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	<title>isa 18.2 &#8211; Logique Sistemas</title>
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	<description>Inteligência em Sistemas</description>
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		<title>Sistema de Gerenciamento de Alarmes: Quais KPIs acompanhar para garantir a alta performance?</title>
		<link>https://logiquesistemas.com.br/blog/sistema-de-gerenciamento-de-alarmes/</link>
					<comments>https://logiquesistemas.com.br/blog/sistema-de-gerenciamento-de-alarmes/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[contato@logiquesistemas.com.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Aug 2017 21:31:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerenciamento de Alarmes]]></category>
		<category><![CDATA[Alta performance]]></category>
		<category><![CDATA[Automação Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Avalanche de alarmes]]></category>
		<category><![CDATA[EEMUA 191]]></category>
		<category><![CDATA[Eficiência operacional]]></category>
		<category><![CDATA[isa 18.2]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema de gerenciamento de alarmes]]></category>
		<category><![CDATA[Software de Gerenciamento de Alarmes]]></category>
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					<description><![CDATA[O sistema de alarmes da sua indústria tem seus resultados monitorados ou apenas várias sinalizações numa tela? Se possui dificuldades de...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O sistema de alarmes da sua indústria tem seus resultados monitorados ou apenas várias sinalizações numa tela? </span>Se possui dificuldades de mensurar os resultados, entenda os KPIs, qual a sua situação atual e como um sistema de gerenciamento de alarmes pode maximizar o desempenho do seu sistema.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A lógica é simples: como você pode maximizar os resultados de algum processo se você não sabe a situação atual?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagine você com um filho matriculado em uma escola. Você iria acompanhar os resultados dele mensalmente ou deixaria para descobrir tudo no final do ano? Claramente, se não acompanhar, no final pode aparecer a bomba que ele reprovou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, todo o investimento anual seria desperdiçado, mas que poderia ser evitado se houvesse um acompanhamento. Da mesma maneira isso ocorre se não houver um monitoramento do sistema de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença entre as situações é que com seu filho eventualmente você descobrirá que ele reprovou. Já na segunda situação, você pode continuar tendo perdas financeiras e nem descobrir o motivo, pois não existe algo que te alerte sobre isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, para que você tenha total controle sob o seu sistema de alarmes e descubra onde estão os pontos críticos de alarmes da sua indústria, é necessário começar a monitorar. </span><span style="font-weight: 400;">Para isso, a melhor forma de monitorar o sistema de alarmes é através de um sistema de <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/gerenciamento-de-alarmes/">gerenciamento de alarmes</a>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://conteudo.logiquesistemas.com.br/ebook-guia-completo-gerenciamento-de-alarmes"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-663" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes.png" alt="guia gerenciamento de alarmes" width="500" height="374" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes.png 500w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes-300x224.png 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O assunto trabalhado aqui tem como finalidade oferecer os insumos necessários para que você otimize o seu processo. </span><span style="font-weight: 400;">Caso ainda não tenha um processo definido, também será útil para que você realize um diagnóstico da sua situação atual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apresentaremos então os padrões internacionais de normas como </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/norma-isa-18/"><b>ISA 18.2</b></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/eemua-191/"><b>EEMUA 191</b></a><span style="font-weight: 400;"> para que você faça um benchmarking e compare com os resultados obtidos no seu diagnóstico.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">1. Quanto um operador consegue suportar?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Se um operador conseguisse lidar com milhares de alarmes por dia, não teria necessidade de um gerenciamento de alarmes. Como eles não conseguem, a pergunta é: até quanto eles conseguem suportar?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, foram realizadas pesquisas para entender os problemas de fatores humanos envolvidos na resposta de alarmes. A resposta de alarmes não é um processo automatizado, é um processo que envolve pensar e analisar. As etapas envolvidas são:</span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><b>1-</b><span style="font-weight: 400;"> Detectar o alarme;</span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><b>2-</b><span style="font-weight: 400;"> Silenciar/Reconhecer o alarme;</span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><b>3-</b><span style="font-weight: 400;"> Navegar para a tela apropriada para entender o contexto do processo no qual o alarme faz parte;</span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><b>4-</b><span style="font-weight: 400;"> Verificar que o alarme está válido e não com mal funcionamento;</span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><b>5-</b><span style="font-weight: 400;"> Analisar a situação do processo para determinar a causa do alarme e decidir a ação corretiva apropriada. Dependendo da situação pode ser necessário consultar alguém;</span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><b>6-</b><span style="font-weight: 400;"> Implementar a ação escolhida, que pode ser de diversas maneiras, como implementar por si só ou pedir para que outros realizem a ação corretiva;</span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><b>7- </b><span style="font-weight: 400;">Continuar a monitorar o sistema e garantir que a ação tomada corrija a situação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, claramente percebemos que essas etapas não podem ser realizadas instantaneamente. Por isso, todos os KPI’s e métricas do desempenho do sistema de alarmes levaram em consideração a capacidade humana do operador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, também foram realizadas pesquisas nas grandes indústrias para entender melhor qual era o comportamento padrão deste processo. </span></p>
<p>Por fim, a melhor maneira de calcular esses KPIs a fim de maximizar o desempenho do sistema de alarmes é através de um sistema de gerenciamento de alarmes. Pois o operador terá acesso a dados mais precisos que irão facilitar o seu trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">2. <em>Key Performance Indicators</em> (KPIs)</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Falamos da capacidade humana do operador para que vocês entendessem o que foi levado em consideração na hora de formular esses indicadores. Agora vamos falar realmente sobre o que vocês devem mensurar para maximizar o desempenho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Key Performance Indicator</em> significa indicador chave de desempenho. Os indicadores chaves impactam diretamente no desempenho do sistema de alarmes e mostram se a sua estratégia para determinado processo está seguindo conforme o planejado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A seguir, a tabela sintetiza os principais KPIs que devem ser monitorados no sistema de alarmes. Essa tabela foi extraída da norma ISA 18.2.</span><br />
<img decoding="async" class="aligncenter wp-image-491 size-full" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/08/tabela-kpis-petros.png" alt="sistema de gerenciamento de alarmes" width="622" height="708" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/08/tabela-kpis-petros.png 622w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/08/tabela-kpis-petros-264x300.png 264w" sizes="(max-width: 622px) 100vw, 622px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez, quando você diagnosticar a situação da sua indústria, tome um susto por encontrar um número bem mais elevado que o determinado. Tome cuidado, será que todos esses alarmes são </span><b>realmente</b><span style="font-weight: 400;"> alarmes? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entender o que de fato é um </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/alarme-industrial/"><b>alarme industrial</b></a> <span style="font-weight: 400;">pode ser o começo de tudo para um saneamento do sistema de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora vamos explicar o que consiste cada um desses indicadores. Vale lembrar que esses valores são com base em 30 dias e por cada operador. Imagine você ter que acompanhar todos esses dados manualmente? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É um trabalho exaustivo que seria facilitado para o operador através de um sistema de gerenciamento de alarmes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Alarmes anunciados por dia</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A análise mais importante também é a mais simples da performance do sistema de alarmes. Basta saber a quantidade de alarmes que são anunciados por dia por cada operador. É um ótimo indicador para saber o quão confiável é o seu sistema de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas indústrias costumam ter mais de mil alarmes por dia. Levando em conta que o máximo gerenciável são de 288, então com certeza o operador não conseguirá operar adequadamente o processo com as informações fornecidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, ele irá buscar informações de outras maneiras bem menos eficientes que não foram projetadas para tal. Consequentemente, isso acaba levando a uma atuação mais frequente do sistema de segurança (trip) causando perdas financeiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É nessa situação que um sistema de gerenciamento de alarmes pode auxiliar fornecendo as informações precisas através de cálculos eficientes dos KPIs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alarmes anunciados por hora/período de 10 minutos seguem o mesmo raciocínio, são apenas bases de cálculo diferentes. Porém, a base por período de 10 minutos é a mais importante e mais utilizada, por isso os outros KPI’s seguem ela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você mensurar apenas a quantidade de alarmes por dia, você pode mascarar seu real resultado. Podem existir intervalos de 10 minutos dentro de um dia que a quantidade de alarmes foi excessiva, enquanto outros intervalos praticamente não teve alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A média final do dia pode estar dentro do limite gerenciável. Porém, pode existir pelo menos um período de 10 minutos dentro desse dia que ultrapassou o limite gerenciável. Dessa forma, esse alarme perdido pode causar grandes impactos negativos na indústria.