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	<title>Normas &#8211; Logique Sistemas</title>
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	<description>Inteligência em Sistemas</description>
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		<title>Como gerenciar seu sistema de alarmes com a ISA 18.2</title>
		<link>https://logiquesistemas.com.br/blog/norma-isa-18/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[contato@logiquesistemas.com.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jun 2017 18:43:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerenciamento de Alarmes]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Normas]]></category>
		<category><![CDATA[Alarme]]></category>
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		<category><![CDATA[isa 18.2]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Industrial]]></category>
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		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Sendo Como iniciar um texto sobre a norma ISA 18.2... Então, vou te lançar um questionamento. Você já pensou como...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sendo Como iniciar um texto sobre a norma ISA 18.2... Então, vou te lançar um questionamento.</p>
<p>Você já pensou como seria um mundo sem leis? Certamente tudo seria uma bagunça! Dessa forma, leis e normas têm grande importância para manter tudo funcionando corretamente, em vários aspectos das nossas vidas.</p>
<p>Pois bem, no universo industrial as coisas não são muito diferentes. Existem assim certas normas regulamentadoras criadas para nortear alguns âmbitos das indústrias de processo.</p>
<p>Nesse sentido, uma destas normas é a ANSI/<a href="https://www.isa.org/standards-and-publications/isa-standards/">ISA</a> 18.2 de gerenciamento de alarmes. O objetivo desse texto é então esclarecer tudo que você precisa saber sobre essa norma. E isso será feito com base na publicação mais recente, feita em 2016. Além disso, como ela pode ser uma ajuda e tanto para a gestão de um sistema de alarmes industriais.</p>
<p>Então, se você sempre quis saber mais sobre a ANSI/ISA 18.2, <strong>continue lendo </strong>esse artigo e tire todas as suas dúvidas!</p>
<h2><strong>Afinal, do que se trata a ISA 18.2?</strong></h2>
<p>A ISA 18.2 trata-se de uma norma produzida por uma sociedade sem fins lucrativos de nome <a href="https://www.isa.org/"><strong>I</strong>nternational <strong>S</strong>ociety of <strong>A</strong>utomation</a> (Sociedade Internacional de Automação). A norma foi publicada pela primeira vez em 2009 e atualizada em 2016.</p>
<p>Dessa forma, seu objetivo principal é abordar o desenvolvimento, projeto, instalação e gerenciamento do sistema de alarmes nas indústrias de processo. A norma foi então escrita seguindo os padrões ISA já existentes, como uma extensão destes.</p>
<p>A gestão do sistema de alarmes abrange diversos processos. Estes se distribuem ao longo do que se chama “ciclo de vida do gerenciamento de alarmes”.</p>
<p>Além disso, a ISA 18.2 define também a terminologia e modelos para o desenvolvimento de um sistema de alarme. Define ainda os processos de trabalho recomendados e obrigatórios para manter eficazmente esse sistema de alarme ao longo de todo o processo de seu ciclo de vida.</p>
<p>Podemos dizer, portanto, que a ISA 18.2 visa fornecer uma metodologia que trará como resultados a melhoria da segurança nas indústrias de processo.</p>
<div id="attachment_249" style="width: 449px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-249" class="wp-image-249" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/ISA-Logo_1-2.png" alt="Logo da Sociedade ISA (sociedade responsável pela ISA 18.2)" width="439" height="268" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/ISA-Logo_1-2.png 483w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/ISA-Logo_1-2-300x183.png 300w" sizes="(max-width: 439px) 100vw, 439px" /><p id="caption-attachment-249" class="wp-caption-text">Logo da sociedade ISA</p></div>
<h2><strong>A quem se destinam as diretrizes da ANSI/ISA 18.2?</strong></h2>
<p>A norma destina-se então aos indivíduos e organizações que:</p>
<ul>
<li>Fabricam ou implementam sistemas de alarme;</li>
<li>Fabricam ou implementam softwares de sistema de alarme de terceiros;</li>
<li>Concebem ou instalam sistemas de alarme;</li>
<li>Operam e/ou mantém sistemas de alarme;</li>
<li>Auditam ou avaliam o desempenho de um sistema de alarme.</li>
</ul>
<h2><strong>A norma ISA 18.2 é importante? E como! </strong></h2>
<p>Como muitos de nós sabemos, sistemas de alarmes ineficazes são frequentemente citado em relatórios de investigações de grandes incidentes em industrias. Principalmente como importantes fatores contribuintes para a ocorrência destes. Além disso, são também responsáveis pelo excesso de paradas não-programadas, grandes vilãs da produtividade industrial.</p>
<p>Você não sabia disso? Então confira a importância de um alarme bem configurado, as consequências de uma má configuração e muito mais em nosso texto sobre <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/alarme-industrial/">alarmes industriais</a>.</p>
<p>A partir disso, podemos afirmar que a norma ANSI/ISA 18.2 têm sua importância pautada em prover melhorias em quesitos como segurança, qualidade e produtividade para o ambiente industrial.</p>
<h2><strong>Alguns esclarecimentos sobre sistema de alarmes...</strong></h2>
<p>Como toda a norma ANSI/ISA 18.2 gira em torno desse assunto, vamos falar brevemente a respeito para que tudo faça mais sentido para você.</p>
<p>De acordo com norma, uma parte fundamental do gerenciamento de alarmes é a definição do que é um alarme. Afinal, não podemos gerenciar algo que não sabemos o que é, certo?</p>
<p>A ISA 18.2 define um alarme como um meio audível e/ou visível de indicar ao operador sobre mau funcionamento de algum equipamento. Além disso, é responsável também por informar desvios ou condições anormais no processo, que requerem uma resposta no tempo adequado.</p>
<p>Estes conceitos estão diretamente relacionados com a definição adequada de todas as etapas envolvidas na configuração de um alarme.</p>
<div id="attachment_250" style="width: 459px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-250" class="wp-image-250" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarm.jpg" alt="Sirene vermelha representando um alarme industrial, tema sob a qual a ISA 18.2 se pauta." width="449" height="337" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarm.jpg 960w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarm-300x225.jpg 300w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarm-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 449px) 100vw, 449px" /><p id="caption-attachment-250" class="wp-caption-text">Um alarme industrial representa um sinal de alerta.</p></div>
<h3><strong>Estados de um alarme</strong></h3>
<p>Quando um alarme ocorre, ele passa por uma série de etapas, desde o acionamento até ser finalizado. O diagrama de transição dos estados do alarme, mostrado abaixo, identifica os estados e transições de alarmes típicos.</p>
<p>Embora existam exceções, esse diagrama descreve a maioria dos tipos de alarmes e é uma referência muito útil para o desenvolvimento dos princípios do sistema de alarme e funções HMI (Interface Homem-Máquina).</p>
<div id="attachment_262" style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-262" class="wp-image-262" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/fluxo-estado-alarme-final.png" alt="Fluxo de estados do alarme, um dos assuntos mais importantes presentes na ISA 18.2" width="502" height="416" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/fluxo-estado-alarme-final.png 862w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/fluxo-estado-alarme-final-300x248.png 300w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/fluxo-estado-alarme-final-768x636.png 768w" sizes="(max-width: 502px) 100vw, 502px" /><p id="caption-attachment-262" class="wp-caption-text">Fluxo de estados do alarme</p></div>
<p>Na tabela abaixo temos um pequeno resumo sobre os estados de um alarme mostrados na figura anterior:</p>
<table class="pi-table pi-table-hovered">
<thead>
<tr>
<th width="112">Abreviação</th>
<th width="140">Nome do estado</th>
<th colspan="2" width="126">Condição do processo</th>
<th width="108">Estado do alarme</th>
<th width="112">Anunciação</th>
<th width="159">Reconhecimento</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td width="112">NORM</td>
<td colspan="2" width="143">Estado Normal</td>
<td width="123">Normal</td>
<td width="108">Inativo</td>
<td width="112">Não anunciado</td>
<td width="159">Reconhecido</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">UNACK</td>
<td colspan="2" width="143">Não reconhecido</td>
<td width="123">Anormal</td>
<td width="108">Ativo</td>
<td width="112">Anunciado</td>
<td width="159">Não reconhecido</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">ACKED</td>
<td colspan="2" width="143">Estado reconhecido</td>
<td width="123">Anormal</td>
<td width="108">Ativo</td>
<td width="112">Anunciado</td>
<td width="159">Reconhecido</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">RTNUN</td>
<td colspan="2" width="143">Retorno ao estado normal não reconhecido</td>
<td width="123">Normal</td>
<td width="108">Inativo</td>
<td width="112">Anunciado</td>
<td width="159">Não reconhecido</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">SHLVD</td>
<td colspan="2" width="143">Estado “<em>shelved</em>” (tipo de supressão)</td>
<td width="123">Normal ou anormal</td>
<td width="108">Inativo ou ativo</td>
<td width="112">Suprimido</td>
<td width="159">Não se aplica</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">DSUPR</td>
<td colspan="2" width="143">Supressão pelo projeto (<em>suppressed-by-design</em>)</td>
<td width="123">Normal ou anormal</td>
<td width="108">Inativo ou ativo</td>
<td width="112">Suprimido</td>
<td width="159">Não se aplica</td>
</tr>
<tr>
<td width="112">OOSRV</td>
<td colspan="2" width="143">Fora de serviço (<em>out-of-service</em>)</td>
<td width="123">Normal ou anormal</td>
<td width="108">Inativo ou ativo</td>
<td width="112">Suprimido</td>
<td width="159">Não se aplica</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A tabela destaca aspectos como a condição do processo, no caso de cada estado dos alarmes, se estes são anunciados naquele caso ou se foram reconhecidos pelo operador ou não.</p>
<p>Agora sim, após ter vistos esses conceitos, podemos partir para os estágios do ciclo de vida do gerenciamento de alarmes, presentes na ISA 18.2.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://conteudo.logiquesistemas.com.br/ebook-guia-completo-gerenciamento-de-alarmes"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-663" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes.png" alt="guia gerenciamento de alarmes" width="500" height="374" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes.png 500w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes-300x224.png 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<h2><strong>Estágios do ciclo de vida do gerenciamento de alarmes segundo a ISA 18.2</strong></h2>
<p>Chegamos agora em um tópico de grande relevância, em que a norma ISA 18.2 dedica grande parte de seu conteúdo. São os estágios do ciclo de vida do gerenciamento de alarmes, ilustrados na figura abaixo.</p>
