/beneficios-do-gerenciamento-de-alarmes/"><strong>saiba então como quantificar financeiramente os benefícios do gerenciamento de alarmes na sua indústria</strong></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Conclusão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito interessante, não é verdade? Se você leu até aqui, você já é diferenciando comparado à maioria das indústrias. Pois, além de compreender os benefícios, com toda certeza conseguirá observar também o processo de gerenciamento de alarmes com outros olhos. Pode até mesmo iniciar uma transformação na sua indústria!</span></p>
<p>Quer se aprofundar ainda mais na prática de gerenciamento de alarmes? Então não deixe de acessar o nosso <strong>ebook gratuito</strong> sobre o <strong><a href="http://conteudo.logiquesistemas.com.br/ebook-guia-completo-gerenciamento-de-alarmes">Guia Completo de Gerenciamento de Alarmes</a></strong>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se preferir uma conversa mais particular para tirar suas dúvidas e até mesmo entender melhor como implementar esse processo na sua empresa, fico completamente disponível para ajudá-lo! Pode falar diretamente comigo através do </span><strong><a href="mailto:matheus.romano@logiquesistemas.com.br">matheus.romano@logiquesistemas.com.br</a></strong></p>
<p>Peço também que se gostou do texto e conhece alguém que iria adorar ler ele, não deixe de compartilhar nas redes sociais e apresentar o conteúdo para novas pessoas!</p>
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