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Percentual de períodos de 10 minutos com incidência superior a 10 alarmes</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse indicador apresenta que do total de períodos de 10 minutos em uma base de 30 dias, apenas 1% pode ter uma incidência superior a 10 alarmes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou seja, como 30 dias possui 4.320 intervalos de 10 minutos, no máximo aproximadamente 43 intervalos (1%) podem ter incidência superior a 10 alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O percentual de horas com incidência superior a 30 alarmes também segue o mesmo raciocínio.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Número máximo de alarmes em um período de 10 minutos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para ter um bom sistema de alarmes, o número máximo de alarmes em um período de 10 minutos deve ser de no máximo 10. Pelas pesquisas realizadas, esse é o máximo que um operador consegue gerenciar nas suas limitações humanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este indicador procura dimensionar a carga de alarmes aos operadores em situação de distúrbio na planta. Em distúrbio o número de alarmes costuma aumentar bastante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, esse indicador complementa a taxa média de alarmes pois, de nada adianta que a média apresente um sistema de alarmes consistente se quando a planta entra em estado de distúrbio ela se torna ingerenciável.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Percentual de tempo que o sistema de gerenciamento de alarmes permanece em condição de avalanche</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É considerado que o sistema está em condição de avalanche quando, em um período de 10 minutos, mais de 10 alarmes são sinalizados e só termina quando a taxa cai para menos de 5 alarmes por 10 minutos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O recomendado é que apenas em 1% do tempo de funcionamento o sistema de alarmes esteja em condição de avalanche. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma condição de avalanche pode durar por horas e pode tornar situações de processos difíceis muito piores. Você pode ler mais sobre como evitar este tipo de problema na sua indústria </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/avalanche-de-alarmes/"><b>aqui</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Contribuição percentual dos 10 alarmes mais frequentes em relação ao total de alarmes</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse indicador apresenta que o total de alarmes dos 10 alarmes mais frequentes tem que ser no máximo 5% em relação ao total de alarmes de todo o sistema. O ideal é que se mantenha esse percentual com planos de ação para corrigir as deficiências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comparando a sua situação atual com esse indicador, permite que você identifique na hora quem são os principais <em>bad-actors</em> (vilões). Pois, comumente eles são responsáveis por uma parcela bem expressiva do total de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Identificando os mais frequentes e ajustando-os, permite que você otimize em grande escala seu sistema.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quantidade de alarmes intermitentes (<em>chattering ou fleeting alarms</em>)</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alarme intermitente é o tipo de alarme que transita entre o estado de anunciação e o estado normal em um período curto de tempo. Um bom parâmetro para classificá-lo como chattering é de sinalizar três vezes em apenas um minuto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ideal é que esse indicador seja zero, pois é um dos piores contribuidores para a carga de alarmes. Qualquer ocorrência desse tipo de alarme devem ser criados planos de ação para corrigir.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quantidade de alarmes obsoletos (<em>stale ou long standing alarms</em>)</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alarmes obsoletos são alarmes que permanecem ativos continuamente por longos períodos de tempo, geralmente 24h. Na maioria das vezes esse tipo de alarme nem representa uma situação anormal de fato.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ideal nesse indicador é que se tenha menos de cinco em qualquer dia, com planos de ação para corrigir qualquer ocorrência.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Distribuição da prioridade de alarmes</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito comum nas indústrias que não gerenciam alarmes que a maioria dos alarmes se encaixem como prioridade alta, crítica ou até mesmo nem tenha o conceito de prioridade implementado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso reflete em um péssimo desempenho do sistema de alarmes. </span><span style="font-weight: 400;">Para rever esse problema, indicamos o nosso artigo sobre </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/priorizacao-de-alarmes/"><b>priorização de alarmes</b></a><span style="font-weight: 400;"> para que você entenda a melhor forma de priorizar seus alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As normas indicam que se deve trabalhar com três prioridades, apenas. O ideal é que aproximadamente 80% seja prioridade baixa, 15% média e 5% alta. É exatamente o contrário do que se observa normalmente. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Supressão não autorizada de alarmes</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A supressão de alarmes é o ato de desligar temporariamente um alarme. Muitas vezes é realizada pela própria operação, quando por exemplo, um equipamento precisa ser desligado para manutenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, é importante que essas supressões sejam gerenciadas para evitar que os alarmes sejam suprimidos sem um plano e de forma descontrolada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alarmes suprimidos (<em>shelving alarms</em>) possuem ação iniciada pelo operador para suprimir temporariamente um alarme, com mecanismos de controle para remoção desta supressão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É preciso tomar muito cuidado com essa supressão, pois ela deve ser temporária. Pode acontecer do equipamento ou sistema monitorado pelo alarme suprimido voltar a operar e o alarme ainda continuar suprimido para o operador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se isso acontecer, ele não identificará qualquer situação de anormalidade, podendo causar incidentes ou perdas financeiras, perda de especificação do produto e até perdas por paradas não programadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ideal é que nenhum alarme seja suprimido sem um mecanismo de autorização e controle. Um procedimento/metodologia de supressão deve ser definido e documentado na filosofia de alarmes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Mudança não autorizada de atributos de alarmes</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segue a mesma linha de raciocínio da supressão de alarmes. O recomendado é que nenhum atributo de alarme seja modificado sem ter um procedimento padrão de autorização ou gestão de mudança. Esse procedimento também deve constar na filosofia de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa mudança deve ocorrer no processo de </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/racionalizacao-de-alarmes/"><b>racionalização de alarmes</b></a><span style="font-weight: 400;"> que deve ser aplicado periodicamente, junto da auditoria, como forma de otimizar o processo de gerenciamento de alarmes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">3. Níveis de performance do sistema de gerenciamento de alarmes</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de entender mais sobre os KPIs para mensurar a performance do sistema de alarmes, você pode se perguntar: “Com todos esses dados, em qual contexto minha indústria se encaixa atualmente?”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É com base nessa pergunta que a EEMUA 191 apresenta os níveis de performance de um sistema de alarmes. A figura abaixo, da EEMUA, leva em consideração 3 KPIs para você identificar o nível de performance da sua indústria de forma qualitativa. </span><br />
<img decoding="async" class="aligncenter wp-image-492 size-full" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/08/eemua-limites.png" alt="sistema de gerenciamento de alarmes" width="493" height="273" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/08/eemua-limites.png 493w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/08/eemua-limites-300x166.png 300w" sizes="(max-width: 493px) 100vw, 493px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cinco níveis são descritos de acordo com o que foi mensurado nos KPIs. No topo do gráfico avalia a % de tempo que a taxa de alarmes está fora da margem aceitável. Na lateral esquerda mede-se a taxa média de alarmes. Embaixo expressa a taxa máxima de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através do cruzamento desses KPIs primários a EEMUA 191 propõe uma avaliação do nível de performance da sua planta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para entender um pouco mais do que cada nível representa vamos apresentar as principais características de cada um. Os cinco níveis do menos estável para o mais estável, são: sobrecarregado, reativo, estável, robusto e preditivo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">4.1- Sobrecarregado (<em>Overloaded</em>)</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse nível é o de pior desempenho do sistema de alarmes dentre os demais. Quando o sistema de alarme está sobrecarregado, ele se torna mais um obstáculo para o operador do que uma ferramenta de ajuda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse nível de performance é caracterizado pelos seguintes fatores:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Uma contínua alta taxa de alarmes, com rápido decaimento do desempenho durante perturbações no processo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O sistema de alarme é difícil de utilizar durante operação normal e na prática é ignorado quando a planta está em estado de distúrbio;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Baixa confiabilidade do operador no sistema de alarme, o qual é frequentemente ignorado por longos períodos de tempo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Dificuldade/impossibilidade em distinguir alarmes importantes dos menos importantes. O sistema de alarme dá pouco ou nenhum aviso avançado de perturbações na planta;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Muitos alarmes não tem sentido ou são pouco relevantes (<em>bad-actors</em>);</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Alarmes são frequentemente suprimidos pelo operador por serem incômodos e frequentemente esquecidos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A documentação e o controle de supressão de alarmes não é confiável.