<p>O esquema mostra a relação entre os estágios, descritos ao longo da norma ISA 18.2.</p>
<div id="attachment_263" style="width: 560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-263" class="wp-image-263" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/ciclo-vida-isa-final.png" alt="Ciclo de vida do gerenciamento de alarmes, um dos tópicos mais importantes abrangidos pela ISA 18.2" width="550" height="397" /><p id="caption-attachment-263" class="wp-caption-text">Ciclo de vida do gerenciamento de alarmes</p></div>
<p>O ciclo de vida da gestão de alarmes abrange as atividades desde a concepção inicial do sistema. Dessa forma, esse modelo é útil na organização dos requisitos e responsabilidades para a implementação de um sistema de gerenciamento de alarmes.</p>
<p>O ciclo de vida é então aplicável para a instalação de novos sistemas de alarme ou o gerenciamento de um sistema existente.</p>
<p>Vamos agora aprender mais sobre cada um desses estágios do ciclo de vida do gerenciamento de alarmes. Leia atentamente e aprenda tudo sobre o assunto!</p>
<h3><strong>Filosofia </strong></h3>
<p>Quando se fala em filosofia, podem vir diversas coisas a mente. Porém, dificilmente você irá associar essa palavra ao ambiente industrial. Eu te entendo! E é por isso que irei explicar por que esse tópico é o primeiro e também um dos mais importantes passos do ciclo de vida do gerenciamento de um sistema de alarmes industriais.</p>
<p>A filosofia do alarme fornece a estrutura para estabelecer os critérios, definições, princípios e responsabilidades de todos os estágios do ciclo de vida do gerenciamento do alarme. Mas tudo isso só é possível por meio da especificação de itens como: identificação do alarme, racionalização, monitoramento, gestão de mudanças e audição.</p>
<p>Nesse sentido, a produção de um documento contendo a filosofia do alarme é de extrema importância para facilitar pontos como:</p>
<ul>
<li>Consistência em todo o sistema de alarme;</li>
<li>Consistência nos objetivos e metas presentes no gerenciamento de risco.</li>
<li>Acordo com boas práticas de engenharia;</li>
<li>Concepção e gerenciamento do sistema de alarme que ajuda em uma resposta eficaz do operador.</li>
</ul>
<p>A ISA 18.2 se utiliza de uma tabela para ilustrar os conteúdos obrigatórios e recomendados da filosofia do alarme. Você pode conferi-la abaixo.</p>
<h4>Conteúdos da filosofia do alarme</h4>
<table class="pi-table pi-table-hovered">
<thead>
<tr>
<th width="288">Conteúdos</th>
<th width="333">Classificação (obrigatório ou recomendado)</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td width="288">Propósito de um sistema de alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Definições</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Referências</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Papéis e responsabilidades do gerenciamento de alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Princípios do projeto de um alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Determinações do ponto de ajuste (<em>setpoint</em>) do alarme</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Método de priorização</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Definição da classe de um alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Alarmes altamente gerenciados</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Racionalização</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Documentação dos alarmes</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Orientações para projeto de alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Considerações específicas para o projeto do alarme</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Orientações do projeto da Interface homem-máquina (HMI)</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Técnicas de alarme aprimoradas e avançadas</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Orientação de implementação</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Procedimentos de resposta do alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Treinamento</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Supressão “<em>shelving</em>” do alarme</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Manutenção do sistema de alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Testes dos alarmes</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Monitoramento da performance do sistema de alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Preservação do histórico do alarme</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Gestão de mudança</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Auditoria da gestão do alarme</td>
<td width="333">Obrigatório</td>
</tr>
<tr>
<td width="288">Procedimentos do site relacionados</td>
<td width="333">Recomendado</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>É a partir da filosofia do alarme que o ciclo de vida do gerenciamento se inicia e se manterá. Devido à grande variedade de equipamentos utilizados nas indústrias de processos, os detalhes no conteúdo da filosofia podem variar entre indústrias e de um local para outro.</p>
<h3><strong>Identificação</strong></h3>
<p>A norma ISA 18.2 aponta que "identificação" seria um termo genérico para os diferentes métodos que podem ser utilizados na determinação da possível necessidade de um alarme ou da mudança deste.</p>
<p>Ou seja, é nesta etapa onde são geradas as listas de alarmes potenciais a serem monitorados no processo. Os diferentes métodos são usados inicialmente para identificar as necessidades de alguns alarmes.</p>
<p>A norma não define ou exige nenhum método específico para a identificação de alarmes. De acordo com ela, os alarmes podem ser identificados a partir de uma variedade de boas práticas de engenharia e requisitos reguladores.</p>
<p>Certas combinações de métodos de identificação podem ser usadas para determinar potenciais alarmes. Temos como exemplo atividades de <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/hazop">Hazop</a>, que podem servir como ponto de partida para a identificação dos alarmes de um processo industrial.</p>
<p>O pessoal responsável pode utilizar qualquer que seja o método para identificar alarmes, desde que seja treinado de acordo com a filosofia do alarme e com os critérios definidos para avaliar os mesmos.</p>
<p>O estágio de identificação é o ponto de entrada (<em>input</em>) do ciclo de vida do gerenciamento de alarme. Após identificados, os alarmes seguem para a etapa de racionalização.</p>
<p>As informações relacionadas aos potenciais alarmes devem ser capturadas durante a identificação e usadas na etapa de racionalização de alarmes.</p>
<p>Um ponto importante é que o método de identificação pode afetar a classificação de um alarme. Assim, se for o caso, a identificação do alarme pode ser feita durante a racionalização.</p>
<h3><strong>Racionalização</strong></h3>
<p>Durante a racionalização, alarmes potenciais (identificados na etapa anterior) e já existentes são sistematicamente comparados aos critérios documentados na filosofia do alarme.</p>
<p>Se o alarme proposto atender aos critérios, seu ponto de ajuste (<em>setpoint</em>), consequências, ações operacionais e demais itens relevantes são documentados e classificados de acordo com a filosofia.</p>
<p>A racionalização produz informações detalhadas do projeto, que são documentadas no banco de dados principal do alarme, e são necessárias para a fase do projeto em si, que representa um outro estado no ciclo de vida.</p>
<p>As atividades de racionalização são:</p>
<ul>
<li>Documentar a justificativa do alarme;</li>
<li>Determinação do ponto de ajuste (<em>setpoint</em>) do alarme;</li>
<li>Definir priorização do alarme;</li>
<li>Classificação do alarme;</li>
<li>Revisão da racionalização.</li>
</ul>
<p>A ISA 18.2 ainda aborda aqui certos itens que a racionalização deve determinar e documentar (no mínimo) para cada alarme racionalizado. Tudo de acordo com a filosofia do alarme e para cada estado da planta aplicável. São eles:</p>
<ul>
<li>Tipo de alarme;</li>
<li>Prioridade do alarme;</li>
<li>Classe do alarme;</li>
<li>Ponto de ajuste <em>(setpoint)</em> do alarme ou condição lógica (por exemplo, fora do normal);</li>
<li>Ação do operador;</li>
<li>Consequência da inação.</li>
</ul>
<p>Atributos adicionais do alarme podem ser determinados durante a racionalização deste. Tudo deve sempre estar de acordo com a necessidade de cada caso e tipo de processo/indústria, e em consonância com a filosofia.</p>
<h3><strong>Projeto detalhado</strong></h3>
<p>Como não poderia faltar, há um tópico destinado a detalhar o projeto de um sistema de alarmes. Esta seção da norma também trata das considerações para implementação dentro de um sistema de controle e supervisão específico, conforme especificado pela racionalização. Além de conter também todas as considerações relacionadas à apresentação dos alarmes aos operadores.</p>
<p>Nesta seção são descritos os recursos comuns da funcionalidade de um alarme no sistema de controle e supervisão, e como eles se relacionam com o diagrama de estado do alarme.</p>
<h4><strong>Projeto básico do alarme</strong></h4>
<p>A ISA 18.2 aborda aqui os estados dos alarmes e seus usos. Inicialmente, com o estado de ativação do alarme. Destaca-se a importância de documentar a fonte para cada alarme no sistema. Isso se deve à possibilidade de ocorrerem mudanças no estado do alarme a partir de várias fontes, dentro do sistema de controle e supervisão.</p>
<p>Devem ser fornecidas orientações claras do projeto, principalmente quanto ao uso dos estados dos alarmes junto de outras funções lógicas (ações de bloqueio, por exemplo). Além disso, o impacto da modificação dos atributos de um alarme, bem como o uso da supressão projetada (<em>suppressed-by-design</em>) devem ser claramente identificados e documentados.</p>
<p>O projeto básico ainda inclui uma listagem dos principais tipos de alarme. A ISA 18.2 cita os tipos mais comuns a serem utilizados. A lista é extensa, mas alguns deles são apresentados a seguir.</p>
<h5>Principais tipos de alarme</h5>
<ul>
<li><strong>Alarme absoluto:</strong> gerado, simplesmente, quando o ponto de ajuste <em>(setpoint)</em> é excedido;</li>
<li><strong>Alarme de desvio: </strong>gerado quando a diferença entre dois valores analógicos excede um limite (ex: um desvio entre a variável do processo e o ponto de ajuste do controlador);</li>
<li><strong>Alarme de discrepância: </strong>gerado pelo erro entre a comparação de um estado esperado (da planta ou equipamento) para o seu estado real;</li>
<li><strong>Alarme calculado: </strong>gerado a partir de um valor calculado em vez de uma medição direta de processo.</li>
</ul>
<p>Os alarmes podem ser de um único tipo ou de uma combinação de diversos tipos. Estes devem ser selecionados com cuidado, com base no julgamento da engenharia.</p>
<p>Durante o projeto básico, os atributos de alarme padrão devem ser selecionados para cada alarme que foi racionalizado e configurado com base no julgamento da engenharia. Atributos como <em>setpoint</em> e <em>deadband</em> podem ser diferentes dependendo do tipo de alarme específico que será implementado.</p>
<p>Definir os atributos apropriados do alarme pode ajudar a minimizar o número de alarmes causadores de incômodos, gerados durante a operação. De acordo com a ISA 18.2, cada alarme deve conter os seguintes atributos.</p>
<h5>Atributos dos alarmes</h5>
<ul>
<li>Descrição do alarme;</li>