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">4.2- Reativo</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um sistema de alarmes reativo apresenta uma melhora comparado ao sobrecarregado, porém a taxa de pico durante situações de distúrbio ainda é ingerenciável. O sistema de alarme ainda é uma distração para o operador na maior parte do tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nível reativo é caracterizado pelos seguintes fatores:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">É mais estável e utilizável durante operação normal, porém é praticamente inútil quando a planta está em estado perturbado;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O operador reage mais para a taxa de novos alarmes ao invés dos detalhes de cada alarme;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A priorização de alarmes é conhecida por não ser confiável, mas tem algum uso;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O sistema de alarmes fornece algum aviso prévio de perturbação na planta;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Alguns alarmes ainda são sem sentido ou pouco relevante, contribuindo para o nível geral de ruído;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A supressão de alarmes é melhorada mas ainda não está sob controle sistemático.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">4.3- Estável</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O estável é um sistema de alarmes bem definido para operação normal, mas ainda possui problemas quando a planta está em estado de distúrbio. Os bad-actors são resolvidos e estão sob controle sistemático. O problema continua sendo picos de alta taxa de alarme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nível estável é caracterizado pelos seguintes fatores:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O sistema de alarme é confiável em operação normal, fornecendo aviso prévio de distúrbio na planta iminente, mas é menos útil quando em estado de distúrbio;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Os operadores estão confiantes na melhoria da priorização de alarmes, reagindo rápido e consistentemente à eles;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Todos os alarmes são relevantes e possuem resposta definida;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Supressão de alarmes e o gerenciamento de mudanças (etapa do gerenciamento de alarmes) são completamente controlados.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">4.4- Robusto</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste nível as taxas máxima e média de alarmes estão sob controle para cenários operacionais previsíveis da planta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São utilizadas tecnologias para acompanhamento e melhora do desempenho do sistema de alarmes em tempo real, como um sistema de gerenciamento de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nível robusto é caracterizado pelos seguintes fatores:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O sistema de alarmes é confiável em qualquer estado da planta, tanto normal quanto em perturbação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Os operadores possuem um alto grau de confiança no sistema de alarmes e possui tempo para detectar e entender todos os alarmes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A configuração do sistema de alarmes não está sujeita a mudanças sem aviso prévio. Qualquer mudança deve passar por um procedimento padrão previamente definido.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">4.5- Preditivo</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É o nível de performance ideal do sistema de alarmes, seguindo todas as considerações explícitas na ISA 18.2 e EEMUA 191. Aqui o sistema de alarmes consegue prever o futuro estado de planta e adaptar as configurações para a necessidade do momento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seria ótimo para qualquer indústria, porém precisaria de tecnologias que vão além de um sistema de gerenciamento de alarmes. O nível preditivo seria caracterizado pelos seguintes fatores:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O sistema de alarmes seria estável em todos os momentos e forneceria ao operador a informação certa no tempo certo para evitar distúrbios na planta ou minimizar qualquer impacto;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Alarmes avisariam potenciais situações adversas muito antes delas ocorrerem utilizando análises sofisticadas e algoritmos.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Mecanismos automáticos garantiriam que alarmes importantes não seriam perdidos pelo operador.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-493 size-full" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/08/pexels-photo-265087-maior.jpeg" alt="gráficos apresentados na tela de um computador" width="860" height="573" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/08/pexels-photo-265087-maior.jpeg 860w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/08/pexels-photo-265087-maior-300x200.jpeg 300w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/08/pexels-photo-265087-maior-768x512.jpeg 768w" sizes="(max-width: 860px) 100vw, 860px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">5. Análise do sistema de alarmes a partir de um sistema de gerenciamento de alarmes</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Como já discutimos anteriormente, é humanamente impossível conseguir gerenciar todos os alarmes de uma indústria manualmente. Por isso, é altamente recomendado o uso de ferramentas que otimizem o processo de gerenciamento de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma dessas ferramentas é um sistema de gerenciamento de alarmes que permite que você consiga sair de um nível sobrecarregado para um de maior estabilidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, fornece ao operador maior segurança nas suas tomadas de decisões, pois ele terá acesso à informações mais precisas do seu sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É possível também fazer uma consulta histórica da sua indústria com um sistema de gerenciamento de alarmes. Um software de gerenciamento de alarmes permite que você tenha acesso a dados de semanas, meses e até anos atrás.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com todos os KPIs disponibilizados em uma única ferramenta, fica mais fácil para identificar os problemas da planta e tomar as medidas corretivas necessárias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos softwares no mercado que atua como sistema de gerenciamento de alarmes é o da Logique Sistemas, compatível com todos os indicadores apresentados neste artigo, como sugerem as normas ISA 18.2 e EEMUA 191, além de uma série de outras análises.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Você pode conhecer mais sobre o BR-AlarmExpert </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/br-alarmexpert"><b>aqui</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você leu até aqui, com certeza está mais preparado para otimizar a performance do seu sistema de alarmes. O nosso objetivo é que você tenha mais conhecimento sobre o que mensurar e possa fazer um diagnóstico atual da situação da sua indústria. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos concluir que o trabalho de um operador pode ser facilmente otimizado com um sistema de gerenciamento de alarmes. Claramente, softwares realizam cálculos exaustivos com maior eficiência que a capacidade humana.</span></p>
<p>Quer se aprofundar ainda mais na prática de gerenciamento de alarmes? Não deixe de acessar o nosso <strong>ebook gratuito</strong> sobre o <strong><a href="http://conteudo.logiquesistemas.com.br/ebook-guia-completo-gerenciamento-de-alarmes">Guia Completo de Gerenciamento de Alarmes</a></strong>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enfim, se ficou qualquer dúvida sobre o desempenho de um sistema de alarmes pode falar comigo através do </span><a href="mailto:matheus.romano@logiquesistemas.com.br"><span style="font-weight: 400;">matheus.romano@logiquesistemas.com.br</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ficarei muito feliz em ajudar! </span><span style="font-weight: 400;">Caso queiram conhecer como um sistema de gerenciamento de alarmes funciona na prática, também posso ajudá-los! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você conhece algum colega que adoraria ler esse conteúdo, compartilhe com ele, pois acreditamos que conteúdo de valor deve ser compartilhado.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>O guia completo para a racionalização de alarmes</title>
		<link>https://logiquesistemas.com.br/blog/racionalizacao-de-alarmes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[contato@logiquesistemas.com.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jul 2017 18:36:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerenciamento de Alarmes]]></category>
		<category><![CDATA[Automação Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[isa 18.2]]></category>
		<category><![CDATA[Otimização Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[racionalização de alarmes]]></category>
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					<description><![CDATA[A sua indústria possui alarmes que anunciam excessivamente, transitam entre ativado e desativado em um curto intervalo de tempo ou...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A sua indústria possui alarmes que anunciam excessivamente, transitam entre ativado e desativado em um curto intervalo de tempo ou que permanecem ativos por um longo período? Então provavelmente você tem um problema de racionalização de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A racionalização de alarmes pode ser comparada a revisão do seu carro. Periodicamente você faz uma revisão, onde as concessionárias realizam um checklist para que se verifique peças, motor, freios, embreagem, suspensão e afins estão nos conformes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma ocorre na racionalização. Nela você faz um checklist de todos os alarmes para saber se eles estão nos conformes. Assim, os que não estão podem ser removidos ou ser realizado outros tipos de adequações nas configurações dos alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa prática é então um processo </span><b>contínuo</b><span style="font-weight: 400;"> de revisão e documentação dos alarmes em um sistema para garantir que eles são realmente necessários e projetados para auxiliar o operador a diagnosticar e responder às situações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse artigo, vamos abordar ainda os seguintes tópicos sobre a racionalização de alarmes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O que é;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Benefícios;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Etapas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Tempo requerido para realização;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Pré-requisitos.</span></li>