<li><em>Setpoint</em> do alarme ou condições lógicas;</li>
<li>Prioridade de alarme;</li>
<li>“Banda morta” do alarme (<em>deadband</em>);</li>
<li>Atraso de ativação e atraso de normalização (<em>on-delay / off-delay</em>)</li>
<li>Agrupamento de alarmes;</li>
<li>Mensagem do alarme.</li>
</ul>
<p>A filosofia do alarme é quem deve detalhar o uso de cada tipo e suas limitações. Para cada alarme, o usuário deve identificar e documentar claramente quais programas do sistema terão acesso para modificar seus atributos durante a operação.</p>
<p>Um sistema de controle e supervisão típico fornece ao usuário a capacidade de implementar vários tipos de alarme diferentes para uma única variável de processo. Para minimizar a carga de alarmes por operador, os resultados básicos do projeto do alarme devem ser revisados. Isso deve ocorrer para que o projeto corresponda aos alarmes presentes no banco de dados mestre.</p>
<h4><strong>Interface homem-máquina para sistemas de alarme</strong></h4>
<p>Neste subtópico, ainda dentro da seção que trata do projeto detalhado, a ISA 18.2 descreve as funcionalidades desejadas para indicar os alarmes ao operador. A norma é considerada intencionalmente limitada nesse ponto, tendo em vista a existência de um padrão ISA atual que trata especificamente das <a href="https://www.isa.org/isa101/">HMI’s</a>.</p>
<div id="attachment_251" style="width: 479px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-251" class="wp-image-251" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/3536364253_28114b272f-.jpg" alt=".Operador em sala de controle de alarmes, comum em indústrias de processo. A ISA 18.2 visa melhorar a forma como o operador verá os alarmes em seu painel." width="469" height="312" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/3536364253_28114b272f-.jpg 550w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/3536364253_28114b272f--300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 469px) 100vw, 469px" /><p id="caption-attachment-251" class="wp-caption-text">É de grande importância a maneira como os alarmes serão apresentados ao operador.</p></div>
<p>Aqui, a norma aborda questões como:</p>
<ul>
<li>Representação de estados de alarme (prioridades e tipos);</li>
<li>Silenciamento e reconhecimento do alarme;</li>
<li>Supressão <em>shelving</em> do alarme, supressão projetada, condições e descrição de serviço;</li>
<li>Funcionalidade de exibição de resumo de alarme;</li>
<li>Outras telas e funcionalidades similares relacionadas ao alarme;</li>
<li>O som do alarme;</li>
<li>Informações e mensagens de alarme;</li>
<li>Anunciadores de alarme.</li>
</ul>
<p>Alguns itens de funcionalidade são listados como obrigatórios ou recomendados. Os principais itens obrigatórios são para a descrição específica de várias condições relacionadas ao alarme. Esses itens geralmente estão dentro das capacidades da maioria dos sistemas de controle modernos. O quadro a seguir mostra com maior clareza as indicações de estado de alarme recomendadas pela ISA 18.2.</p>
<h5>Indicações de estado de alarme</h5>
<table class="pi-table pi-table-hovered">
<thead>
<tr>
<th rowspan="2">Estado do alarme</th>
<th rowspan="2">Indicação Audível</th>
<th colspan="3">Indicações visuais</th>
</tr>
<tr>
<th>Cor</th>
<th>Símbolo</th>
<th>Luz piscando</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Normal</td>
<td>Não</td>
<td>Não</td>
<td>Não</td>
<td>Não</td>
</tr>
<tr>
<td>Alarme não reconhecido</td>
<td>Sim</td>
<td>Sim</td>
<td>Sim</td>
<td>Sim</td>
</tr>
<tr>
<td>Retorno ao normal não reconhecido</td>
<td>Não</td>
<td>Sim</td>
<td>Sim</td>
<td>Não</td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="2">Alarme "shelved" (tipo de supressão)</td>
<td rowspan="2">Não</td>
<td colspan="2">Combinação</td>
<td>Não se aplica</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2">Opcional</td>
<td>Não se aplica</td>
</tr>
<tr>
<td>Suprimido pelo projeto (suppressed-by-design)</td>
<td>Não</td>
<td colspan="2">Opcional</td>
<td>Não se aplica</td>
</tr>
<tr>
<td>Fora de serviço (out-of-service)</td>
<td>Não</td>
<td colspan="2">Opcional</td>
<td>Não se aplica</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A tabela apresenta os estados mais comuns de um alarme, e como estes irão se apresentar ao operador. Pode-se observar que o alarme "não reconhecido" <em>(unacknowledged)</em> é o único a possuir indicação audível (som), ao contrário de todos os outros estados. Essa indicação sonora também pode ser usada para indicar a prioridade, a área de processo ou o grupo de alarme, dependendo da filosofia do alarme.</p>
<p>Em ambientes onde uma indicação audível de um alarme não reconhecido não é efetiva (por exemplo, ambientes de alto nível de ruído ambiente), deve ser usada uma indicação visual clara e que esteja sempre visível ao operador.</p>
<p>Todos os locais marcados com "não se aplica" e "opcional", representam que a indicação não se faz necessária e/ou não é considerada relevante para o estado. Onde a tabela apresenta "combinação", significa que a indicação possui tanto cores quanto símbolos.</p>
<p>É parte imprescindível de um sistema de alarmes, que o operador consiga realizar os procedimentos necessários. Bem como observar com clareza toda a situação, para que assim tenha uma melhor resposta diante do sistema como um todo.</p>
<h4><strong>Métodos aprimorados e avançados de alarme</strong></h4>
<p>Esta seção se dedica a falar sobre recursos do alarme que estão, geralmente, além da capacidade padrão de um sistema de controle e supervisão comum.</p>
<p>A norma fornece aqui as orientações para implementação de técnicas adicionais de gerenciamento de alarme. Estas, geralmente, fornecem funcionalidades adicionais ao longo do projeto básico do sistema de alarme. Além disso, são bastante úteis para orientar a ação do operador durante condições anormais no processo.</p>
<p>A ISA 18.2 não especifica nenhuma listagem dos métodos a serem implementados nesse sentido. Porém, guia por meio de caminhos que podem levar cada indústria a definir seus próprios métodos avançados.</p>
<p>Os métodos de alarme aprimorados e avançados são definidos como camadas adicionais de lógica e programação, utilizadas para modificar atributos de um alarme já existente. A maioria dos métodos de supressão pelo projeto <em>(suppressed-by-design)</em> estão inclusos em alarmes avançados.  Além das técnicas avançadas de alarme, os aprimoramentos no sistema de alarme fornecem informações adicionais ao operador ou redirecionam o alarme ao funcionário designado.</p>
<p>Os métodos básicos de projeto de alarme podem não ser suficientes para reduzir inundações de alarme ou diminuir seus efeitos. E é com base nisso que as técnicas avançadas podem ser necessárias.</p>
<h3><strong>Implementação</strong></h3>
<p>Esta etapa representa a transição do projeto para a operação. A ISA 18.2 aborda nesse tópico os requisitos e atividades gerais para implementar ou modificar um sistema de alarme ou para mudanças em um já existente.</p>
<p>As áreas discutidas nesta seção são:</p>
<ul>
<li><strong>Planejamento de implementação:</strong> Afirma o que deve ser considerado na implementação. Como testes de validação funcional, treinamento do operador, interrupção da operação e verificação da documentação do projeto;</li>
<li><strong>Treinamento para novos sistemas e modificações:</strong> Esta parte da implementação destaca que, os operadores devem ser devidamente treinados no que concerne as respostas dos alarmes novos e modificados, sempre seguindo a filosofia. Esse treinamento deve conter requisitos apropriados para a natureza da mudança detalhados pela ISA 18.2;</li>
<li><strong>Testes e validação de novos sistemas e modificações: </strong>Os testes e a validação presentes na etapa de implementação, possuem certos requisitos determinados pela classe detalhada na filosofia do alarme, e também pelo procedimento MOC (<em>Management of change</em>). Todos os testes devem ser devidamente documentados, principalmente no caso dos alarmes altamente gerenciados;</li>
<li><strong>Documentação de</strong> <strong>implementação:</strong>  São diversos documentos obrigatórios como informações de racionalização e procedimentos de resposta ao alarme. E, também documentações recomendadas, como tipo do alarme, prioridade, setpoint do alarme ou condição lógica, dentre outros.</li>
</ul>
<h3><strong>Operação</strong></h3>
<p>Esse tópico aborda os requisitos para que os alarmes permaneçam e retornem ao estado operacional. Esse estado operacional, é basicamente quando um alarme é capaz de indicar uma condição anormal para o operador. Ou seja, quando ele é capaz de cumprir sua função devidamente, seguindo os passos que explicamos até aqui.</p>
<p>O uso de ferramentas específicas para manipulação de alarmes no estado operacional também é outro tema descrito nesta seção. Além disso, a operação abrange os procedimentos de resposta ao alarme, mostrando os requisitos obrigatórios e também as recomendações. Procedimentos relacionados à supressão <em>shelving</em> também são comentados neste tópico, como mudança e revisão do alarme.</p>
<p>Ao final da seção, é levantada, novamente, a importância do treinamento e atualização dos operadores. Afinal a ISA 18.2 não poderia deixar passar esse assunto, dedicado aos operadores, em um tópico com esse nome, não é mesmo?</p>
<h3><strong>Manutenção</strong></h3>
<p>Na seção da ISA 18.2 que trata da manutenção, são abordados requisitos para testes, substituição e reparos no sistema de alarmes. Aspectos de grande importância, tendo em vista que, a indústria depende em grande parte do bom funcionamento desse sistema.</p>
<p>Procedimentos como os testes periódicos são detalhados nessa seção. Tendo em vista que, estes tipos de testes garantem que o alarme continue a ser executado conforme planejado anteriormente.</p>
<p>Esta seção descreve também, a transição de alarmes para o estado “<em>out of service</em>” (fora de serviço), que é quando a manutenção está ocorrendo. E, posteriormente o retorno para o serviço, quando estes voltam a operar normalmente.</p>
<p>Quando se fala em “fora de serviço” é enfatizado que, os alarmes colocados nesse estado por longos períodos (por exemplo, dias, semanas ou meses) devem ser examinados para determinar se um outro alarme ou procedimento provisório é necessário.</p>
<p>A seção ainda destaca que, informações relacionadas a um mau funcionamento do alarme devem estar sempre disponíveis para o operador. Os alarmes afetados por equipamentos que não funcionam devem ser colocados fora de serviço. Isso deve ser feito se a condição não for resolvida dentro de um prazo razoável conforme especificado na filosofia do alarme.</p>
<p>Além disso, o procedimento MOC <em>(management of change)</em> deve abordar, sempre, equipamentos de substituição que alterem os atributos de alarme. Se uma substituição for feita, a validação do alarme pode ser necessária dependendo da classe do alarme conforme especificado na filosofia do mesmo.</p>
<h3><strong>Monitoramento e avaliação</strong></h3>
<p>Como tudo que é implementado deve ser monitorado, no ciclo de vida do gerenciamento de alarmes não seria diferente. Nessa etapa são verificados aspectos do projeto, implementação, racionalização, operação e manutenção, e se estes são satisfatórios.</p>
<p>Esta seção fornece orientações sobre a análise do sistema de alarme, tanto para monitoramentos contínuos quanto para avaliações periódicas de desempenho. Essas atividades fazem grande uso dos mesmos tipos de medidas. Várias dessas medidas de desempenho são recomendadas para inclusão na filosofia do alarme.</p>
<p>É notável que o monitoramento do desempenho é fundamental para o gerenciamento e melhoria do sistema. Isso se deve ao fato de que um sistema de alarme muito provavelmente experimentará deterioração e perderá desempenho ao longo do tempo. Isso ocorrerá à medida que a idade dos sensores aumentar e as condições dos processos mudarem, ou mesmo se uma política de gerenciamento de mudança de alarme não estiver em vigor.</p>
<p>A medição contínua do desempenho é quem pode determinar quando são necessárias ações corretivas, para cada situação específica. Para tanto, vários tipos de análises, indicadores de desempenho chave e métodos são possíveis. A lista de análise escolhida deve corresponder à filosofia do alarme.</p>
<p>A ISA 18.2 afirma ainda que o monitoramento de alguns aspectos do desempenho do sistema de alarme baseia-se na medição contínua. Sendo assim, a intenção de monitorar é justamente identificar problemas e tomar medidas corretivas para corrigi-los. Além disso, o foco do processo de avaliação é aplicar julgamento de engenharia e revisão para determinar se o sistema está funcionando bem.</p>
<p>A norma apresenta uma tabela com um resumo das principais métricas de desempenho e valores-alvo como exemplo. Você pode conferi-la abaixo.</p>
<h5>Resumo de métricas e valores-alvo</h5>
<table class="pi-table pi-table-hovered">
<thead>
<tr>
<th>Métrica</th>
<th colspan="2">Valor Alvo</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Alarmes anunciados por tempo</td>
<td>Valor alvo: Muito provável que seja aceitável</td>
<td>Valor alvo: Máximo gerenciável</td>
</tr>
<tr>
<td>Alarmes anunciados por hora (por operador)</td>
<td>~6 (média)</td>
<td>~12 (média)</td>
</tr>
<tr>
<td>Alarmes anunciados a cada 10 minutos (por operador)</td>
<td>~1 (média)</td>
<td>~2 (média)</td>
</tr>
<tr>
<td>MÉTRICA</td>
<td colspan="2">VALOR ALVO</td>
</tr>
<tr>
<td>Porcentagem de um período de 10 minutos contendo mais de 10 alarmes</td>
<td colspan="2">~&lt;1%</td>
</tr>
<tr>
<td>Máximo de alarmes em um período de 10 minutos</td>
<td colspan="2">≤10</td>
</tr>
<tr>
<td>Porcentagem de tempo com o sistema de alarme em condição de “inundação” (excesso de alarmes)</td>
<td colspan="2">~&lt;1%</td>
</tr>
<tr>
<td>Contribuição percentual dos 10 principais alarmes mais frequentes para a carga geral de alarmes</td>
<td colspan="2">&lt;1% a 5% no máximo. - Planos de ação para enfrentar as deficiências</td>
</tr>
<tr>
<td>Quantidade de alarmes “<em>chattering</em>” e alarmes “<em>fleeting</em>”</td>
<td colspan="2">Zero. - Planos de ação para corrigir qualquer ocorrência.</td>
</tr>
<tr>
<td>Alarmes obsoletos</td>
<td colspan="2">Menos de 5 presentes em qualquer dia.</td>
</tr>
<tr>
<td>Distribuição de prioridade anunciada</td>
<td colspan="2">
<div><strong>3 prioridades:</strong><br />
~ 80% baixo,<br />
~ 15% médio,<br />
~ 5% alto ou<br />
<strong>4 prioridades:</strong><br />
~ 80% baixo,<br />
~ 15% médio,<br />
~ 5% alto,<br />
~&lt;1% mais alto</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Dois conceitos apresentados na tabela e explicados na norma são os alarmes <em>"chattering"</em> e <em>"fleeting":</em></p>
<ul>
<li><em>Chattering</em>: Alarme que transita rapidamente entre o estado ativo e inativo em um curto período de tempo.</li>
<li><em>Fleeting</em>: São alarmes semelhantes e de curta duração, mas que não se repetem imediatamente.</li>
</ul>
<p>Em ambos, a transição (do ativo para inativo) não é resultado da ação do operador. É possível que um alarme "<em>chattering"</em> gere milhares de registros em algumas horas, resultando então em uma grande distração. Por isso, estes estão sempre na listagem dos alarmes mais frequentes. Os comportamentos de alarme <em>chattering</em> e <em>fleeting</em>  são considerados incômodos e devem ser eliminados. Além disso, não existe uma quantidade aceitável a longo prazo para eles.</p>
<p>Uma grande notícia é que existe um sistema que é capaz de monitorar com excelência o sistema de alarmes. Estou falando do BR-AlarmExpert e você pode conferi-lo <a href="https://logiquesistemas.com.br/br-alarmexpert/">aqui</a>!</p>
<h3><strong>Gestão de mudança</strong></h3>
<p>Nesta seção são abordados os requisitos para mudanças no sistema de alarme. São então tratados aspectos relacionados à adição de novos alarmes, remoção de alarmes existentes, modificação de atributos de alarme, mudanças nas funções do sistema de alarme, autorização e documentação.</p>
<p>Dessa forma, o objetivo do gerenciamento de mudanças é garantir que as alterações sejam autorizadas e sujeitas aos critérios de avaliação descritos na filosofia do alarme. O processo MOC <em>(management of change)</em> garante que as ações adequadas do ciclo de vida sejam aplicadas às mudanças no sistema de alarme.</p>
<p>Algumas das alterações sujeitas à gestão de mudanças, comentadas pela norma, se referem à adição ou remoção de alarmes. Além disso, dizem respeito à modificação de atributos especificados, que devem exigir autorização através de um procedimento MOC.</p>
<p>As mudanças permanentes que resultam em uma diferença dos valores autorizados do <em>setpoint </em>(ponto de ajuste) do alarme devem exigir avaliação através do procedimento MOC, que deve garantir diversas considerações nesta etapa. Algumas destas mudanças no alarme são, por exemplo:  classe, prioridade, consequência, lógica do <em>setpoint</em>, lógica de supressão e tempo de resposta do operador.</p>
<h3><strong>Auditoria</strong></h3>
<p>De acordo com a ISA 18.2, esta etapa do ciclo de vida é conduzida periodicamente visando manter a integridade do sistema de alarmes e dos processos de gerenciamento de alarmes.</p>
<p>Dessa forma, a auditoria de desempenho do sistema pode revelar lacunas não evidentes no monitoramento. A execução é então analisada junto da filosofia do alarme. Após isto, é auditada para identificar quaisquer requisitos visando melhorias do sistema, como, por exemplo, modificações na própria filosofia ou no processo de trabalho nela definido.</p>
<p>Uma auditoria analisa as práticas gerenciais e de trabalho associadas ao sistema de alarme. Sendo assim, ela determina se essas práticas são suficientes para administrar adequadamente o sistema.</p>
<p>Lembra da seção anterior que falava do monitoramento e avaliação? Neste caso, a frequência do processo de auditoria é bem menor.</p>
<p>A ISA 18.2 também destaca que todos os aspectos da gestão de alarmes devem ser auditados sempre que se iniciar algum esforço de melhoria. A norma também fala sobre uma auditoria inicial, que é chamada nesse ponto de “<em>benchmark</em>”. Esta deve ser feita então contra um conjunto de práticas documentadas (tem-se como exemplo as práticas da própria ISA 18.2). Os resultados da auditoria inicial podem ser utilizados no desenvolvimento de uma filosofia.</p>
<p>Ao final da auditoria devem ser desenvolvidos planos de ação para os problemas identificados durante os processos anteriores. Após isto, cronogramas, responsabilidades e revisão dos resultados obtidos devem ser atribuídos a cada item contido no plano.</p>
<h2><strong>Considerações finais</strong></h2>
<p>Por fim, imagino que a essa altura você já esteja se sentindo um especialista na norma ISA 18.2! Sendo assim, fico bem feliz em saber que, após esta leitura, você conseguiu compreender do que se trata a norma, sua importância, e a quem se destinam suas diretrizes. Mas, principalmente, se conseguiu aprender direitinho sobre as etapas do ciclo de vida do gerenciamento de alarmes.</p>
<p>Quer conhecer ainda mais a ISA 18.2, de forma totalmente visual e descomplicada? Então baixe agora mesmo o Infográfico da norma e fixe todos os conceitos!</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1143 size-full aligncenter" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Ciclo-de-G.A-ISA-18.2.jpg" alt="Ciclo de G.A ISA 18.2" width="560" height="315" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Ciclo-de-G.A-ISA-18.2.jpg 560w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Ciclo-de-G.A-ISA-18.2-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /></p>
<p>Mas se ainda restou alguma dúvida sobre a ISA 18.2 ou como todos esses conceitos podem ser aplicados na prática, pode entrar em contato comigo através do <a href="mailto:debora.silva@logiquesistemas.com.br">debora.silva@logiquesistemas.com.br</a>. Será um enorme prazer te ajudar!</p>
<p>Imagino que se você leu até aqui é porque realmente se interessou pelo conteúdo. Então, aproveite para compartilhá-lo com quem você acredita que vai gostar de lê-lo. Continue atento ao nosso blog para ler mais conteúdos gratuitos relacionados!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Guia Definitivo: Tudo o que você precisa saber sobre a EEMUA 191</title>
		<link>https://logiquesistemas.com.br/blog/eemua-191/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[contato@logiquesistemas.com.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jun 2017 21:37:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerenciamento de Alarmes]]></category>
		<category><![CDATA[Normas]]></category>
		<category><![CDATA[Automação Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[EEMUA 191]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.logiquesistemas.com.br/?p=203</guid>

					<description><![CDATA[Está com o tempo corrido como nunca e deseja ter as principais informações sobre um assunto de maneira resumida? Eu também...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Está com o tempo corrido como nunca e deseja ter as principais informações sobre um assunto de maneira resumida? <span style="font-weight: 400;">Eu também me sinto assim. Pensando então em pessoas como você, decidimos sintetizar os tópicos mais importantes sobre a EEMUA 191 em um blog post. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, você pode ler as principais ideias de uma norma de quase 200 páginas de maneira rápida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>EEMUA 191</b><span style="font-weight: 400;"> é o principal guia base sobre sistemas de alarmes industriais, desde o seu projeto, até o gerenciamento e aquisição. Assim, o objetivo dela é tornar os sistemas de alarmes melhores, mais fáceis de utilizar, seguros e com melhor custo benefício.