</ul>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é a racionalização de alarmes?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Racionalização de alarmes é uma etapa do processo de </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/gerenciamento-de-alarmes/"><b>gerenciamento de alarmes</b></a><span style="font-weight: 400;">. Para facilitar a compreensão, indicamos a leitura do texto </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/alarme-industrial/"><b>alarme industrial</b></a><span style="font-weight: 400;"> para que você entenda totalmente o conceito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se trata de alarmes, mais não é sinônimo de melhor. Isso porque quanto mais alarmes, maior as chances de confundir o operador. O ideal então é ter um sistema contendo o mínimo de alarmes configurados para manter o processo seguro e com limites de operação normal.</span></p>
<p>Conforme a evolução da tecnologia, o esforço necessário para criar um alarme tornou-se mínimo. Consequentemente, os operadores estão cada vez mais sobrecarregados com mais alarmes do que eles podem dar conta e inundados de alarmes incômodos.</p>
<p>Esses fatores aumentam a possibilidade de que os operadores percam um alarme crítico e torna mais difícil responder à um distúrbio. Isso eleva então as chances de uma parada não planejada ou um acidente.</p>
<p>Em virtude disso, foi criada a norma <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/norma-isa-18/"><b>ISA 18.2</b></a>. O objetivo dela é auxiliar as indústrias a implementar efetivamente as práticas de gerenciamento de alarmes.</p>
<p>Na norma, é apresentado o fluxograma e metodologia para um design, implementação, operação e gerenciamento de um sistema de alarmes de sucesso. Diante disso, uma das principais práticas abordadas é a racionalização de alarmes.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A racionalização de alarmes é o processo onde uma equipe multidisciplinar dos <em>stakeholders </em>da planta revisam, justificam e documentam que cada alarme atende aos critérios para ser um alarme conforme estabelecido na <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/filosofia-de-alarmes/">filosofia de alarme</a> da empresa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, é na etapa de racionalização que são definidos os atributos para cada alarme, como prioridade, classificação e tipo. Além disso, também são documentadas as consequências, tempo de resposta e ação do operador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A entrega final da racionalização de alarmes é um documento contendo os requisitos de configuração de cada um, denominado de catálogo de alarmes.</span></p>
<p><a href="http://conteudo.logiquesistemas.com.br/ebook-guia-completo-gerenciamento-de-alarmes"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-663" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes.png" alt="guia gerenciamento de alarmes" width="500" height="374" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes.png 500w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes-300x224.png 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Benefícios da Racionalização de Alarmes</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de descobrir o que é a racionalização de fato, vamos entender como isso pode impactar a sua indústria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após completar essa etapa, é esperado então que o sistema de alarmes sinalize significativamente menos ativações de alarmes e menos alarmes incômodos, intermitentes (chattering) e obsoletos (stale).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por consequência, a resposta do operador aos alarmes será mais rápida e efetiva. Isso porque os alarmes serão mais confiáveis, terão boa orientação (pela documentação), priorizados para sequência de ação correta e livre de confusões de alarmes redundantes frequentes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Ingredientes para uma racionalização de alarmes de sucesso</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora que entendemos melhor os benefícios, precisamos ter atenção antes de partimos para a implementação. Existem alguns pré-requisitos necessários para que se possa implementar uma racionalização de alarmes de sucesso, como:</span></p>
<p><b>1- </b><span style="font-weight: 400;">Documento da filosofia de alarmes, estabelecendo regras e as principais referências chave de desempenho.</span></p>
<p><b>2- </b><span style="font-weight: 400;">Dados do desempenho do atual sistema de alarmes, incluindo carga de alarmes, assim como identificação dos alarmes incômodos e ocorrência de alarmes frequentes.</span></p>
<p><b>3- </b><span style="font-weight: 400;">Software de racionalização de alarmes, para promover uma organização clara da revisão dos alarmes, produtividade operacional e habilidade de documentar os resultados em insights úteis para tomada de decisão.</span></p>
<p><b>4- </b>Um time de racionalização multidisciplinar com representantes da operação, processo, instrumentação e sistemas de engenharia.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ausência de qualquer um desses pontos pode afetar diretamente a eficiência da sua racionalização de alarmes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Etapas de uma Racionalização de Alarmes Completa</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Com maior clareza de como a racionalização pode beneficiar sua indústria, vamos entender as atividades envolvidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiramente, durante a racionalização todos os existentes ou potenciais alarmes são comparados aos critérios documentados na filosofia de alarmes. Após isso, é criado um projeto detalhado de cada alarme para registro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atividades são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"> justificativa do alarme</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">determinação do setpoint do alarme</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">priorização do alarme</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">classificação do alarme</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">revisão da racionalização</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Justificativa do alarme</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na justificativa deve-se levar em consideração quatro tópicos, são eles:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>1- Processo</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo alarme que está sendo racionalizado é comparado aos critérios da filosofia de alarme para justificar que é um alarme. Os critérios incluídos são:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O alarme é direcionado ao operador;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O alarme indica um desvio do processo, condição anormal ou má funcionamento de um equipamento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">o alarme requer uma resposta precisa.</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>2- Abordagem</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A abordagem utilizada no processo de justificativa deve ter:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Abordagem de equipe, incluindo conhecimento do processo e do sistema de controle;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Depende fortemente dos dados de entrada (opinião) do operador.</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>3- Justificativa individual do alarme</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">As informações necessárias devem estar na filosofia de alarmes, geralmente inclui:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">verificar que os alarmes propostos se encaixam nos critérios para ser um alarme na filosofia;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">a ação que o operador deve tomar em resposta ao alarme;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">a consequência que ocorrerá caso a ação não foi tomada ou seja sem sucesso,</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">o tempo de resposta disponível.</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>4- Impacto na performance do sistema de alarmes</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A justificativa do alarme deve verificar que:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">o alarme não irá se tornar incômodo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">o alarme não está duplicando outro alarme.</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Determinação do setpoint do alarme</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na hora de determinar o setpoint, deve ser levado em consideração:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">o tempo de resposta disponível</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">a complexidade da ação corretiva do operador</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">o tempo necessário para completar a ação do operador</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">o alcance normal da operação</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">conhecimento da história e operação do processo</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Priorização de Alarmes</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A priorização de alarmes é utilizada para auxiliar o operador a determinar a ordem de qual alarme responder. O método de priorização deve estar definido na filosofia de alarme e é aplicado na racionalização</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma priorização efetiva contém menor quantidade de alarmes com alta prioridade e maior quantidade de baixa prioridade. Você pode entender mais sobre as metodologias de priorização de alarmes neste </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/priorizacao-de-alarmes/"><b>artigo</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Classificação de Alarmes</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A classificação de alarmes é o processo de separação dos alarmes em classes baseado em requisitos comuns. Por exemplo: alarme de teste, treinamento, monitoramento, requisitos de auditoria e segurança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os alarmes podem ser classificados em uma ou mais classes como definido na filosofia de alarme. A classificação pode ocorrer antes, durante ou depois da justificação de alarmes e da priorização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alarmes da mesma classe não precisam necessariamente ter a mesma prioridade.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Revisão</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Após finalizar as etapas de justificação, priorização e classificação de todos os alarmes, os resultados devem ser revisados para garantir a consistência da racionalização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os resultados devem ser comparados com as metas definidas para número e prioridade de alarmes que foram documentadas na filosofia de alarme.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Finalização e Documentação</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, ao concluir a revisão e finalizar o processo de racionalização, os alarmes podem ser ajustados, removidos ou até ser incluído novos alarmes. O importante é que qualquer mudança observada seja implementada e devidamente documentada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, as justificativas de qualquer mudança deve ser documentada. Logo, deve ser incluso o porquê dos alarmes removidos, adicionados ou ajustados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A documentação será a base que irá garantir a integridade do sistema de alarmes e serve como:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">documento de entrada para o projeto detalhado do processo do gerenciamento de alarmes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">é utilizada como parte do gerenciamento de melhorias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">consulta ao procedimento de resposta de alarmes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">treinamento e uso dos operadores;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">auditorias periódicas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">avaliação dos dados de monitoramento e efetividade dos alarmes.</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois dessa conversa, chegamos ao fim do nosso artigo. Com ele, esperamos que você tenha agora maior clareza sobre como esse processo pode transformar a sua indústria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com certeza se você possui problemas com alta taxa de alarmes frequentes, alarmes incômodos e/ou uma grande quantidade de alarmes de alta prioridade, implementar esse processo pode trazer resultados incríveis.</span></p>