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O guia foi criado pela </span><a href="https://www.eemua.org/home.aspx"><b>EEMUA (Engineering Equipment and Materials Users Association)</b></a><span style="font-weight: 400;">. A associação auxilia na melhora da segurança, meio ambiente e desempenho de operações industriais de maneira viável e com o mais baixo custo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este guia foi então produzido baseado no que algumas indústrias líderes estão fazendo, uma vez que os sistemas de alarmes possuem um papel importante para as mesmas. Eles atuam na prevenção, controle e na atenuação dos efeitos de situações de anormalidade no processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sistemas que não funcionam bem podem causar danos muito sérios. O maior exemplo é o da refinaria Milford Haven (Reino Unido), que causou prejuízo estimado em 48 milhões de euros por danos na planta, além do prejuízo pela perda de produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para uma melhor compreensão do blog post, indicamos que você leia também este artigo sobre </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/alarme-industrial/"><b>alarme industrial</b></a><span style="font-weight: 400;">. Isso porque o conceito será bem trabalhado durante a norma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui você poderá ler os seguintes tópicos sobre sistemas de alarmes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><a href="#filosofia"><span style="font-weight: 400;">O que é a filosofia</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;"><a href="#principios"><span style="font-weight: 400;">O processo de planejamento</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;"><a href="#riscos"><span style="font-weight: 400;">Como reduzir riscos e aumentar a confiabilidade</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;"><a href="#config"><span style="font-weight: 400;">Como configurar e priorizar corretamente</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;"><a href="#desempenho"><span style="font-weight: 400;">Mensurando o desempenho</span></a><a name="filosofia"></a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Filosofia do Sistema de Alarmes de acordo com a </span><span style="font-weight: 400;">EEMUA 191</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para um excelente planejamento de sistema de alarmes, deve-se começar no planejamento da  </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/filosofia-de-alarmes/"><b>filosofia de alarmes</b></a><span style="font-weight: 400;"> da sua indústria. Não é por menos que é o primeiro tópico apresentado pela EEMUA 191. Por isso, explicaremos no que se trata essa filosofia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A filosofia de alarmes é a estrutura base que serve para estabelecer critérios, definições, princípios e responsabilidades para todo o ciclo de vida do gerenciamento de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa estrutura pode ser definida por meio de métodos para identificação de alarmes, racionalização, monitoramento, gerenciamento de mudanças e auditorias de desempenho para serem seguidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, nessa seção iremos abordar uma breve introdução sobre o que deve constar na filosofia de alarmes, o papel do operador e também os princípios chaves de um projeto.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é um Sistema de Alarmes?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de tudo, precisamos apresentar o que é um </span>sistema de alarmes.<span style="font-weight: 400;"> Isso porque ele é o elemento central de praticamente todas as interfaces de operação modernas em plantas industriais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tradicionalmente, era constituído por circuitos de indicação por lâmpadas, mas hoje sistemas mais modernos trabalham com computadores e representações gráficas dos alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos de sistema de alarmes, estamos nos referindo ao sistema completo para geração e manipulação dos alarmes. Isso inclui equipamentos, condições de sinal e transmissão, processamento e interface de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, eles são uma forma muito importante de monitorar as condições da planta e de trazer a atenção do operador para o que é mais relevante, auxiliando em:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Manter a planta em condições de operação seguras, ajudando o operador a corrigir situações de perigo antes que os </span>sistemas automatizados de emergência<span style="font-weight: 400;"> atuem.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Reconhecer desvios das condições de operações desejadas que podem levar a uma perda financeira por produtos fora das especificações. Ou seja, produtos que vão para recirculação ou até mesmo são descartados.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Entender melhor condições complexas do processo. Para isso, os alarmes devem ser importantes ferramentas de diagnóstico e uma das principais fontes de informação que um operador deve utilizar durante uma perturbação.</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual o papel do operador de acordo com a EEMUA 191?</span></h3>
<p>A EEMUA 191 gosta de enfatizar o papel do operador numa planta industrial, pois engloba uma gama de diferentes atividades. Por exemplo: operação da planta, otimização da produção, identificação de problemas, coordenação de manutenções entre outros.</p>
<p>Além disso, seu papel depende do estado da planta. Seja em condições normais, de distúrbio, ou <em>shutdown</em> de emergência. Vamos então observar a figura abaixo para entender melhor como funciona esse papel.</p>
<h4>Possíveis estados da planta e o papel do operador</h4>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-210" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/estados-processo.png" alt="eemua 191 - estados do processo" width="539" height="304" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/estados-processo.png 539w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/estados-processo-300x169.png 300w" sizes="(max-width: 539px) 100vw, 539px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A condição ideal de operação, onde a planta alcança seu melhor rendimento, é o “<em>Target</em>” (alvo). Já a região “normal” é onde a operação é controlada por sistemas automáticos de controle, a fim de minimizar as perturbações para manter a planta próxima a condição ideal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas condições normais, o principal papel do operador é monitorar a operação e fazer pequenos ajustes. Por exemplo, controlar <em>setpoints</em> ou equipamentos da planta manualmente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso os distúrbios sejam significativos, a planta passará para o estado de “<em>upset</em>”. Ou seja, estado no qual os sistemas de controle não são mais capazes de recuperar efetivamente sem intervenção do operador. Dessa forma, os alarmes precisam indicar a necessidade para o operador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O intervalo entre o limiar do anel “<em>normal</em>-<em>upset</em>” e “<em>upset-shutdown</em>” é o tempo que o operador tem para corrigir os distúrbios no processo. Caso contrário, a planta entra em estado de “<em>shutdown</em>”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse estado ocorre se o operador não conseguir corrigir satisfatoriamente o estado de distúrbio e a planta está na iminência de causar dano. Assim, o sistema automatizado de emergência deve agir e levar a área afetada para o estado seguro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, o principal papel do operador nesta situação é certificar que o <em>shutdown</em> está ocorrendo de maneira segura. Além disso, ele ainda pode tomar qualquer ação complementar para diminuir o tamanho da perturbação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso o <em>shutdown</em> não ocorra de maneira segura, o operador deve trazer a planta para um estado seguro. Neste caso, os alarmes devem notificar falhas nos sistemas de <em>shutdown</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tabela abaixo apresenta o papel principal do operador para cada estado.</span></p>
<table class="pi-table pi-table-hovered">
<thead>
<tr>
<th style="text-align: center;">Estado da Planta</th>
<th style="text-align: center;">Papel Principal do Operador</th>
<th style="text-align: center;">Informação Chave do Alarme</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;">Normal</td>
<td style="text-align: center;">Monitoramento e otimização</td>
<td style="text-align: center;">Necessário pequenos ajustes operacionais</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><em>Upset</em> (Distúrbio)</td>
<td style="text-align: center;">Gerenciamento da situação</td>
<td style="text-align: center;">Necessário intervenção do operador</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><em>Shutdown</em> (Parada forçada)</td>
<td style="text-align: center;">Garantir shutdown seguro</td>
<td style="text-align: center;">Necessário ações de segurança</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Os princípios chaves de projeto segundo a EEMUA 191</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de qualquer coisa, precisamos ter bem claro em nossa mente a principal função de um sistema de alarmes. Por isso, segundo a EEMUA 191:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><b>O propósito de um sistema de alarmes é direcionar a atenção do operador para as condições da planta, exigindo uma avaliação ou uma ação em um tempo específico.</b></p>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, um sistema de alarmes está dizendo para o operador: “faça algo acerca disso urgentemente”, “veja isso em breve”, “não esqueça esse problema” e afins. Ele então auxilia o operador a gerenciar atividades, recursos e a focar nas questões mais importantes.</span></p>
<p>Os princípios listados a seguir norteiam toda a atividade. São eles:</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Cada alarme deve alertar, informar e guiar</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou seja, não só emitir um sinal audível ou visível, mas informar qual problema está ocorrendo. Além disso, é claro, precisa ainda guiar como deve ser a resposta a ser tomada. Por fim, o ideal é ainda prover um <em>feedback</em> para o operador sobre o sucesso das ações tomadas em resposta aos alarmes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Todo alarme apresentado ao operador devem ser útil e relevante para o operador</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Também devemos assegurar que para um sistema de alarmes efetivo no suporte ao operador, todos os alarmes devem ser úteis. Se existem alarmes que são ignorados, o sistema perderá sua efetividade. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Todo alarme deve ter uma resposta (ação) definida</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Para assegurar que todo alarme seja útil, certifique-se que isso seja cumprido. O ponto chave é que todos os alarmes devem ter uma resposta clara definida por quem está projetando o alarme. Se não for possível definir uma resposta, então esse sinal não deve ser considerado um alarme. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em decorrência disso, um problema comum é que informações de eventos são confundidas com frequência com alarmes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Definir um intervalo de tempo suficiente que permita o operador realizar a resposta definida</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso implica então que o alarme deve ocorrer cedo o suficiente para o operador corrigir o problema, mas não o suficiente a ponto dele não ser priorizado. Além disso, a taxa de alarmes não pode exceder a capacidade que o operador é capaz de gerenciar.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>O sistema de alarmes deve ser projetado levando em conta as limitações humanas</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Para facilitar sua vida, a EEMUA 191 apresenta a tabela abaixo com as características de um bom alarme.</span></p>
<table class="pi-table pi-table-hovered">
<thead>
<tr>
<th style="text-align: center;" colspan="2">Características de um bom alarme</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;">Relevante</td>
<td style="text-align: center;">Não ter baixo valor operacional (Sem credibilidade)</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Único</td>
<td style="text-align: center;">Não ser duplicado</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Conveniente</td>
<td style="text-align: center;">Não muito antes da resposta necessária, ou tarde demais para ação corretiva</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Priorizado</td>
<td style="text-align: center;">Indicar a importância que o operador deve lidar com o problema</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Compreensível</td>
<td style="text-align: center;">Ter uma mensagem clara e fácil de entender</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Diagnóstico</td>
<td style="text-align: center;">Identificar o problema que está ocorrendo</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Consultivo</td>
<td style="text-align: center;">Indicar a ação que deve ser tomada</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Focalizado</td>
<td style="text-align: center;">Extraindo a atenção para os problemas mais importantes</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, um sistema de alarmes também deve possuir uma função secundária de promover o registro de alarmes. Isso pode ser utilizado, por exemplo, para otimização da operação da planta, análise de incidentes e para melhoria do desempenho do próprio sistema.</span></p>
<p><a href="http://conteudo.logiquesistemas.com.br/ebook-guia-completo-gerenciamento-de-alarmes"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-663" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes.png" alt="guia gerenciamento de alarmes" width="500" height="374" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes.png 500w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/05/guia-gerenciamento-de-alarmes-300x224.png 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Princípios do planejamento do sistema de alarmes pela EEMUA 191</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Após definir com clareza uma filosofia de sistema de alarmes, vamos compreender melhor questões sobre o planejamento de fato. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui será abordado sobre como deverá ser o processo de planejamento. Além disso, como as configurações de alarmes são escolhidas, como prioridades devem ser definidas e como os alarmes devem ser processados para torná-los tão significativos quanto possível.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Considerações acerca processo de planejamento</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para uma operação segura e eficiente da planta, é necessário que o papel do operador seja projetado para que ele desempenhe com eficiência e com as ferramentas necessárias para auxiliá-lo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para garantir que o planejamento saia da melhor forma, a EEMUA 191 apresenta o que deve ser levado em consideração na hora do projeto e o que fazer. Abaixo seguem as considerações:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Avaliação de risco</b></h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Desenvolvimento do <em>safety</em> case da planta;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Identificação do papel de segurança do operador;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Avaliação de risco para identificar alarmes para proteger contra riscos de segurança, ambientais ou econômicos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Revisão para identificar alarmes que promovem riscos de segurança significativos.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Ergonomia</b></h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Identificação do número de operadores e seus respectivos papéis;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Projeto geral da interface do operador (exemplo: número de telas, uso das cores, ajudas de informação);</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Projeto da interface de alarme (exemplo: métodos de exibição, anunciação).</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Projeto de alarmes individuais</b></h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Revisão dos alarmes propostos não derivados da avaliação de risco;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Identificação de alarmes com integridade especial ou requisitos de exibição;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Produção de procedimentos de resposta de alarme;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Projeto de sensores de alarme da planta;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Projeto do hardware para sinais de alarmes individuais condicionais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Instalação dos sensores de alarme da planta e condicionamento de sinal.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Projeto de integração</b></h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;">Racionalização<span style="font-weight: 400;"> da lista de alarmes propostos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Revisão do projeto geral do sistema para adequar aos princípios chaves do projeto (tópico anterior);</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Identificação da funcionalidade de processamento de alarme necessária.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Configuração do sistema de alarme</b></h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Instalação do hardware do sistema de alarme;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Configuração de instalações de hardware/software do sistema de alarme;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Construção de banco de dados de informações de alarme;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Configuração do hardware/software para alarmes individuais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Configuração da lógica combinatória de alarme.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Testando e implementando</b></h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Teste de instalações do sistema de alarmes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Teste de sensores de alarme e condicionamento de sinal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Teste de configuração de hardware/software de alarme individual;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Avaliação da aceitabilidade ergonômica geral;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Medição de desempenho do sistema de alarmes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Determinação da necessidade de testes em andamento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Otimização da performance operacional.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O processo de planejamento</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Como visto acima, para que o sistema de alarmes amenize situações de perigo ou perdas financeiras, é então importante que as boas práticas do projeto sejam seguidas em todas as atividades listadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, para garantir que essas boas práticas sejam estabelecidas e sustentadas, a EEMUA 191 recomenda que a estratégia do sistema de alarmes seja definida por uma equipe multidisciplinar. Além disso, deve ainda ser documentada formalmente.</span></p>
<h4>Documento de estratégia do projeto de alarme</h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, os seguintes tópicos devem ser abordados no </span>documento de estratégia do projeto de alarme<span style="font-weight: 400;">:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Alocação dos papéis e responsabilidades para projeto do sistema de alarme;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Identificação dos usuários do sistema de alarme e suas necessidades;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A definição do que um alarme deve ser;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A definição do papel de segurança do sistema de alarme;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Uma lista de alarmes alegados para contribuir com casos de segurança;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Definição dos alvos de performance do sistema de alarme (exemplo: taxas máximas);</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Regras de priorização de alarmes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Glossário de termos e abreviações para ser usado em mensagens de alarmes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Orientação sobre conteúdo e estrutura de procedimentos de resposta de alarme;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Orientação sobre padrões de interpretação de alarmes e seu agrupamento, mascaramento e aceitação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Cálculos de frequências de teste de equipamentos de alarme.</span></li>
</ul>
<h4>Documento da estratégia de gerenciamento de alarmes locais</h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do documento de estratégia e antes que a planta comece a operar, um novo documento deve ser desenvolvido. Nele deve constar a estratégia de gerenciamento de alarmes locais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Juntos, esses dois documentos estratégicos vão garantir que toda informação valiosa de manutenção e do projeto seja mantida durante todo o tempo de vida da planta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span>documento da estratégia de gerenciamento de alarmes locais<span style="font-weight: 400;"> deve conter:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Alocação dos papéis e responsabilidades para manter e gerenciar o sistema de alarme;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Definição do procedimento de revisão de alarme;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Metas de desempenho para garantir a conformidade com a estratégia do projeto de alarme (exemplos: taxa média de alarme, número de alarmes após incidentes, etc.);</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Medição de rotina a serem tomadas do desempenho de alarme;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Requisitos para registro de alarmes e para armazenamento de registro;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Procedimentos de testes e manutenção;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Listas de documentação relacionado ao sistema de alarme que o local deve manter;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Descrição de procedimentos de modificação para serem seguidos quando mudanças são feitas para alarmes, seja quando são introduzidos novos alarmes ou quando a documentação muda;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Treinamento e competência.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, o projeto de alarmes individuais e sua configuração é um processo complexo de vários estágios. Para alcançar uma alta performance, as boas práticas devem ser aplicadas em todos os alarmes, logo:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><b>O projeto de cada alarme deve seguir um procedimento de estrutura padrão onde as decisões do projeto são documentadas.</b></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final, deve haver uma revisão de todos os alarmes propostos e checar se estão de acordo com os princípios chaves de projeto discutidos aqui neste artigo no tópico anterior. Portanto, certifique-se que:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><b>Todo o projeto de sistema de alarmes tem que estar de acordo com os princípios chaves de projeto.</b></p></blockquote>