<p>Para se aprofundar ainda mais e ter uma visão melhor sobre esse assunto, não deixe de conhecer o nosso <strong>ebook gratuito</strong> <strong><a href="http://conteudo.logiquesistemas.com.br/ebook-guia-completo-gerenciamento-de-alarmes">O Guia Completo do Gerenciamento de alarmes</a></strong>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se ficou alguma dúvida acerca do assunto, pode entrar em contato comigo através do </span><a href="mailto:matheus.romano@logiquesistemas.com.br"><span style="font-weight: 400;">matheus.romano@logiquesistemas.com.br</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ficarei muito feliz em ajudar!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fique à vontade para compartilhar esse conteúdo com quem você acredita que teria interesse em ler.</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como gerenciar seu sistema de alarmes com a ISA 18.2</title>
		<link>https://logiquesistemas.com.br/blog/norma-isa-18/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[contato@logiquesistemas.com.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jun 2017 18:43:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerenciamento de Alarmes]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Normas]]></category>
		<category><![CDATA[Alarme]]></category>
		<category><![CDATA[Automação Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia de Processos]]></category>
		<category><![CDATA[Indústrias]]></category>
		<category><![CDATA[isa 18.2]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema de Alarmes]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Sendo Como iniciar um texto sobre a norma ISA 18.2... Então, vou te lançar um questionamento. Você já pensou como...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sendo Como iniciar um texto sobre a norma ISA 18.2... Então, vou te lançar um questionamento.</p>
<p>Você já pensou como seria um mundo sem leis? Certamente tudo seria uma bagunça! Dessa forma, leis e normas têm grande importância para manter tudo funcionando corretamente, em vários aspectos das nossas vidas.</p>
<p>Pois bem, no universo industrial as coisas não são muito diferentes. Existem assim certas normas regulamentadoras criadas para nortear alguns âmbitos das indústrias de processo.</p>
<p>Nesse sentido, uma destas normas é a ANSI/<a href="https://www.isa.org/standards-and-publications/isa-standards/">ISA</a> 18.2 de gerenciamento de alarmes. O objetivo desse texto é então esclarecer tudo que você precisa saber sobre essa norma. E isso será feito com base na publicação mais recente, feita em 2016. Além disso, como ela pode ser uma ajuda e tanto para a gestão de um sistema de alarmes industriais.</p>
<p>Então, se você sempre quis saber mais sobre a ANSI/ISA 18.2, <strong>continue lendo </strong>esse artigo e tire todas as suas dúvidas!</p>
<h2><strong>Afinal, do que se trata a ISA 18.2?</strong></h2>
<p>A ISA 18.2 trata-se de uma norma produzida por uma sociedade sem fins lucrativos de nome <a href="https://www.isa.org/"><strong>I</strong>nternational <strong>S</strong>ociety of <strong>A</strong>utomation</a> (Sociedade Internacional de Automação). A norma foi publicada pela primeira vez em 2009 e atualizada em 2016.</p>
<p>Dessa forma, seu objetivo principal é abordar o desenvolvimento, projeto, instalação e gerenciamento do sistema de alarmes nas indústrias de processo. A norma foi então escrita seguindo os padrões ISA já existentes, como uma extensão destes.</p>
<p>A gestão do sistema de alarmes abrange diversos processos. Estes se distribuem ao longo do que se chama “ciclo de vida do gerenciamento de alarmes”.</p>
<p>Além disso, a ISA 18.2 define também a terminologia e modelos para o desenvolvimento de um sistema de alarme. Define ainda os processos de trabalho recomendados e obrigatórios para manter eficazmente esse sistema de alarme ao longo de todo o processo de seu ciclo de vida.</p>
<p>Podemos dizer, portanto, que a ISA 18.2 visa fornecer uma metodologia que trará como resultados a melhoria da segurança nas indústrias de processo.</p>
<div id="attachment_249" style="width: 449px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-249" class="wp-image-249" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/ISA-Logo_1-2.png" alt="Logo da Sociedade ISA (sociedade responsável pela ISA 18.2)" width="439" height="268" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/ISA-Logo_1-2.png 483w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/ISA-Logo_1-2-300x183.png 300w" sizes="(max-width: 439px) 100vw, 439px" /><p id="caption-attachment-249" class="wp-caption-text">Logo da sociedade ISA</p></div>
<h2><strong>A quem se destinam as diretrizes da ANSI/ISA 18.2?</strong></h2>
<p>A norma destina-se então aos indivíduos e organizações que:</p>
<ul>
<li>Fabricam ou implementam sistemas de alarme;</li>
<li>Fabricam ou implementam softwares de sistema de alarme de terceiros;</li>
<li>Concebem ou instalam sistemas de alarme;</li>
<li>Operam e/ou mantém sistemas de alarme;</li>
<li>Auditam ou avaliam o desempenho de um sistema de alarme.</li>
</ul>
<h2><strong>A norma ISA 18.2 é importante? E como! </strong></h2>
<p>Como muitos de nós sabemos, sistemas de alarmes ineficazes são frequentemente citado em relatórios de investigações de grandes incidentes em industrias. Principalmente como importantes fatores contribuintes para a ocorrência destes. Além disso, são também responsáveis pelo excesso de paradas não-programadas, grandes vilãs da produtividade industrial.</p>
<p>Você não sabia disso? Então confira a importância de um alarme bem configurado, as consequências de uma má configuração e muito mais em nosso texto sobre <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/alarme-industrial/">alarmes industriais</a>.</p>
<p>A partir disso, podemos afirmar que a norma ANSI/ISA 18.2 têm sua importância pautada em prover melhorias em quesitos como segurança, qualidade e produtividade para o ambiente industrial.</p>
<h2><strong>Alguns esclarecimentos sobre sistema de alarmes...</strong></h2>
<p>Como toda a norma ANSI/ISA 18.2 gira em torno desse assunto, vamos falar brevemente a respeito para que tudo faça mais sentido para você.</p>
<p>De acordo com norma, uma parte fundamental do gerenciamento de alarmes é a definição do que é um alarme. Afinal, não podemos gerenciar algo que não sabemos o que é, certo?</p>
<p>A ISA 18.2 define um alarme como um meio audível e/ou visível de indicar ao operador sobre mau funcionamento de algum equipamento. Além disso, é responsável também por informar desvios ou condições anormais no processo, que requerem uma resposta no tempo adequado.</p>
<p>Estes conceitos estão diretamente relacionados com a definição adequada de todas as etapas envolvidas na configuração de um alarme.</p>
<div id="attachment_250" style="width: 459px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-250" class="wp-image-250" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarm.jpg" alt="Sirene vermelha representando um alarme industrial, tema sob a qual a ISA 18.2 se pauta." width="449" height="337" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarm.jpg 960w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarm-300x225.jpg 300w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarm-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 449px) 100vw, 449px" /><p id="caption-attachment-250" class="wp-caption-text">Um alarme industrial representa um sinal de alerta.</p></div>
<h3><strong>Estados de um alarme</strong></h3>
<p>Quando um alarme ocorre, ele passa por uma série de etapas, desde o acionamento até ser finalizado. O diagrama de transição dos estados do alarme, mostrado abaixo, identifica os estados e transições de alarmes típicos.</p>
<p>Embora existam exceções, esse diagrama descreve a maioria dos tipos de alarmes e é uma referência muito útil para o desenvolvimento dos princípios do sistema de alarme e funções HMI (Interface Homem-Máquina).</p>
<div id="attachment_262" style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-262" class="wp-image-262" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/fluxo-estado-alarme-final.png" alt="Fluxo de estados do alarme, um dos assuntos mais importantes presentes na ISA 18.2" width="502" height="416" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/fluxo-estado-alarme-final.png 862w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/fluxo-estado-alarme-final-300x248.png 300w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/fluxo-estado-alarme-final-768x636.png 768w" sizes="(max-width: 502px) 100vw, 502px" /><p id="caption-attachment-262" class="wp-caption-text">Fluxo de estados do alarme</p></div>
<p>Na tabela abaixo temos um pequeno resumo sobre os estados de um alarme mostrados na figura anterior:</p>
<table class="pi-table pi-table-hovered">
<thead>
<tr>
<th width="112">Abreviação</th>
<th width="140">Nome do estado</th>
<th colspan="2" width="126">Condição do processo</th>
<th width="108">Estado do alarme</th>
<th width="112">Anunciação</th>
<th width="159">Reconhecimento</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td width="112">NORM</td>
<td colspan="2" width="143">Estado Normal</td>
<td width="123">Normal</td>
<td width="108">Inativo</td>
<td width="112">Não anunciado</td>
<td width="159">Reconhecido</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">UNACK</td>
<td colspan="2" width="143">Não reconhecido</td>
<td width="123">Anormal</td>
<td width="108">Ativo</td>
<td width="112">Anunciado</td>
<td width="159">Não reconhecido</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">ACKED</td>
<td colspan="2" width="143">Estado reconhecido</td>
<td width="123">Anormal</td>
<td width="108">Ativo</td>
<td width="112">Anunciado</td>
<td width="159">Reconhecido</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">RTNUN</td>
<td colspan="2" width="143">Retorno ao estado normal não reconhecido</td>