<h2><span style="font-weight: 400;">Redução de Riscos e Reivindicações de Confiabilidade </span><span style="font-weight: 400;">pela EEMUA 191</span></h2>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-211 size-large" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/helmet-1636344_1280-1024x685.jpg" alt="segurança" width="1024" height="685" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora vamos falar um pouco sobre como podemos aumentar a segurança da nossa planta com a redução de riscos através dos alarmes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A redução através de alarmes vai depender da confiabilidade do equipamento (tanto da instrumentação, quanto do sistema de processamento de alarmes) e da confiabilidade do operador em responder os alarmes com a ação apropriada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A EEMUA 191 reitera que a confiabilidade do operador vai depender dos seguintes fatores:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A forma como os alarmes estão apresentados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O tempo disponível para o operador decidir o que fazer e implementar a decisão;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O nível de estresse;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A falta de confiança humana em fazer determinadas atividades por distração, esquecimento ou negligência.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da redução de riscos poder ser tanto por equipamento quanto por decisões humanas, esse último merece uma atenção especial. Isso porque a história apresentaa maioria das falhas com sistema de alarmes derivadas de falhas humanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A integridade do hardware do alarme é importante. Entretanto, na prática os benefícios da redução de riscos são mais facilmente derivados da otimização da usabilidade do que a integridade do hardware. Portanto, em todo sistema de alarmes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O operador não deve ficar sobrecarregado com alarmes apresentados pela interface, seja em condições normais ou de distúrbio;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O desempenho do sistema de alarmes tem que ser checado regularmente a fim de garantir que não está ocorrendo uma sobrecarga de alarmes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Os alarmes apresentados precisam ser relevantes, com poucos anúncios de falsos alarmes ou de baixo valor;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Os operadores precisam ser treinados para o uso do sistema de alarmes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Os alarmes precisam ser priorizados de maneira correta.</span></li>
</ul>
<p>Para você ter uma noção maior da importância que o gerenciamento de alarmes traz para a segurança, confira este artigo que mostra <strong><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/seguranca-em-gerenciamento-de-alarmes/">5 lições aprendidas de segurança em gerenciamento de alarmes com o incidente de Milford Haven</a></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Selecionando a configuração dos alarmes</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda sobre redução de riscos e confiabilidade, vamos tratar agora sobre como configurar os alarmes corretamente. Esse assunto é tão importante que decidimos separar o conteúdo em um só tópico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E para facilitar a compreensão, vamos apresentar a imagem abaixo que mostra a diferença entre um sistema de alarmes efetivo e um inefetivo.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-213" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarmes-config-1024x379.png" alt="eemua 191 - exemplo configuração" width="1024" height="379" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarmes-config-1024x379.png 1024w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarmes-config-300x111.png 300w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarmes-config-768x284.png 768w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/alarmes-config.png 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Perceba que, no sistema de alarmes efetivo, todos os alarmes estão configurados no limite entre a condição normal e de distúrbio. Dessa forma, permite que o operador só invista sua atenção nos alarmes que realmente estão começando a trazer consequências para a planta.</span></p>
<h4>Fatores para configuração de alarmes</h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, a escolha da configuração do alarme é complicada. Segundo a EEMUA 191, deve -selevar em conta os seguintes fatores:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>1-</strong> A dinâmica da planta. Por exemplo, a amplitude e a duração das condições de oscilação operacionais aceitáveis;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>2-</strong> O limite em que o sistema de proteção automático irá operar ou onde perdas financeiras vão começar a ocorrer caso o sistema automático não intervenha;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>3-</strong> A taxa que a variável alarmada pode estar mudando durante uma perturbação muito grave;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>4-</strong> O tempo necessário para o operador responder e corrigir os problemas gerados pelos alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma forma de observar uma relação entre esses fatores pode ser observada na figura abaixo para um limite alto de ação automática de emergência.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-212" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/set-alarme-alto.png" alt="eemua 191 - setpoint alto" width="420" height="306" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/set-alarme-alto.png 420w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/set-alarme-alto-300x219.png 300w" sizes="(max-width: 420px) 100vw, 420px" /></p>
<p>A diagonal que está cruzando as três retas paralelas é a variável do processo (PV). Ao passo que que a diagonal vai aumentando com o tempo (eixo horizontal), o valor da PV também aumenta.</p>
<p>A primeira reta é o limite do estado normal da planta. Já a segunda reta é o <em>setpoint</em> do alarme. Quando a variável do processo passa do segundo limite, a planta entra em estado de distúrbio. Por fim, a terceira reta é o limite para que a planta entre em estado de <em>shutdown</em>.</p>
<p>No exato momento que a diagonal PV atravessa o <em>setpoint</em> do alarme, o operador tem até a reta tracejada para responder o alarme e evitar a falha. Caso ele não consiga evitar, ao atravessar o terceiro limite, a planta entra em estado de <em>shutdown</em>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, para garantir que se tenha configurações de alarmes efetivas devido à importância operacional deles, a EEMUA 191 recomenda que:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><b>Todas as configurações de alarmes precisam ser determinadas de maneira uniformizada e documentada durante o projeto da planta, comissionamento e operação. Qualquer mudança deve ser documentada com as justificativas.</b></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Priorização de alarmes</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos que, em escalas industriais, mais de um alarme pode sinalizar na mesma hora, não é verdade? Por isso, em sistemas de alarmes que possuam um tamanho significativo, é extremamente útil priorizar alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, o sistema auxilia o operador a decidir quais alarmes ele deve lidar quando vários ocorrem ao mesmo tempo. Em vez de precisar estruturar uma resposta, o operador já atua nos alarmes essenciais, mais importantes e de maior urgência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A EEMUA 191 apresenta que os fatores para uma priorização efetiva podem variar dependendo do tipo de indústria. Normalmente, leva-se em consideração os dois fatores abaixo:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A </span><b>severidade das consequências</b><span style="font-weight: 400;"> (segurança, ambiental e econômica) que o operador pode prevenir exercendo a ação corretiva associada ao alarme;</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O </span><b>tempo disponível de resposta</b><span style="font-weight: 400;"> comparado ao tempo necessário para a ação corretiva ser realizada e atingir o efeito desejado.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A figura abaixo apresenta um exemplo de possibilidade de como definir uma priorização para as consequências econômicas de um alarme. Acesse este artigo para conferir detalhadamente mais metodologias de <a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/priorizacao-de-alarmes/"><strong>priorização de alarmes</strong></a>.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-214" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/possivel-regra-priorizacao.png" alt="eemua 191 - exemplo priorização" width="438" height="330" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/possivel-regra-priorizacao.png 438w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/possivel-regra-priorizacao-300x226.png 300w" sizes="(max-width: 438px) 100vw, 438px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Observe que a priorização depende tanto do tempo de resposta disponível quanto da gravidade da consequência. Sendo assim, quanto maior a consequência, maior a prioridade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de dois alarmes na mesma casa de prioridade, a prioridade maior é daquele que tem menor tempo de resposta. Isso pode ser observado na adiferença de elevação das setas, sendo a “<em>time critical</em>” um pouco mais elevada que a “<em>not time critical</em>”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dica que a EEMUA 191 apresenta é que a regra de priorização conste na filosofia de alarme e seja aplicada consistentemente para todos os sistemas de alarme. Por isso, na hora de projetar os alarmes cada um deve ser encaixado na sua prioridade específica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Mensurando o Desempenho de acordo com a</span><span style="font-weight: 400;"> EEMUA 191</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de toda essa conversa sobre a melhor forma de projetar os alarmes, como vamos ter certeza que estão funcionando com eficiência? É por isso que a EEMUA 191 tem um tópico só para falar sobre mensuração de desempenho. Abaixo, seguem os principais pontos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Key Performance Indicators (KPIs)</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">KPIs são os indicadores chave de desempenho. Ou seja, são os principais indicadores que vão determinar a eficiência do seu sistema de alarmes. É recomendado que eles sejam calculados em um período de 30 dias (mensalmente).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os três principais KPIs sugeridos são:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1 - Taxa média de alarmes;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2 - Taxa máxima de alarmes;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">3 - Porcentagem de tempo que a taxa de alarmes está fora da margem aceitável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses indicadores são expressos em um período de tempo. Sendo assim,<strong> o</strong></span><b> mais indicado é em um período de 10 minutos, </b>devido ao fornecimento de<span style="font-weight: 400;"> uma visão melhor das condições do operador. A seguir, vamos explicar melhor agora cada um deles.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>1- Taxa média de alarmes por período de 10 minutos</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">É o cálculo simples da quantidade média de interrupções impostas ao operador. Pode ser mensurado da seguinte forma:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Taxa média = número total de alarmes anunciados ao operador / número total de períodos de 10 minutos</span></p>
<h4><b>2- Taxa máxima de alarmes por período de 10 minutos</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">É a pior situação que pode ocorrer durante um período de 10 minutos. Se calcula dividindo o tempo em parcelas de 10 minutos consecutivas e registrando o máximo de alarmes que são anunciados para o operador nesse período.</span></p>
<h4><b>3- Porcentagem de tempo que a taxa de alarmes está fora da margem aceitável</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma simples mensuração da proporção de tempo que os alarmes estão fora da margem aceitável. Essa métrica é então muito útil para ver o progresso após a racionalização de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode-se calcular da seguinte forma: </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">% fora da margem = quantidade de períodos de 10 minutos acima do limite / quantidade total de períodos de 10 minutos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a EEMUA 191 mostra também outras métricas de valor secundário que são interessantes. Elas apresentam outros aspectos para gerenciamento do sistema de alarmes. Como:</span></p>
<h4><strong>Número de períodos de intensa atividade de alarmes</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa métrica captura os picos de atividade de alarmes. Assim sendo, o objetivo dela é de identificar e reduzir o número de picos.</span></p>
<h4><strong>Shelved alarms</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Shelved alarms</em> são os alarmes que são suprimidos manualmente pelo operador. Aqui existem duas métricas: número de <em>shelved alarms</em> e a duração de cada um. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O recomendado é ter menos de 30. A estratégia de gerenciamento de alarmes deve definir a periodicidade que eles precisam ser revistos.</span></p>
<h4><strong>Alarmes vencidos</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui também existem duas métricas: número total de alarmes vencidos e a duração de cada um. O recomendado é ter menos de 10. Na filosofia deve ser definido o que caracteriza um alarme permanente. Por exemplo: um alarme que está anunciando por 24h ininterruptas.</span></p>
<h4><strong>Top 10 porcentagem de carga</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Indica como está a distribuição dos alarmes e identifica se a maioria deles é causado por poucos “<em>bad-actors</em>” (vilões). É então calculado pela porcentagem de ocorrência dos 10 alarmes mais frequentes no determinado período de tempo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Níveis de performance</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir dos três KPIs definidos acima, é possível assim descrever de forma qualitativa, em uma perspectiva da sala de controle do operador, cada nível de performance. Observe os níveis apresentados pela EEMUA 191:</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-215" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/eemua-limites.png" alt="eemua 191 - níveis performance" width="493" height="273" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/eemua-limites.png 493w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/eemua-limites-300x166.png 300w" sizes="(max-width: 493px) 100vw, 493px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cinco níveis são descritos de acordo com o que foi mensurado nos KPIs. No topo do gráfico, avalia a % de tempo que a taxa de alarmes está fora da margem aceitável. Na lateral esquerda, mede-se a taxa média de alarmes. Por fim, a parte inferior expressa a taxa máxima de alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Juntando os três, classifica-se a planta em um nível de performance. Sendo numa ordem do pior para a melhor performance: sobrecarregado, reativo, estável, robusto e preditivo.</span></p>
<h4><b>Nível 1 - Sobrecarregado</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse nível, a taxa de alarmes é extremamente elevada e a confiabilidade do sistema de alarmes é mínima.</span></p>
<h4><b>Nível 2 - Reativo</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe uma melhora considerável em relação a taxa de alarmes, mas poucos “<em>bad-actors</em>” são os responsáveis pela maioria dos alarmes. Além disso, a taxa de picos em situações de distúrbio ainda é incontrolável.</span></p>
<p><b>Nível 3 - Estável</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Consegue controlar os problemas relacionados aos “<em>bad-actors</em>”, mas quando a planta está em situação de distúrbio o sistema ainda deixa a desejar com altas taxas de alarme.</span></p>
<p><b>Nível 4 - Robusto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É o nível que se consegue alcançar hoje em dia com a tecnologia disponível. Tanto a taxa de alarme médio quanto pico de alarmes estão sob controle. Já existem tecnologias que permitem acompanhar a performance em tempo real, como falaremos posteriormente.</span></p>
<h4><b>Nível 5 - Preditivo</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">É o nível ideal, mas ainda não existem tecnologias para isso. Aqui o sistema de alarmes conseguiria prever o futuro estado da planta e ajustar suas configurações para a necessidade do momento.</span></p>
<p>Se você quer ler um artigo ainda mais técnico e detalhado, não deixe de conferir nosso artigo sobre os <strong><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/sistema-de-gerenciamento-de-alarmes/">KPIs essenciais para um alto desempenho de sistema de gerenciamento de alarmes</a>.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Ferramentas para análise de dados de acordo com a</span><span style="font-weight: 400;"> EEMUA 191</span></h2>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-216 size-large" src="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/analysis-1841158_1280-1024x682.jpg" alt="analise de dados" width="1024" height="682" srcset="https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/analysis-1841158_1280-1024x682.jpg 1024w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/analysis-1841158_1280-300x200.jpg 300w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/analysis-1841158_1280-768x512.jpg 768w, https://logiquesistemas.com.br/wp-content/uploads/2017/06/analysis-1841158_1280.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora que sabemos o que deve ser mensurado na indústria, como vamos fazer isso? A EEMUA 191 defende que a primeira aquisição necessária, e que também traz mais retorno, é justamente uma ferramenta para análise e registro de dados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse tipo de ferramenta auxilia a entender a escala de qualquer problema que exista com o sistema de alarmes. Isso é a base de qualquer projeto de <strong><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/racionalizacao-de-alarmes/">racionalização</a></strong> e </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/gerenciamento-de-alarmes/"><b>gerenciamento de alarmes</b></a><span style="font-weight: 400;">. É então recomendado que <strong>f</strong></span><b>erramentas sejam fornecidas para a análise estatística de rotina dos alarmes.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem dois componentes principais que formam uma ferramenta de análise de dados. O primeiro é reunir e armazenar os dados de alarmes e eventos. Já o segundo é ser capaz de analisar todo o dado armazenado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns sistemas efetivamente realizam a análise de dados conforme os dados de alarme são reunidos, mas não se baseiam em dados historicamente armazenados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente já existem pacotes de software disponíveis e que são conectados via </span>OPC/<a href="https://logiquesistemas.com.br/blog/opc-ua/"><strong>OPC UA</strong></a><b></b><span style="font-weight: 400;">. Eles pegam a saída que é direcionada ao alarme e classificam os dados para que sejam analisados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um desses softwares é o BR-AlarmExpert, desenvolvido por nós da Logique Sistemas e baseado na EEMUA 191. Você pode conhecer mais sobre como ele funciona e suas funcionalidades clicando </span><a href="https://logiquesistemas.com.br/br-alarmexpert/"><b>aqui</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é importante lembrar que, para consultas longas de semanas ou meses atrás, o arquivo de alarme deve ser grande o suficiente para segurar os dados necessários. Para que isso seja possível, é necessário um dispositivo que tenha grande capacidade de armazenamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Ufa! Até que enfim chegamos ao fim deste blog post, hein? Se você leu até aqui, você adquiriu conhecimento sobre os principais pontos abordados na EEMUA 191. Além disso, pode começar a identificar pontos de melhorias na própria indústria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos então recapitular agora o que foi visto. Nesse post você aprendeu:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1- A como estruturar uma filosofia de alarmes, estar ciente da importância do papel do operador e também como projetar alarmes eficientes;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2- O processo do planejamento de um sistema de alarme e a estratégia que deve ser seguida para manter a consistência entre os alarmes;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">3- Como reduzir os riscos e aumentar a confiabilidade do sistema de alarmes;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">4- Como configurar e priorizar de maneira correta seus alarmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">5- O que mensurar e como mensurar o desempenho do seu sistema de alarmes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quer se aprofundar ainda mais na prática de gerenciamento de alarmes? Então não deixe de acessar o nosso <strong>ebook gratuito</strong> sobre o <strong><a href="http://conteudo.logiquesistemas.com.br/ebook-guia-completo-gerenciamento-de-alarmes">Guia Completo de Gerenciamento de Alarmes</a></strong>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso ainda esteja com dúvidas em como tudo isso pode ser aplicado e/ou quer saber mais sobre a EEMUA 191, fico feliz em poder lhe ajudar. Pode entrar em contato comigo através do </span><strong><a href="mailto:matheus.romano@logiquesistemas.com.br">matheus.romano@logiquesistemas.com.br</a></strong><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Compartilhe esse conteúdo com quem você acredita que ficaria muito feliz em ler e acesse o nosso blog para ler mais conteúdos gratuitos relacionados!</span></p>
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