<td width="123">Normal</td>
<td width="108">Inativo</td>
<td width="112">Anunciado</td>
<td width="159">Não reconhecido</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">SHLVD</td>
<td colspan="2" width="143">Estado “<em>shelved</em>” (tipo de supressão)</td>
<td width="123">Normal ou anormal</td>
<td width="108">Inativo ou ativo</td>
<td width="112">Suprimido</td>
<td width="159">Não se aplica</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">DSUPR</td>
<td colspan="2" width="143">Supressão pelo projeto (<em>suppressed-by-design</em>)</td>
<td width="123">Normal ou anormal</td>
<td width="108">Inativo ou ativo</td>
<td width="112">Suprimido</td>
<td width="159">Não se aplica</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">OOSRV</td>
<td colspan="2" width="143">Fora de serviço (<em>out-of-service</em>)</td>
<td width="123">Normal ou anormal</td>
<td width="108">Inativo ou ativo</td>
<td width="112">Suprimido</td>
<td width="159">Não se aplica</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A tabela destaca aspectos como a condição do processo, no caso de cada estado dos alarmes, se estes são anunciados naquele caso ou se foram reconhecidos pelo operador ou não.</p>
<p>Agora sim, após ter vistos esses conceitos, podemos partir para os estágios do ciclo de vida do gerenciamento de alarmes, presentes na ISA 18.2.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://conteudo.logiquesistemas.com.br/ebook-guia-completo-gerenciamento-de-alarmes"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-663" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes.png" alt="guia gerenciamento de alarmes" width="500" height="374" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes.png 500w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes-300x224.png 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<h2><strong>Estágios do ciclo de vida do gerenciamento de alarmes segundo a ISA 18.2</strong></h2>
<p>Chegamos agora em um tópico de grande relevância, em que a norma ISA 18.2 dedica grande parte de seu conteúdo. São os estágios do ciclo de vida do gerenciamento de alarmes, ilustrados na figura abaixo.</p>
<p>O esquema mostra a relação entre os estágios, descritos ao longo da norma ISA 18.2.</p>
<div id="attachment_263" style="width: 560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-263" class="wp-image-263" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/ciclo-vida-isa-final.png" alt="Ciclo de vida do gerenciamento de alarmes, um dos tópicos mais importantes abrangidos pela ISA 18.2" width="550" height="397" /><p id="caption-attachment-263" class="wp-caption-text">Ciclo de vida do gerenciamento de alarmes</p></div>
<p>O ciclo de vida da gestão de alarmes abrange as atividades desde a concepção inicial do sistema. Dessa forma, esse modelo é útil na organização dos requisitos e responsabilidades para a implementação de um sistema de gerenciamento de alarmes.</p>
<p>O ciclo de vida é então aplicável para a instalação de novos sistemas de alarme ou o gerenciamento de um sistema existente.</p>
<p>Vamos agora aprender mais sobre cada um desses estágios do ciclo de vida do gerenciamento de alarmes. Leia atentamente e aprenda tudo sobre o assunto!</p>
<h3><strong>Filosofia </strong></h3>
<p>Quando se fala em filosofia, podem vir diversas coisas a mente. Porém, dificilmente você irá associar essa palavra ao ambiente industrial. Eu te entendo! E é por isso que irei explicar por que esse tópico é o primeiro e também um dos mais importantes passos do ciclo de vida do gerenciamento de um sistema de alarmes industriais.</p>
<p>A filosofia do alarme fornece a estrutura para estabelecer os critérios, definições, princípios e responsabilidades de todos os estágios do ciclo de vida do gerenciamento do alarme. Mas tudo isso só é possível por meio da especificação de itens como: identificação do alarme, racionalização, monitoramento, gestão de mudanças e audição.</p>
<p>Nesse sentido, a produção de um documento contendo a filosofia do alarme é de extrema importância para facilitar pontos como:</p>
<ul>
<li>Consistência em todo o sistema de alarme;</li>
<li>Consistência nos objetivos e metas presentes no gerenciamento de risco.</li>
<li>Acordo com boas práticas de engenharia;</li>
<li>Concepção e gerenciamento do sistema de alarme que ajuda em uma resposta eficaz do operador.</li>
</ul>
<p>A ISA 18.2 se utiliza de uma tabela para ilustrar os conteúdos obrigatórios e recomendados da filosofia do alarme. Você pode conferi-la abaixo.</p>
<h4>Conteúdos da filosofia do alarme</h4>
<table class="pi-table pi-table-hovered">
<thead>
<tr>
<th width="288">Conteúdos</th>
<th width="333">Classificação (obrigatório ou recomendado)</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td width="288">Propósito de um sistema de alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Definições</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Referências</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Papéis e responsabilidades do gerenciamento de alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Princípios do projeto de um alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Determinações do ponto de ajuste (<em>setpoint</em>) do alarme</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Método de priorização</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Definição da classe de um alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Alarmes altamente gerenciados</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Racionalização</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Documentação dos alarmes</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Orientações para projeto de alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Considerações específicas para o projeto do alarme</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Orientações do projeto da Interface homem-máquina (HMI)</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Técnicas de alarme aprimoradas e avançadas</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Orientação de implementação</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Procedimentos de resposta do alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Treinamento</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Supressão “<em>shelving</em>” do alarme</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Manutenção do sistema de alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Testes dos alarmes</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Monitoramento da performance do sistema de alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Preservação do histórico do alarme</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Gestão de mudança</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Auditoria da gestão do alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Procedimentos do site relacionados</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>É a partir da filosofia do alarme que o ciclo de vida do gerenciamento se inicia e se manterá. Devido à grande variedade de equipamentos utilizados nas indústrias de processos, os detalhes no conteúdo da filosofia podem variar entre indústrias e de um local para outro.</p>
<h3><strong>Identificação</strong></h3>
<p>A norma ISA 18.2 aponta que "identificação" seria um termo genérico para os diferentes métodos que podem ser utilizados na determinação da possível necessidade de um alarme ou da mudança deste.</p>
<p>Ou seja, é nesta etapa onde são geradas as listas de alarmes potenciais a serem monitorados no processo. Os diferentes métodos são usados inicialmente para identificar as necessidades de alguns alarmes.</p>
<p>A norma não define ou exige nenhum método específico para a identificação de alarmes. De acordo com ela, os alarmes podem ser identificados a partir de uma variedade de boas práticas de engenharia e requisitos reguladores.</p>
<p>Certas combinações de métodos de identificação podem ser usadas para determinar potenciais alarmes. Temos como exemplo atividades de <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/hazop">Hazop</a>, que podem servir como ponto de partida para a identificação dos alarmes de um processo industrial.</p>
<p>O pessoal responsável pode utilizar qualquer que seja o método para identificar alarmes, desde que seja treinado de acordo com a filosofia do alarme e com os critérios definidos para avaliar os mesmos.</p>
<p>O estágio de identificação é o ponto de entrada (<em>input</em>) do ciclo de vida do gerenciamento de alarme. Após identificados, os alarmes seguem para a etapa de racionalização.</p>
<p>As informações relacionadas aos potenciais alarmes devem ser capturadas durante a identificação e usadas na etapa de racionalização de alarmes.</p>
<p>Um ponto importante é que o método de identificação pode afetar a classificação de um alarme. Assim, se for o caso, a identificação do alarme pode ser feita durante a racionalização.</p>
<h3><strong>Racionalização</strong></h3>
<p>Durante a racionalização, alarmes potenciais (identificados na etapa anterior) e já existentes são sistematicamente comparados aos critérios documentados na filosofia do alarme.</p>
<p>Se o alarme proposto atender aos critérios, seu ponto de ajuste (<em>setpoint</em>), consequências, ações operacionais e demais itens relevantes são documentados e classificados de acordo com a filosofia.</p>
<p>A racionalização produz informações detalhadas do projeto, que são documentadas no banco de dados principal do alarme, e são necessárias para a fase do projeto em si, que representa um outro estado no ciclo de vida.</p>
<p>As atividades de racionalização são:</p>
<ul>
<li>Documentar a justificativa do alarme;</li>
<li>Determinação do ponto de ajuste (<em>setpoint</em>) do alarme;</li>
<li>Definir priorização do alarme;</li>
<li>Classificação do alarme;</li>
<li>Revisão da racionalização.</li>
</ul>
<p>A ISA 18.2 ainda aborda aqui certos itens que a racionalização deve determinar e documentar (no mínimo) para cada alarme racionalizado. Tudo de acordo com a filosofia do alarme e para cada estado da planta aplicável. São eles:</p>
<ul>
<li>Tipo de alarme;</li>
<li>Prioridade do alarme;</li>
<li>Classe do alarme;</li>
<li>Ponto de ajuste <em>(setpoint)</em> do alarme ou condição lógica (por exemplo, fora do normal);</li>
<li>Ação do operador;</li>
<li>Consequência da inação.</li>
</ul>
<p>Atributos adicionais do alarme podem ser determinados durante a racionalização deste. Tudo deve sempre estar de acordo com a necessidade de cada caso e tipo de processo/indústria, e em consonância com a filosofia.</p>
<h3><strong>Projeto detalhado</strong></h3>
<p>Como não poderia faltar, há um tópico destinado a detalhar o projeto de um sistema de alarmes. Esta seção da norma também trata das considerações para implementação dentro de um sistema de controle e supervisão específico, conforme especificado pela racionalização. Além de conter também todas as considerações relacionadas à apresentação dos alarmes aos operadores.</p>
<p>Nesta seção são descritos os recursos comuns da funcionalidade de um alarme no sistema de controle e supervisão, e como eles se relacionam com o diagrama de estado do alarme.</p>
<h4><strong>Projeto básico do alarme</strong></h4>
<p>A ISA 18.2 aborda aqui os estados dos alarmes e seus usos. Inicialmente, com o estado de ativação do alarme. Destaca-se a importância de documentar a fonte para cada alarme no sistema. Isso se deve à possibilidade de ocorrerem mudanças no estado do alarme a partir de várias fontes, dentro do sistema de controle e supervisão.</p>
<p>Devem ser fornecidas orientações claras do projeto, principalmente quanto ao uso dos estados dos alarmes junto de outras funções lógicas (ações de bloqueio, por exemplo). Além disso, o impacto da modificação dos atributos de um alarme, bem como o uso da supressão projetada (<em>suppressed-by-design</em>) devem ser claramente identificados e documentados.</p>
<p>O projeto básico ainda inclui uma listagem dos principais tipos de alarme. A ISA 18.2 cita os tipos mais comuns a serem utilizados. A lista é extensa, mas alguns deles são apresentados a seguir.</p>
<h5>Principais tipos de alarme</h5>
<ul>
<li><strong>Alarme absoluto:</strong> gerado, simplesmente, quando o ponto de ajuste <em>(setpoint)</em> é excedido;</li>
<li><strong>Alarme de desvio: </strong>gerado quando a diferença entre dois valores analógicos excede um limite (ex: um desvio entre a variável do processo e o ponto de ajuste do controlador);</li>
<li><strong>Alarme de discrepância: </strong>gerado pelo erro entre a comparação de um estado esperado (da planta ou equipamento) para o seu estado real;</li>
<li><strong>Alarme calculado: </strong>gerado a partir de um valor calculado em vez de uma medição direta de processo.</li>
</ul>
<p>Os alarmes podem ser de um único tipo ou de uma combinação de diversos tipos. Estes devem ser selecionados com cuidado, com base no julgamento da engenharia.</p>
<p>Durante o projeto básico, os atributos de alarme padrão devem ser selecionados para cada alarme que foi racionalizado e configurado com base no julgamento da engenharia. Atributos como <em>setpoint</em> e <em>deadband</em> podem ser diferentes dependendo do tipo de alarme específico que será implementado.</p>
<p>Definir os atributos apropriados do alarme pode ajudar a minimizar o número de alarmes causadores de incômodos, gerados durante a operação. De acordo com a ISA 18.2, cada alarme deve conter os seguintes atributos.</p>
<h5>Atributos dos alarmes</h5>
<ul>
<li>Descrição do alarme;</li>
<li><em>Setpoint</em> do alarme ou condições lógicas;</li>
<li>Prioridade de alarme;</li>
<li>“Banda morta” do alarme (<em>deadband</em>);</li>
<li>Atraso de ativação e atraso de normalização (<em>on-delay / off-delay</em>)</li>
<li>Agrupamento de alarmes;</li>
<li>Mensagem do alarme.</li>
</ul>
<p>A filosofia do alarme é quem deve detalhar o uso de cada tipo e suas limitações. Para cada alarme, o usuário deve identificar e documentar claramente quais programas do sistema terão acesso para modificar seus atributos durante a operação.</p>
<p>Um sistema de controle e supervisão típico fornece ao usuário a capacidade de implementar vários tipos de alarme diferentes para uma única variável de processo. Para minimizar a carga de alarmes por operador, os resultados básicos do projeto do alarme devem ser revisados. Isso deve ocorrer para que o projeto corresponda aos alarmes presentes no banco de dados mestre.</p>
<h4><strong>Interface homem-máquina para sistemas de alarme</strong></h4>
<p>Neste subtópico, ainda dentro da seção que trata do projeto detalhado, a ISA 18.2 descreve as funcionalidades desejadas para indicar os alarmes ao operador. A norma é considerada intencionalmente limitada nesse ponto, tendo em vista a existência de um padrão ISA atual que trata especificamente das <a href="https://www.isa.org/isa101/">HMI’s</a>.</p>
<div id="attachment_251" style="width: 479px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-251" class="wp-image-251" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/3536364253_28114b272f-.jpg" alt=".Operador em sala de controle de alarmes, comum em indústrias de processo. A ISA 18.2 visa melhorar a forma como o operador verá os alarmes em seu painel." width="469" height="312" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/3536364253_28114b272f-.jpg 550w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/3536364253_28114b272f--300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 469px) 100vw, 469px" /><p id="caption-attachment-251" class="wp-caption-text">É de grande importância a maneira como os alarmes serão apresentados ao operador.</p></div>
<p>Aqui, a norma aborda questões como:</p>
<ul>
<li>Representação de estados de alarme (prioridades e tipos);</li>
<li>Silenciamento e reconhecimento do alarme;</li>
<li>Supressão <em>shelving</em> do alarme, supressão projetada, condições e descrição de serviço;</li>
<li>Funcionalidade de exibição de resumo de alarme;</li>
<li>Outras telas e funcionalidades similares relacionadas ao alarme;</li>
<li>O som do alarme;</li>
<li>Informações e mensagens de alarme;</li>
<li>Anunciadores de alarme.</li>
</ul>
<p>Alguns itens de funcionalidade são listados como obrigatórios ou recomendados. Os principais itens obrigatórios são para a descrição específica de várias condições relacionadas ao alarme. Esses itens geralmente estão dentro das capacidades da maioria dos sistemas de controle modernos. O quadro a seguir mostra com maior clareza as indicações de estado de alarme recomendadas pela ISA 18.2.</p>
<h5>Indicações de estado de alarme</h5>
<table class="pi-table pi-table-hovered">
<thead>
<tr>
<th rowspan="2">Estado do alarme</th>
<th rowspan="2">Indicação Audível</th>
<th colspan="3">Indicações visuais</th>
</tr>
<tr>
<th>Cor</th>
<th>Símbolo</th>
<th>Luz piscando</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Normal</td>
<td>Não</td>
<td>Não</td>
<td>Não</td>
<td>Não</td>
</tr>
<tr>
<td>Alarme não reconhecido</td>
<td>Sim</td>
<td>Sim</td>
<td>Sim</td>
<td>Sim</td>
</tr>
<tr>
<td>Retorno ao normal não reconhecido</td>
<td>Não</td>
<td>Sim</td>
<td>Sim</td>
<td>Não</td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="2">Alarme "shelved" (tipo de supressão)</td>
<td rowspan="2">Não</td>
<td colspan="2">Combinação</td>
<td>Não se aplica</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2">Opcional</td>
<td>Não se aplica</td>
</tr>
<tr>
<td>Suprimido pelo projeto (suppressed-by-design)</td>
<td>Não</td>
<td colspan="2">Opcional</td>
<td>Não se aplica</td>
</tr>
<tr>
<td>Fora de serviço (out-of-service)</td>
<td>Não</td>
<td colspan="2">Opcional</td>
<td>Não se aplica</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A tabela apresenta os estados mais comuns de um alarme, e como estes irão se apresentar ao operador. Pode-se observar que o alarme "não reconhecido" <em>(unacknowledged)</em> é o único a possuir indicação audível (som), ao contrário de todos os outros estados. Essa indicação sonora também pode ser usada para indicar a prioridade, a área de processo ou o grupo de alarme, dependendo da filosofia do alarme.</p>
<p>Em ambientes onde uma indicação audível de um alarme não reconhecido não é efetiva (por exemplo, ambientes de alto nível de ruído ambiente), deve ser usada uma indicação visual clara e que esteja sempre visível ao operador.</p>
<p>Todos os locais marcados com "não se aplica" e "opcional", representam que a indicação não se faz necessária e/ou não é considerada relevante para o estado. Onde a tabela apresenta "combinação", significa que a indicação possui tanto cores quanto símbolos.</p>
<p>É parte imprescindível de um sistema de alarmes, que o operador consiga realizar os procedimentos necessários. Bem como observar com clareza toda a situação, para que assim tenha uma melhor resposta diante do sistema como um todo.</p>
<h4><strong>Métodos aprimorados e avançados de alarme</strong></h4>
<p>Esta seção se dedica a falar sobre recursos do alarme que estão, geralmente, além da capacidade padrão de um sistema de controle e supervisão comum.</p>
<p>A norma fornece aqui as orientações para implementação de técnicas adicionais de gerenciamento de alarme. Estas, geralmente, fornecem funcionalidades adicionais ao longo do projeto básico do sistema de alarme. Além disso, são bastante úteis para orientar a ação do operador durante condições anormais no processo.</p>
<p>A ISA 18.2 não especifica nenhuma listagem dos métodos a serem implementados nesse sentido. Porém, guia por meio de caminhos que podem levar cada indústria a definir seus próprios métodos avançados.</p>
<p>Os métodos de alarme aprimorados e avançados são definidos como camadas adicionais de lógica e programação, utilizadas para modificar atributos de um alarme já existente. A maioria dos métodos de supressão pelo projeto <em>(suppressed-by-design)</em> estão inclusos em alarmes avançados.  Além das técnicas avançadas de alarme, os aprimoramentos no sistema de alarme fornecem informações adicionais ao operador ou redirecionam o alarme ao funcionário designado.</p>
<p>Os métodos básicos de projeto de alarme podem não ser suficientes para reduzir inundações de alarme ou diminuir seus efeitos. E é com base nisso que as técnicas avançadas podem ser necessárias.</p>
<h3><strong>Implementação</strong></h3>
<p>Esta etapa representa a transição do projeto para a operação. A ISA 18.2 aborda nesse tópico os requisitos e atividades gerais para implementar ou modificar um sistema de alarme ou para mudanças em um já existente.</p>
<p>As áreas discutidas nesta seção são:</p>
<ul>
<li><strong>Planejamento de implementação:</strong> Afirma o que deve ser considerado na implementação. Como testes de validação funcional, treinamento do operador, interrupção da operação e verificação da documentação do projeto;</li>
<li><strong>Treinamento para novos sistemas e modificações:</strong> Esta parte da implementação destaca que, os operadores devem ser devidamente treinados no que concerne as respostas dos alarmes novos e modificados, sempre seguindo a filosofia. Esse treinamento deve conter requisitos apropriados para a natureza da mudança detalhados pela ISA 18.2;</li>
<li><strong>Testes e validação de novos sistemas e modificações: </strong>Os testes e a validação presentes na etapa de implementação, possuem certos requisitos determinados pela classe detalhada na filosofia do alarme, e também pelo procedimento MOC (<em>Management of change</em>). Todos os testes devem ser devidamente documentados, principalmente no caso dos alarmes altamente gerenciados;</li>
<li><strong>Documentação de</strong> <strong>implementação:</strong>  São diversos documentos obrigatórios como informações de racionalização e procedimentos de resposta ao alarme. E, também documentações recomendadas, como tipo do alarme, prioridade, setpoint do alarme ou condição lógica, dentre outros.</li>
</ul>
<h3><strong>Operação</strong></h3>
<p>Esse tópico aborda os requisitos para que os alarmes permaneçam e retornem ao estado operacional. Esse estado operacional, é basicamente quando um alarme é capaz de indicar uma condição anormal para o operador. Ou seja, quando ele é capaz de cumprir sua função devidamente, seguindo os passos que explicamos até aqui.</p>
<p>O uso de ferramentas específicas para manipulação de alarmes no estado operacional também é outro tema descrito nesta seção. Além disso, a operação abrange os procedimentos de resposta ao alarme, mostrando os requisitos obrigatórios e também as recomendações. Procedimentos relacionados à supressão <em>shelving</em> também são comentados neste tópico, como mudança e revisão do alarme.</p>
<p>Ao final da seção, é levantada, novamente, a importância do treinamento e atualização dos operadores. Afinal a ISA 18.2 não poderia deixar passar esse assunto, dedicado aos operadores, em um tópico com esse nome, não é mesmo?</p>
<h3><strong>Manutenção</strong></h3>
<p>Na seção da ISA 18.2 que trata da manutenção, são abordados requisitos para testes, substituição e reparos no sistema de alarmes. Aspectos de grande importância, tendo em vista que, a indústria depende em grande parte do bom funcionamento desse sistema.</p>
<p>Procedimentos como os testes periódicos são detalhados nessa seção. Tendo em vista que, estes tipos de testes garantem que o alarme continue a ser executado conforme planejado anteriormente.</p>
<p>Esta seção descreve também, a transição de alarmes para o estado “<em>out of service</em>” (fora de serviço), que é quando a manutenção está ocorrendo. E, posteriormente o retorno para o serviço, quando estes voltam a operar normalmente.</p>
<p>Quando se fala em “fora de serviço” é enfatizado que, os alarmes colocados nesse estado por longos períodos (por exemplo, dias, semanas ou meses) devem ser examinados para determinar se um outro alarme ou procedimento provisório é necessário.</p>
<p>A seção ainda destaca que, informações relacionadas a um mau funcionamento do alarme devem estar sempre disponíveis para o operador. Os alarmes afetados por equipamentos que não funcionam devem ser colocados fora de serviço. Isso deve ser feito se a condição não for resolvida dentro de um prazo razoável conforme especificado na filosofia do alarme.</p>
<p>Além disso, o procedimento MOC <em>(management of change)</em> deve abordar, sempre, equipamentos de substituição que alterem os atributos de alarme. Se uma substituição for feita, a validação do alarme pode ser necessária dependendo da classe do alarme conforme especificado na filosofia do mesmo.</p>
<h3><strong>Monitoramento e avaliação</strong></h3>
<p>Como tudo que é implementado deve ser monitorado, no ciclo de vida do gerenciamento de alarmes não seria diferente. Nessa etapa são verificados aspectos do projeto, implementação, racionalização, operação e manutenção, e se estes são satisfatórios.</p>
<p>Esta seção fornece orientações sobre a análise do sistema de alarme, tanto para monitoramentos contínuos quanto para avaliações periódicas de desempenho. Essas atividades fazem grande uso dos mesmos tipos de medidas. Várias dessas medidas de desempenho são recomendadas para inclusão na filosofia do alarme.</p>
<p>É notável que o monitoramento do desempenho é fundamental para o gerenciamento e melhoria do sistema. Isso se deve ao fato de que um sistema de alarme muito provavelmente experimentará deterioração e perderá desempenho ao longo do tempo. Isso ocorrerá à medida que a idade dos sensores aumentar e as condições dos processos mudarem, ou mesmo se uma política de gerenciamento de mudança de alarme não estiver em vigor.</p>
<p>A medição contínua do desempenho é quem pode determinar quando são necessárias ações corretivas, para cada situação específica. Para tanto, vários tipos de análises, indicadores de desempenho chave e métodos são possíveis. A lista de análise escolhida deve corresponder à filosofia do alarme.</p>
<p>A ISA 18.2 afirma ainda que o monitoramento de alguns aspectos do desempenho do sistema de alarme baseia-se na medição contínua. Sendo assim, a intenção de monitorar é justamente identificar problemas e tomar medidas corretivas para corrigi-los. Além disso, o foco do processo de avaliação é aplicar julgamento de engenharia e revisão para determinar se o sistema está funcionando bem.</p>
<p>A norma apresenta uma tabela com um resumo das principais métricas de desempenho e valores-alvo como exemplo. Você pode conferi-la abaixo.</p>
<h5>Resumo de métricas e valores-alvo</h5>
<table class="pi-table pi-table-hovered">
<thead>
<tr>
<th>Métrica</th>
<th colspan="2">Valor Alvo</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Alarmes anunciados por tempo</td>
<td>Valor alvo: Muito provável que seja aceitável</td>
<td>Valor alvo: Máximo gerenciável</td>
</tr>
<tr>
<td>Alarmes anunciados por hora (por operador)</td>
<td>~6 (média)</td>
<td>~12 (média)</td>
</tr>
<tr>
<td>Alarmes anunciados a cada 10 minutos (por operador)</td>
<td>~1 (média)</td>
<td>~2 (média)</td>
</tr>
<tr>
<td>MÉTRICA</td>
<td colspan="2">VALOR ALVO</td>
</tr>
<tr>
<td>Porcentagem de um período de 10 minutos contendo mais de 10 alarmes</td>
<td colspan="2">~&lt;1%</td>
</tr>
<tr>
<td>Máximo de alarmes em um período de 10 minutos</td>
<td colspan="2">≤10</td>
</tr>
<tr>
<td>Porcentagem de tempo com o sistema de alarme em condição de “inundação” (excesso de alarmes)</td>
<td colspan="2">~&lt;1%</td>
</tr>
<tr>
<td>Contribuição percentual dos 10 principais alarmes mais frequentes para a carga geral de alarmes</td>
<td colspan="2">&lt;1% a 5% no máximo. - Planos de ação para enfrentar as deficiências</td>
</tr>
<tr>
<td>Quantidade de alarmes “<em>chattering</em>” e alarmes “<em>fleeting</em>”</td>
<td colspan="2">Zero. - Planos de ação para corrigir qualquer ocorrência.</td>
</tr>
<tr>
<td>Alarmes obsoletos</td>
<td colspan="2">Menos de 5 presentes em qualquer dia.</td>
</tr>
<tr>
<td>Distribuição de prioridade anunciada</td>
<td colspan="2">
<div><strong>3 prioridades:</strong><br />
~ 80% baixo,<br />
~ 15% médio,<br />
~ 5% alto ou<br />
<strong>4 prioridades:</strong><br />
~ 80% baixo,<br />
~ 15% médio,<br />
~ 5% alto,<br />
~&lt;1% mais alto</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Dois conceitos apresentados na tabela e explicados na norma são os alarmes <em>"chattering"</em> e <em>"fleeting":</em></p>
<ul>
<li><em>Chattering</em>: Alarme que transita rapidamente entre o estado ativo e inativo em um curto período de tempo.</li>
<li><em>Fleeting</em>: São alarmes semelhantes e de curta duração, mas que não se repetem imediatamente.</li>
</ul>
<p>Em ambos, a transição (do ativo para inativo) não é resultado da ação do operador. É possível que um alarme "<em>chattering"</em> gere milhares de registros em algumas horas, resultando então em uma grande distração. Por isso, estes estão sempre na listagem dos alarmes mais frequentes. Os comportamentos de alarme <em>chattering</em> e <em>fleeting</em>  são considerados incômodos e devem ser eliminados. Além disso, não existe uma quantidade aceitável a longo prazo para eles.</p>
<p>Uma grande notícia é que existe um sistema que é capaz de monitorar com excelência o sistema de alarmes. Estou falando do BR-AlarmExpert e você pode conferi-lo <a href="https://logiquesistemas.com.br/br-alarmexpert/">aqui</a>!</p>
<h3><strong>Gestão de mudança</strong></h3>
<p>Nesta seção são abordados os requisitos para mudanças no sistema de alarme. São então tratados aspectos relacionados à adição de novos alarmes, remoção de alarmes existentes, modificação de atributos de alarme, mudanças nas funções do sistema de alarme, autorização e documentação.</p>
<p>Dessa forma, o objetivo do gerenciamento de mudanças é garantir que as alterações sejam autorizadas e sujeitas aos critérios de avaliação descritos na filosofia do alarme. O processo MOC <em>(management of change)</em> garante que as ações adequadas do ciclo de vida sejam aplicadas às mudanças no sistema de alarme.</p>
<p>Algumas das alterações sujeitas à gestão de mudanças, comentadas pela norma, se referem à adição ou remoção de alarmes. Além disso, dizem respeito à modificação de atributos especificados, que devem exigir autorização através de um procedimento MOC.</p>
<p>As mudanças permanentes que resultam em uma diferença dos valores autorizados do <em>setpoint </em>(ponto de ajuste) do alarme devem exigir avaliação através do procedimento MOC, que deve garantir diversas considerações nesta etapa. Algumas destas mudanças no alarme são, por exemplo:  classe, prioridade, consequência, lógica do <em>setpoint</em>, lógica de supressão e tempo de resposta do operador.</p>
<h3><strong>Auditoria</strong></h3>
<p>De acordo com a ISA 18.2, esta etapa do ciclo de vida é conduzida periodicamente visando manter a integridade do sistema de alarmes e dos processos de gerenciamento de alarmes.</p>
<p>Dessa forma, a auditoria de desempenho do sistema pode revelar lacunas não evidentes no monitoramento. A execução é então analisada junto da filosofia do alarme. Após isto, é auditada para identificar quaisquer requisitos visando melhorias do sistema, como, por exemplo, modificações na própria filosofia ou no processo de trabalho nela definido.</p>
<p>Uma auditoria analisa as práticas gerenciais e de trabalho associadas ao sistema de alarme. Sendo assim, ela determina se essas práticas são suficientes para administrar adequadamente o sistema.</p>
<p>Lembra da seção anterior que falava do monitoramento e avaliação? Neste caso, a frequência do processo de auditoria é bem menor.</p>
<p>A ISA 18.2 também destaca que todos os aspectos da gestão de alarmes devem ser auditados sempre que se iniciar algum esforço de melhoria. A norma também fala sobre uma auditoria inicial, que é chamada nesse ponto de “<em>benchmark</em>”. Esta deve ser feita então contra um conjunto de práticas documentadas (tem-se como exemplo as práticas da própria ISA 18.2). Os resultados da auditoria inicial podem ser utilizados no desenvolvimento de uma filosofia.</p>
<p>Ao final da auditoria devem ser desenvolvidos planos de ação para os problemas identificados durante os processos anteriores. Após isto, cronogramas, responsabilidades e revisão dos resultados obtidos devem ser atribuídos a cada item contido no plano.</p>
<h2><strong>Considerações finais</strong></h2>
<p>Por fim, imagino que a essa altura você já esteja se sentindo um especialista na norma ISA 18.2! Sendo assim, fico bem feliz em saber que, após esta leitura, você conseguiu compreender do que se trata a norma, sua importância, e a quem se destinam suas diretrizes. Mas, principalmente, se conseguiu aprender direitinho sobre as etapas do ciclo de vida do gerenciamento de alarmes.</p>
<p>Quer conhecer ainda mais a ISA 18.2, de forma totalmente visual e descomplicada? Então baixe agora mesmo o Infográfico da norma e fixe todos os conceitos!</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1143 size-full aligncenter" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Ciclo-de-G.A-ISA-18.2.jpg" alt="Ciclo de G.A ISA 18.2" width="560" height="315" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Ciclo-de-G.A-ISA-18.2.jpg 560w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Ciclo-de-G.A-ISA-18.2-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /></p>
<p>Mas se ainda restou alguma dúvida sobre a ISA 18.2 ou como todos esses conceitos podem ser aplicados na prática, pode entrar em contato comigo através do <a href="mailto:debora.silva@logiquesistemas.com.br">debora.silva@logiquesistemas.com.br</a>. Será um enorme prazer te ajudar!</p>
<p>Imagino que se você leu até aqui é porque realmente se interessou pelo conteúdo. Então, aproveite para compartilhá-lo com quem você acredita que vai gostar de lê-lo. Continue atento ao nosso blog para ler mais conteúdos gratuitos relacionados!</p>
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